Xavier And The Wild Land - Samantha Braga

Hey pessoal, tudo bem?

Essa semana tive a oportunidade de ler um livro que, apesar de ser infanto-juvenil, foi uma grande surpresa. A obra em questão é Xavier and the Wild Land, primeiro romance de Samantha Braga, uma brasileira que mora na Florida há mais de uma década e tem buscado, por meio de sua escrita, conscientizar as pessoas dos efeitos do desmatamento. E como ela faz isso? Introduzindo na história animais que possuem habilidades mágicas, um amigo que se tornou vilão e a jornada de um jovem aprendiz de guardião que está destinado a proteger a fauna e a flora da Floresta Amazônica. 


Por muitos anos a Floresta Tropical Amazônica vem sido atacada por invasores. Eles cortam as árvores de forma ilegal e partem e queimam o solo, tornando-o improdutivo. Os que pagam o preço por tais atos são os animais, pois são capturados vivos, colocados em jaulas e retirados de seu habitat natural para serem vendidos ilegalmente no mercado negro.
Morjah, um respeitável tucano, é o mais novo Guardião da floresta. Com poderes especiais, ele treina o maior número de pássaros que consegue em uma tentativa de eliminar o mal. Ele só começa a ver uma diferença quando Xavier, uma arara que ele adotou, se torna maduro e leva a destruição da floresta a um novo nível. Uma guerra foi declarada e a floresta agora está dividida em duas: de um lado, os defensores liderados por Morjah; do outro, os destruidores liderados por uma criatura vil e invejosa. Quem ganhará a batalha?


Edira (coruja) era a mais jovem aprendiz de Morjah (tucano), o atual guardião da Floresta contra os invasores (seres humanos que estavam desmatando o local). Após um grande ataque, Morjah decide adotar um pequeno papagaio cuja família havia morrido em um incêndio, e durante semanas eles trabalham juntos para ajudar o maior número de animais possível. Contudo, quando Xavier domina a magia de mudar de forma de uma jeito muito mais natural que Edira, o Guardião decide torná-lo seu aprendiz, deixando a jovem coruja de lado. Movida pela inveja e pelo rancor, ela decide se vingar de seu antigo mestre e aprende as artes das trevas, o que contraria toda os ensinamentos de Morjah. Uma grande batalha se aproxima. Quem será o vencedor?

Ilustração presente no livro. Rango (sapo), Geraldo (capivara) e Xavier na sua forma de águia. 

O livro é narrado em terceira pessoa e tem seu foco em Morjah, Edira e Xavier, e isso dá uma visão mais ampla do mundo criado por Samantha, afinal, essa divisão proporciona ao leitor a possibilidade de fazer parte de vários núcleos da história. Apesar de ter adorado o estilo narrativo da autora e ter achado o enredo bem desenvolvido, penso que os diálogos poderiam ter sido melhor trabalhados, o que deixaria a obra mais dinâmica. Contudo, entendo que o livro não poderia ser muito complexo, afinal, ele é destinado ao público infanto-juvenil. 

Os personagens são bem construídos e apresentados de uma forma que faz com que o leitor se afeiçoe com grande facilidade, como foi o caso de Xavier e Geraldo, a capivara. Contudo, como acho que os vilões sempre são os verdadeiros protagonistas de uma obra, o título de melhor personagem vai para Edira/Reida. Samantha conseguiu narrar de forma perfeita os sentimentos da coruja, principalmente no capítulo onde ela descobre que havia sido substituída por Xavier com tanta facilidade, o que a motivou a buscar as artes das trevas para conseguir sua vingança e obter poder de forma mais rápida. 

Amo minha terra pacifica. Ela existe para ser apreciada e desfrutada. Ela finalmente voltou a ser o que era antes. Linda. Meu sonho se tornou realidade. Vamos vigiar nosso mundo de perto e fazer o que for necessário para protege-lo. Vamos trabalhar como um time para proteger a terra das futuras gerações.
- Xavier - 

O final foi satisfatório e bem desenvolvido, contudo, não posso entrar em muitos detalhes por ser spoiler. Também não posso dizer muito sobre a edição física do livro, pois li a versão E-book que está disponível na Amazon. Contudo, como pode ser visto na primeira imagem do post, a obra possui uma capa linda e bem desenhada, e algumas ilustrações espalhadas ao longo da narrativa. Recomendo a leitura para quem gosta de livros no estilo infanto-juvenil. A obra também é uma ótima pedida para quem quer ler seu primeiro livro em inglês, pois possuiu uma linguagem de fácil compreensão e algumas expressões em português.