Vamos Juntas? - Babi Souza

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Fico feliz por poder dividir com vocês a sensação maravilhosa que senti após ler Vamos Juntas?. Antes de iniciar a resenha gostaria de fazer um pedido para as meninas que estão pensando em adquirir um exemplar: Este livro não foi feito para enfeitar estantes! Caso o compre, empreste para suas amigas, tias, vizinhas, e sinta orgulho dele retornar um pouco “surradinho”, pois ao compartilhá-lo você estará espalhando uma mensagem capaz de mudar a vida de alguém.


Toda mulher já se sentiu insegura na hora de sair sozinha na rua. O risco de ser abordada, perseguida ou assediada é uma realidade. Mas, um dia, uma moça chamada Babi Souza teve uma ideia simples e revolucionária: da próxima vez em que você estiver sozinha, olhe para os lados. Pode ter outra mulher andando na mesma direção. Por que não vão juntas?
Logo, o movimento Vamos Juntas? conquistou moças em todo o Brasil, se tornando um símbolo de união feminina e feminismo, na defesa por direitos iguais entre homens e mulheres. Aos poucos, muitas mulheres mudaram sua forma de enxergar o dia a dia e a moça ao lado.
Além de dados sobre o feminismo, que mostram como ainda há tanto a ser conquistado, este guia traz relatos de mulheres que aprenderam, junto ao Vamos Juntas?, a enxergar companheiras umas nas outras. A se unir, ao invés de rivalizar.



Este guia retrata como o movimento Vamos Juntas? teve início, a história é muito interessante, e diversas mulheres irão se identificar com o que ocorreu com a jornalista Babi Souza. Após encerrar o expediente a única coisa que ela queria era chegar segura em casa, contudo, para isso ela teria que caminhar sozinha até o primeiro ponto de ônibus, descer e andar por uma praça deserta até o local onde pegaria outro coletivo, uma trajetória perigosa para uma mulher desacompanhada. Ao embarcar no transporte ela percebeu que boa parte das mulheres que estavam nele havia percorrido o mesmo caminho arriscado, e nesse instante pensou que se todas tivessem ido juntas não teriam sentido tanto medo.

A iniciativa começou com um card que fez muito sucesso nas redes sociais, em poucas horas a página Vamos Juntas? já havia conquistado várias curtidas e a admiração e confiança de mulheres que passaram por momentos de medo, aflição, assédio e até mesmo outras situações mais perturbadoras. Todas enxergaram no movimento o conforto de que não estão sozinhas e muitas passaram a usá-lo para compartilhar suas histórias.

Juntas somos mais poderosas !

Se você não conhecia a sororidade e nunca percebeu como ela faz falta na sua vida, prepare-se: a partir de agora vai começar a observá-la. No início, pode ser desesperador, mas lembre-se: é o momento de fazermos diferente. Quando se deixa de andar na rua ao lado de outra mulher que pode estar se sentindo tão insegura quanto você, a sororidade faz falta. E esse é apenas um exemplo, e dos mais grosseiros.
Pág.:45

A ideia do Vamos Juntas? é promover a Sororidade, apesar dessa palavra ainda não fazer parte do dicionário da língua portuguesa, seu significado deve ser difundido:

1. Grupo de irmãs.
2. Reunião entre mulheres que se reconhecem irmãs formando um grupo político e ético na luta pelo feminismo contemporâneo.

Uma das frases mais interessantes que li nesse livro dizia o seguinte: Sororidade não é amar todas as mulheres, e sim não odiar alguém só por ser mulher. Isso me fez refletir, quantas vezes criticamos outras moças apenas por não gostar do seu estilo, não nos identificarmos com seus pensamentos ou simplesmente por tomar antipatia a primeira vista? Pelo menos uma vez na vida todas nós já fizemos isso. À medida que fui lendo acabei percebendo que precisamos espalhar a sororidade para fortalecer nossos direitos, não somos inimigas, os assédios, a objetificação feminina, a desigualdade e o machismo são malefícios que atingem todas nós e devemos nos unir contra isso, e não umas contra as outras, acreditando que somos culpadas pela violência que nos rodeia.

Se não for amizade, vira. Se já for, fortifica.

Você lembra da primeira vez que foi assediada na rua? Provavelmente era criança e não entendeu direito o que estava acontecendo. Outras tantas viriam antes mesmo de você se considerar adulta. E passamos a acreditar que isso é normal e que precisamos aceitar ainda que nos machuque, afinal, eles “são homens” e “homens são assim”.
Mas não, nada disso é normal. Nada disso é aceitável. E precisamos desenvolver a nossa segurança e autoestima, recuperando a posse sobre a nossa própria vida. O nome disso é EMPODERAMENTO.
Pág.: 94

A ideia de tentar acompanhar outra mulher em locais perigosos é algo maravilhoso que deveria ser praticado por todas nós. Por diversas vezes fui amparada por moças na rua, muitas não sabem a importância que aquele gesto teve, outras só estavam com tanto medo quanto eu de andarem sozinhas. Algumas delas podiam estar apenas sendo caridosas com uma jovem perdida no centro de BH, mas a todas elas sou muito grata, e agora que sei o que é sororidade acredito que será muito mais fácil não ter vergonha de chamar uma desconhecida para me acompanhar até um ponto de ônibus mais seguro, afinal, se todas nos unirmos ficaremos mais seguras.

A capa é a identidade visual da página, caso ainda não a tenha curtido sugiro que acesse clicando aqui e dê um like para poder acompanhar as diversas histórias publicadas. A diagramação da obra está impecável, o livro conta com ilustrações super fofas, cards para recortar, fontes grandes e belíssimas, e páginas brancas. Não encontrei erros de revisão. Este livro é puro amor, leitura obrigatória para TODAS as mulheres.*___*