Ajin Vol. 1 - Gamon Sakurai & Tsuina Miura

Hey pessoal, tudo bem?

Ajin foi uma obra ímpar de ser lida. Uma das melhores sensações como leitor é criar altas expectativas para com a obra e elas não só serem atendidas, como irem além do que você imaginou que seria. Tsuina Miura conseguiu criar um mundo envolto em suspense e terror, mas que sempre reforça a importância dos laços de amizade, bem como o quão poderoso é o medo e preconceito da sociedade com aquilo que eles desconhecem. Isso, somados ao enorme talento artístico de Gamon Sakurai, faz com que tenhamos uma obra prima que irei acompanhar até o último volume. Antes mesmo de terminar de escrever essa introdução já tinha aberto a página da Amazon para comprar o volume 2 *__*.





Kei Nagai está focado nos seus estudos para entrar em uma Faculdade de Medicina e vive uma vida mediana com falsos amigos, enquanto pensa apenas em como vencer na vida... até o dia em que descobre ser um Ajin, uma entidade imortal! Encurralado pela polícia e pela sociedade, que sai à sua caça para submetê-lo a experiências científicas, seu único aliado é Kai, um antigo amigo de infância com quem havia cortado relações!







A história de Ajin é ambientada em nossa sociedade atual, contudo, com um pequeno diferencial: existem os Ajins, seres humanos que após morrer, voltaram à vida, não como zumbis, mas exatamente como eles eram antes de morrer, ou seja, se você fosse atropelado e perdesse uma perna, você iria se regenerar ao mesmo estado que era antes de ter morrido. Não existe um meio de saber quem é ou não um Ajin, pois a única forma de se saber é morrendo. Nesse contexto, temos Kei Negai, um jovem que está estudando para entrar na faculdade de medicina para mudar de vida, até o momento em que ao atravessar a rua é atropelado e descobre ser um Ajin. 

Seu rosto está em todos os noticiários, as pessoas o estão caçando para entregar ao governo, que vem fazendo experimentos com os Ajins no intuito de saber o motivo pelo qual eles são do jeito que são, e quem sabe com isso alcançar o que o homem vem buscado por milênios: imortalidade. Uma vez que Kei descobre o que é, tudo muda, seus amigos o tratam como uma aberração e sua mãe diz que seu filho morreu no incidente e que aquilo na frente dela é apenas um monstro que tomou sua forma. Em meio a tanto caos, agencias do Governo brigam entre si para ver quem irá capturá-lo primeiro, e a única esperança de Kei é Kai, um amigo de infância que fará de tudo para ajudar o amigo a escapar. 

O Fantasma Negro

A comunidade de Ajin deve ser dividida em basicamente dois tipos. Secreta, reclusa, sem contato com a humanidade, ou terrorista. Bom, se for isso... fazer o que? Tem muita gente que merece morrer, mesmo. 
Pág.: 226

A obra não só possui uma história cativante, como também apresenta um traço lindo e muito bem detalhado. Os personagens principais são bem construídos e o ritmo da narrativa deixa o leitor à "flor-da-pele", trazendo momentos de suspense, adrenalina, terror e aventura, principalmente nos capítulos que retratam a perseguição de Kei pelas entidades do governo e da população, afinal, existe uma recompensa para quem o capturar. 

O traço, como disse, é muito bem feito e consegue retratar nos mínimos detalhes tudo o que está acontecendo, ao contrário de mangás mais simplórios como Blood Blockade Battlefront, que apesar de ter uma história interessante, conta com um traço mal feito, fazendo com que muitas vezes ele pareça torto ou desconexo com a história, o que não ocorre com Ajin

Traço do Mangá

O primeiro Ajin foi descoberto 17 anos atrás, na África. Era um militar chamado de "Soldado de Deus" pelos locais. O Exército americano o capturou e sua existência foi divulgada, foi a maior descoberta da humanidade. 
Algumas pessoas chegaram a entrar em pânico, achando que se tratava de uma invasão alienígena. Hoje em dia, as coisas deram uma acalmada. 
Pág.: 12/13

Não posso dar muitos detalhes sobre o que acontece senão iria acabar estragando a história para quem vai ler a obra, mas, como disse no começo do texto, Ajin conseguiu suprir expectativas e ir além. Não vejo a hora de colocar as mãos no segundo volume e saber o que acontece agora que os Fantasmas Negros apareceram *__*. 

A Panini está de parabéns com a edição desse mangá. Além de ter orelhas, o que não é comum em obras do gênero, contamos com várias ilustrações coloridas e o papel usado nas páginas é mais resistente e de melhor qualidade, ou seja, não tem aquela vibe de "papel de jornal" como é o caso de Fate Stay Night ou Blood Blockade Battlefront. A ilustração da capa é maravilhosa e é feita em verniz localizado. Abaixo vocês podem conferir o trailer da adaptação que a Netflix fez da obra. Recomendo para todo mundo que está buscando uma aventura com doses cavalares de suspense e adrenalina.