Jovens de Elite - Marie Lu

Hey pessoal, tudo bem?

Apesar de ter achado que Marie Lu consegue escrever muito melhor do que ela se propôs ao publicar Jovens de Elite, confesso que gostei muito da mitologia criada por ela nessa nova saga e estou ansioso para saber o que o destino nos aguarda, principalmente depois de um final tão impressionante.




Jovens de Elite é o primeiro de uma série de fantasia ambientada na era medieval e protagonizada por jovens que desenvolvem estranhas cicatrizes e poderes especiais ao sobreviverem a uma febre que dizimou boa parte da humanidade. Entre eles está Adelina, que, após se rebelar contra o destino imposto a ela por seu pai, encontra um novo lar na sociedade secreta Jovens de Elite, vista por alguns como um grupo de heróis, por outros como seres com poderes demoníacos. Heroína ou vilã? Num mundo perigoso no qual magia e política se chocam, Adelina descobre o lado sombrio de seu coração. Da mesma autora da aclamada trilogia Legend, Marie Lu, Jovens de Elite é o início de uma saga arrebatadora. Perfeita para fãs de histórias de fantasia medieval como Game of Thrones, com vilões dignos de Star Wars e X-Men. 




Há mais ou menos 10 anos um vírus se espalhou e vários jovens foram infectados por uma doença rara que deixou como sequelas muitas marcas e cicatrizes, ficando mais tarde conhecidos como malfettos. Contudo, essas não foram as únicas marcas que a doença deixou, muitos dos jovens desenvolveram habilidades especiais, e é com isso em mente que começamos a acompanhar a vida de Adelina, uma jovem de cabelos brancos que perdeu um olho durante a febre, e ganhou poderes além da imaginação humana. 

Não longe dali, várias pessoas com habilidades se reúnem para combater o sistema de governo que atualmente está sendo construído com o sangue dos malfettos, tais pessoas são chamadas de Jovens de Elite e dentre eles temos O Ceifador, um dos JdE com um poder mortal e uma organização secreta que promete ruir as bases daquele reinado. O destino de ambos estão entrelaçados, e o resultado irá mudar o status da balança de poder.  

 Adelina - Lobo Branco

Acho que ele está me levando embora deste lugar, mas não consigo me concentrar. Quando a escuridão vem, a última coisa que me lembro é a insígnia de prata em seu peitoral.
O símbolo de um punhal.

Pág.: 38

Gostei muito da ideia da autora de criar jovens com poderes em um mundo medieval, pois todos os livros que li de seres humanos com habilidades se passaram na atualidade, exceto por Graceling, mas no caso dessa segunda obra os poderes eram retratados de uma forma diferente. Contudo, não gostei muito da forma como a autora nos apresentou a história na primeira metade do livro. Sei que é um começo de série e o leitor precisa ser ambientado, mas penso que ela poderia ter sido mais dinâmica, perdi a conta do número de vezes que a protagonista narra um sonho que teve e achei essas partes bem desnecessárias. 

Os personagens são super bem construídos, e essa é uma das características mais marcantes da Marie Lu. Ela consegue fazer com que o leitor entre na pele dos personagens e faz com que os vejamos como se fossem reais e morassem na casa ao lado. Fiquei aflito em várias cenas quando eles estavam em apuros, bem como fiquei feliz junto com eles quando conseguiam alcançar algum objetivo. De todos, meus favoritos são Enzo e Gemma, especialmente ela, pois amei sua habilidade e as possibilidades que ele traz.

Um mundo medieval cheio de aventuras e mistérios.

Mesmo tendo achado a primeira metade meio lenta, a segunda é completamente alucinante e o final é de deixar o leitor com o queixo no chão. Jamais esperava que iria acontecer o que aconteceu (quem leu sabe do que estou falando #Chocado), e como se não bastasse, ainda temos um Epílogo que deixa várias perguntas no ar e faz com que fiquemos desesperado para colocar as mãos na continuação. Ainda bem que persisti na leitura e não abandonei a obra no começo, pois valeu cada minuto. 

A edição é simples, mas conta com uma ilustração de capa linda. O título em dourado e a espada representando a letra "i" dão um charme a mais para a obra. A diagramação é simples e os capítulos não são narrados somente por Adelina, por isso temos sempre o nome de quem está narrando em negrito e bem visível para que o leitor não fique perdido. Leitura recomendada!