Espada de Vidro - Victoria Aveyard

Hey pessoal, tudo bem?

Após o final emocionante de Rainha Vermelha, minha ansiedade para o lançamento de Espada de Vidro era imensa. Finalmente consegui colocar as mãos em um exemplar  e confesso que a obra não foi tudo o que esperava. Apesar de possuir uma história bem elaborada e personagens cativantes, Victoria Aveyard peca pelo excesso de descrições e ausência de dinamismo em quase metade do livro.


O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.




Após ser traída pelo atual Rei, Mare se junta às linhas de frente da Guarda Escarlate com o intuito de se vingar, contudo, seu principal objetivo é usar da influência e recursos da Guarda para poder resgatar os sanguenovos (odiei essa terminologia) antes que sejam assassinados. Entre lutas e traições, nossa protagonista percorre um mar de sangue e sofrimento com o intuito de derrubar o assassino que agora ocupa o trono. Ela é uma espada de vidro prestes a se estilhaçar.

Os prateados eram deuses entre homens.

E apenas duas pessoas estiveram ao meu lado durante esse processo: a primeira está presa, e a segunda usa uma coroa de sangue.
Pág.: 71

A história foi muito bem desenvolvida, até certo ponto. O livro começa em um ritmo acelerado de perseguição, lutas e traições, o que se estende até mais ou menos a metade da obra. A partir daí a coisa desanda e a autora foca apenas em cenas descritivas e nos pensamentos de remorso e desejo de vingança da protagonista. Às vezes temos parágrafos de mais de meia página apenas com os monólogos internos de Mare sobre assuntos que já foram amplamente explorados, o que me leva a outro ponto negativo da obra, as repetições. Perdi as contas de quantas vezes ela relata que Cal perdeu tudo, sua família, seu reino, seus amigos, etc... Ela fala tanto isso que em vários momentos me peguei revirando os olhos ao ponto de quase ver meu próprio cérebro. O que tirei de conclusão foi que a autora já tinha a história pronta, mas precisava enrolar para alcançar um certo número de páginas. 

Entretanto, apesar dos pontos negativos citados acima, não nego que a ideia contida no livro é excelente e bem elaborada. Victoria sabe narrar uma cena de luta como ninguém, principalmente os poderes e a forma como eles são usados durante as missões de resgate. Outro ponto positivo são os personagens. A autora conseguiu transmitir bem a personalidade de cada um deles, mesmo com a narrativa sendo pelo ponto de vista de Mare. De todos, os que mais gostei foram Shade, Nanny e Cameron, sendo essa última unicamente pela sua personalidade explosiva e por não ter medo de falar o que pensa, mesmo que isso possa causar problemas para ela.

 Sangue vermelho. Poderes prateados. Mais poderosa que ambos.

Apesar da narrativa arrastada, como já dito, os últimos capítulos e o epílogo da obra foram simplesmente sensacionais. A autora conseguiu responder várias perguntas que foram levantadas ao longo da história e criou um gancho perfeito e eletrizante para o próximo volume. Não vejo a hora de conferir o destino de Mare depois do que aconteceu nas últimas páginas *__*. Infelizmente a continuação ainda não tem data de lançamento prevista.

A edição está simples e segue o mesmo padrão do primeiro livro. Na capa temos a foto de uma coroa com uma espada de vidro imbuída e sangue vermelho e prateado escorrendo por ela. Contamos também com uma tonalidade prateada e alto relevo na imagem e no título. O interior traz páginas amareladas, uma fonte mediana e capítulos bem divididos. Não encontrei erros de revisão ou tradução aparentes. Recomendo a leitura, mas esteja preparado para algo mais lento entre a metade e o final do livro.