Crave a Marca - Veronica Roth

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Essa semana pude conhecer um pouco sobre o estilo de escrita da Veronica Roth, autora da série Divergente. Estava ansiosa por essa oportunidade, pois raramente leio livros que já viraram filmes (acredito que os filmes estragam um pouco da magia da leitura, portanto acabo perdendo a vontade de ler depois que sou bombardeada por trailers e pôsteres de divulgação), então esperei até que ela lançasse uma série nova para poder acompanhar.




Num planeta em guerra, numa galáxia em que quase todos os seres estão conectados por uma energia misteriosa chamada “a corrente” e cada pessoa possui um dom que lhe confere poderes e limitações, Cyra Noavek e Akos Kereseth são dois jovens de origens distintas cujos destinos se cruzam de forma decisiva. Obrigados a lidar com o ódio entre suas nações, seus preconceitos e visões de mundo, eles podem ser a salvação ou a ruína não só um do outro, mas de toda uma galáxia. Primeiro de uma série de fantasia e ficção científica, Crave a marca é aguardado novo livro da autora da série Divergente, Veronica Roth, que terá lançamento simultâneo em mais de 30 países em 17 de janeiro, e surpreenderá não só os fãs da escritora, mas também de clássicos sci-fi como Star Wars.




A Corrente é uma energia que liga todos os seres vivos, ela flui dentro de cada um e garante dons únicos. O toque da pele de Cyra Noavek causa uma onda de sofrimento capaz de levar à morte, nem mesmo ela está imune a sensação que a corrente provoca em seu corpo, precisando conviver com a dor constante de seu dom.

Após a Assembleia (órgão governamental da galáxia) divulgar as fortunas (futuro) das linhagens afortunadas, Akos e seu irmão são sequestrados e levados ao planeta-nação inimigo. Ryzek Noavek, o tirano governante do povo Shotet, tem um interesse muito grande no talento da irmã, e após descobrir que o dom de Akos é capaz de conferir a ela certo conforto, decide colocar o rapaz á disposição de Cyra. O destino dos dois está entrelaçado, um pode ajudar o outro a atingir seus objetivos, precisam apenas aprender a superar o ódio e as diferenças de seus povos.

Em uma galáxia movida pela corrente, todos possuem um dom.

- Você é uma Noavek – insistiu ele com teimosia, cruzando os braços. – A brutalidade está em seu sangue.
- Eu não escolhi o sangue que corre em minhas veias- retruquei. – Do mesmo jeito que você não escolheu seu dom, sua fortuna. Você e eu, nós nos tornamos o que era esperado de nós.
Pág.: 102

A narrativa se desenvolve de forma interessante, o ponto de vista de Cyra é narrado em primeira pessoa, enquanto o de Akos é em terceira pessoa, no primeiro momento essa característica pode causar estranhamento ao leitor, mas depois fica fácil de entender. Os primeiros capítulos são chatos, de difícil compreensão e monótonos, demorei pra avançar na história. Veronica criou um universo totalmente novo, composto por vários planetas, cada qual com singularidades únicas responsáveis por modelar seus habitantes, fazendo com que eles a assumissem características físicas e culturais marcantes.

Cyra foi criada para ser uma guerreira, está acostumada com a tirania do seu pai e do seu irmão, seu povo é visto como cruel, mas aos poucos vamos percebendo quem realmente são os vilões da história. O que mais gostei nela é o fato de ser esperta e independente. Akos teve uma vida feliz, até ser sequestrado e passar a viver como serviçal da família Noavek, nesse momento o personagem sofre uma mudança considerável e toma como meta a missão de tirar o irmão daquele planeta. A evolução desse personagem é espetacular, percebemos que o garoto medroso das primeiras páginas logo se transforma em um guerreiro admirável.

Autora

- Honra – falei, bufando. – Não há lugar para honra na sobrevivência.
Pág.: 103

Como já disse, a introdução é monótona e excessivamente detalhada, precisei reler algumas informações para me sintonizar. Os nomes de certos personagens são parecidos, por isso confundi-los é fácil. Infelizmente essa obra não tinha os artifícios necessários para me prender, até a parte que li, o enredo era totalmente sem emoção, tedioso e de difícil compreensão, gastei muito tempo para avançar nos capítulos e por fim decidi que seria melhor abandonar a leitura e retomá-la em outro momento.

A capa é simplesmente maravilhosa. A diagramação é agradável aos olhos, conta com uma fonte mediana e um ótimo espaçamento entre as linhas. As páginas são amareladas. Não encontrei erros de revisão. Como optei por não finalizar a leitura, aconselho que leiam e tirem suas próprias conclusões ^-^.