The Originals: A Perda - Julie Plec

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Para passar uma opinião mais completa para vocês, decidi assistir à série televisiva The Originals. Acredito que se fossemos seguir uma ordem cronológica, o livro antecederia os acontecimentos da série, retratando os primeiros passos dos irmãos Mikaelson em Nova Orleans. A versão televisiva não me conquistou por inteiro, acabei colocando-a na minha lista de séries que um dia terminarei de ver, mas os livros são excelentes.

Esta resenha contém spoilers a respeito do volume anterior





Segundo volume da série The Originals, inspirada na série de TV homônima. Nesta continuação de Ascensão, os irmãos Mikaelson não demoram a perceber que reconstruir Nova Orleans foi apenas um passo na interminável guerra entre as milenares raças de vampiros, bruxas e lobisomens. Obcecado pelo poder, Klaus é o responsável por interferir no delicado equilíbrio sobrenatural da cidade. As bruxas estão isoladas nos pântanos e os lobisomens se foram, mas o Original está acostumado a ter o que quer e faz um pacto com uma bruxa para atender o que seu coração nunca deixou de desejar. O que ele não sabe é que com o pacto vem uma maldição, que pode lhe custar a vida e sua adorada cidade.





Quarenta e quatro anos após a morte de sua amada, Klaus ainda sofre. Desesperado para trazê-la de volta a vida, ele chegou a fazer diversas propostas às bruxas, mas não obteve nenhuma resposta, já que os vampiros eram as criaturas que elas mais desprezavam. Cansada de ter que enterrar seus mortos no pântano, Isabelle decide atender às investidas de Klaus, mas ele precisaria providenciar duas coisas: um pingente de opala que pertencera a Esther e um pouco de sangue para que a bruxa pudesse curar sua filha. Após conseguir isso ela realizaria o feitiço que traria Viviane de volta.

Bruxas rancorosas podem ser extremamente traiçoeiras, cego pela vontade de ter seu mais profundo desejo atendido, Klaus foi incapaz de perceber que algo de errado estava prestes a acontecer. Para garantir a própria segurança, Isabelle lançou um feitiço que ligasse sua vida à do vampiro, mas este seria o menor dos problemas que ele enfrentaria. Viv não seria a única a retornar do Outro Lado, e uma nova maldição estava prestes a cair sobre Nova Orleans.

Eles não serão os únicos com sede de sangue.

Ela não podia mais viver assim, não com Klaus, o terror. Ele não valorizava nada que ela ou Elijah faziam por ele. Era tão autocentrado que não conseguia imaginar que os irmãos talvez preferissem não passar a vida consertando o desastre que ele acabara de provocar, ou tentando prever qual seria o seguinte.
Pág.: 17

Os capítulos são divididos entre os diversos pontos de vista dos protagonistas, essa estratégia acabou impulsionando minha leitura nas cenas de ação, pois ficava ansiosa para saber o que estava acontecendo com cada personagem. Como a história já foi embasada no primeiro livro da série, a narrativa deste é mais acelerada, e isso a torna mais envolvente pois a todo instante um novo elemento é apresentado, criando uma reviravolta no contexto.

As personalidades dos protagonistas sofreram poucas alterações. Klaus ainda é arrogante, impulsivo, estrategista, egoísta e não se importa em ferir os irmãos para proteger os próprios interesses. Rebekah ainda apresenta alguns traços de seu romantismo extremo, entretanto, nesse volume ela age de maneira sensata em grande parte das vezes, e é a única capaz de questionar quando percebe que algo está errado. O lado de liderança de Elijah fica mais evidente, e percebemos que ele é muito centrado em seus objetivos, principalmente quando um deles é derrotar um inimigo.

Autora

Ela não havia simplesmente recebido uma segunda chance, como Klaus insistia e os irmãos esperavam. Tinha sido alterada de algum modo, e haveria conseqüências – sempre havia. Rebekah sentira no instante em que pusera os olhos em Viviane. É claro que os irmãos não tinham percebido. Sempre procuravam pela verdade nos lugares errados.
Pág.:76

Nesse volume observamos o desenrolar pós-guerra entre vampiros, lobisomens e bruxas, como cada clã se organizou após a batalha, e como os Mikaelson transformaram Nova Orleans em seu próprio reino, tendo centenas de vampiros a seu comando e um número ainda maior de inimigos que precisavam evitar. O final é um pouco previsível, mas ainda assim não faz com que percamos o interesse pela obra antes de chegar a ele, pelo contrário, a medida que o enredo se desenvolve ficamos ainda mais ansiosos para saber como será concluído.

A capa é maravilhosa e trás a imagem de Klaus e Elijah. A diagramação é simples, a fonte é de tamanho pequeno e as páginas são de tom amarelado. Acredito que haverá uma continuação para essa série, portanto, esperem mais resenhas sobre o passado dos vampiros Originais. Leitura mais do que recomendada.