Exposição - O Mundo de Tim Burton

Olá Vintagers, como vão?

Hoje venho trazer a vocês algo que foge um pouco ao universo das resenhas literárias. Recentemente tive a oportunidade de realizar um sonho que me acompanha desde a infância, que foi conhecer bem de pertinho as obras do famoso escritor e diretor Tim Burton.

OBS: Infelizmente a assessoria do Tim não permite que a exposição seja fotografada devido aos direitos autorais, em função disso utilizei fotos tiradas em áreas permitidas pela curadoria do museu e imagens da internet com alguns elementos da exposição.

Minha história com o diretor é de longa data, vou tentar ser breve para que vocês entendam como as obras dele me influenciam tanto: Quando tinha aproximadamente cinco anos assisti a um filme chamado James e o Pêssego Gigante, filme que me deixou intrigada tanto pelo cenário diferente e bizarro, quanto pelas criaturas estranhas que eu adorei. 

Depois desse primeiro contato com o universo de Burton, por mais ou menos um ano não deixei minha mãe sossegada. Sempre pedia a ela que alugasse (sim, sou dessa época rsrs) o filme para que eu pudesse assistir umas oito vezes seguidas. Logo depois eu conheci a menina dos meus olhos, O Estranho Mundo de Jack, filme que foi e sempre será o meu Best Movie Ever. Sou apaixonada por tudo: figurino, personagens, história. Daí em diante a admiração foi crescendo cada vez mais, e a cada filme do Tim que eu via era como descobrir novas sensações.

Pensem em uma pessoa feliz *__*

No ano passado, quando vi a página Catraca Livre postando que a Exposição O Mundo de Tim Burton – antes em Melbourne, Toronto, Los Angeles, Paris e Seul – viria em 2016 para o Brasil, em São Paulo, eu sabia que essa era a minha chance de conhecer de perto todo o processo de criação do diretor e, depois de dias (a concorrência é enorme e é necessário paciência em dobro para conseguir comprar pela internet) tentando comprar um ingresso, finalmente consegui. A partir desse momento eu sabia que estava com o pezinho lá dentro, era tanta felicidade que dava vontade de dançar.

A exposição, que se encontra no MIS – Museu da Imagem e Som, foi toda planejada e supervisionada pelo próprio TB, lá é possível encontrar fragmentos íntimos do diretor, como os esboços que ele fez nos guardanapos de restaurantes e hotéis ao redor do mundo. Com a exposição, tive a certeza que ele é uma alma muito além deste mundo, sua capacidade de entender e interpretar as coisas é fantástica, tudo isso devido à sua imaginação que vai além do imaginável para pessoas como nós.


Comecei a minha jornada entrando pela boca de um dos personagens do Tim, e em seguida conheci algumas pinturas bizarras que me remeteram bastante ao seu estilo impressionista. Durante todas as salas fui apresentada às várias facetas do diretor, que vai do pintor ao escritor e ao fotógrafo. Fiquei mais empolgada ainda ao saber que ele se inspira em Edgar Allan Poe e Dr. Seuss, dois grandes escritores que eu admiro bastante.


Mais a diante fui conhecendo vários ambientes que remetem às emoções e etapas da vida de Burton: Terror, tristeza, humor, felicidade, melancolia. E, além dos trabalhos produzidos para o cinema, tive a oportunidade de conhecer também os projetos não finalizados do diretor que, por algum contratempo, não foram terminados, estes tão perfeitamente bizarros quanto os outros. Uma atenção em especial para as esculturas dos personagens, tão perfeitas que parece que estamos dentro das histórias e contracenando com os personagens. A escultura da Noiva Cadáver e do Victor van Dort fizeram meus olhos marejarem de tanta emoção com os detalhes e perfeição.

Escultura feita por Edward Mãos de Tesoura

Essa foi uma das melhores experiências da minha vida, pois é tão bom quando nos sentimos próximos de quem admiramos, ao ficar ali horas olhando encantada os trabalhos do Tim Burton, indiretamente me senti próxima ao diretor, pois ele se tornou acessível a mim. Até uma “simples” carta escrita a ninguém menos do que Johnny Deep (meu amor platônico, não me culpem) me fez quase desmaiar. A exposição é fantástica em todos os sentidos, mesmo para você que não é tão fã, eu tenho certeza que vai se divertir bastante com todos os elementos e, para você que é fã número 1 como eu, não deixe de sentir essa emoção e viver esse momento tão mágico e único.

Por hoje é só, queridos Vintagers! Espero que tenham gostado e, se já foram à exposição, não deixem de me contar a experiência de vocês, vamos dividir esse momento!


Rock Kisses e até a próxima.