Trono de Vidro: Rainha das Sombras - Sarah J. Maas

Hey pessoal, tudo bem?

Apesar de muita gente ter odiado o rumo que a história tomou desde a metade do terceiro livro da série, particularmente tenho este livro como o segundo melhor, perdendo apenas para o primeiro. Mostrando que ela não está para brincadeira, Aelin decide finalmente aceitar sua herança e coloca em prática seus planos para derrubar o Rei tirano de Adarlan. Fogo, gelo e trevas irão se encontrar no campo de batalha.

Todos que Celaena Sardothien amou lhe foram tirados. Mas finalmente chegou a hora da retribuição. A vingança promete ser tão dura quanto o aço da Espada de Orynth — a espada de seu pai. Finalmente Celaena retornou ao império; por justiça, para resgatar seu reino e confrontar as sombras do passado.A assassina está morta. Ela abraçou a identidade de Aelin Galathynius, rainha de Terrasen. Mas antes de reclamar o trono, precisa lutar. E ela vai lutar. Por seu primo, a Puta de Adarlan, o general do Norte... um guerreiro preparado para morrer por sua soberana; por seu amigo Dorian, um príncipe preso em uma inimaginável prisão; por seu povo, escravizado por um rei cruel e à espera do retorno triunfante de sua líder; por seu carranam e a libertação da magia.
Ao avançar em seu plano, no entanto, Aelin precisa tomar cuidado com velhos inimigos. E abrir o coração para novos e improváveis aliados. Tudo isso enquanto os valg continuam trabalhando nas sombras. E Manon Bico Negro, a Líder Alada das Treze, treina suas bestas voadoras. Mas é de Morath, a fortaleza montanhosa do Duque de Perrington, que uma ameaça como nenhuma outra promete destroçar seu grupo de rebeldes e sua corte recém-formada.


Após sua longa estadia no continente de Wendlyn, e de seu árduo treinamento com o Príncipe Rowan,  Celaena retorna para o continente de Adarlan, mas agora não somente como a campeã do Rei, pois finalmente decidiu abraçar sua herança e tudo que lhe é de direito, se identificando agora como Aelin Galathynius, herdeira do trono de Terrasen. Como se não bastassem todos os problemas envolvendo o atual Rei, ela ainda precisa lidar com os Rebeldes que estão atualmente sendo liderados por Chaol, com o fato de que Dorian agora está sob o domínio de um Príncipe Valg, com Arobynn, que é tido como o Rei dos Assassinos, e por último, mas não menos catastrófico, com o exercito alado que ocupa a fortaleza de Morath. Os tambores da guerra soam cada vez mais altos.
 
 Uma assassina de habilidades inigualáveis.

- Que droga você quer de nós?
- Sinceramente, não me importaria de ver os três estripados e pendurados dos lustres pelas vísceras, mas acho que isso destruiria esses lindos tapetes dos quais agora sou dona.
- Não pode simplesmente nos colocar para fora. O que faremos? Para onde iremos?
- Soube que o inferno é muito bonito nesta época do ano.
 Pág.: 388

De todos os livros da série, esse foi o que mais conseguiu me prender de forma que não me deixava pensar em mais nada senão no que estava acontecendo na história, tanto que li a obra (643 páginas) em menos de 48 horas. Contudo, devo dizer que as partes envolvendo as bruxas ainda são parcialmente desnecessárias. Havia comentado na resenha de Herdeira do Fogo que  essas partes não acresciam em nada na história e eram apenas enrolação por parte da autora, e o mesmo se repete nesse volume até mais ou menos a metade do livro. As bruxas só passam a representar um papel relevante para o enredo quando elas e o grupo de Aelin finalmente se encontram e suas histórias passam a depender uma da outra para montar o quebra-cabeça final. Fora isso, a narrativa de Sarah continua impecável e envolvente como sempre, principalmente as cenas envolvendo o jogo de gato e rato que Aelin faz com o Rei dos Assassinos.

Os personagens evoluíram muito e isso contribuiu diretamente para o sucesso da obra, contudo, Chaol parece ser outro personagem. Entendo que após os acontecimentos finais do livro anterior ele ficaria marcado para sempre, mas jamais pensei que um guerreiro habilidoso e feroz como Chaol iria ficar remoendo o passado igual um garoto de 13 anos que não conseguiu que as coisas saíssem do jeito que ele queria. Por outro lado, temos o acréscimo de Lysandra e Nesryn, duas personagens fortes e que desempenham um papel determinante no desenrolar da história, cada uma em seu núcleo e à sua maneira.
 
 Ela queimará todos aqueles que feriram seu povo.

O final foi simplesmente alucinante. Jamais sequer cogitei que o verdadeiro vilão por traz de tudo seria aquela pessoa (quem leu sabe de quem estou falando). Maas conseguiu me deixar atônito e desesperado ao mesmo tempo. Estou desolado com o fato de que o quinto livro só será publicado nos EUA em setembro desse ano, sem falar que ainda haverá o período de tradução e publicação aqui no Brasil T_T. Não vejo a hora de colocar as mãos nele.

A edição está linda como sempre. Dessa vez temos Aelin/Celaena na capa desembainhando uma espada linda e usando sua roupa de batalha, e ao fundo temos o branco padrão com tons de azul e o título em tinta prateada. A diagramação do livro está bem simples, mas pelo menos contamos com um mapa bem detalhado do reino logo no começo. Não encontrei nenhum erro de revisão aparente. Se você ainda não leu nenhum livro dessa série, está esperando o que? ;)