A Queda dos Anjos - Susan EE

Hey pessoal, tudo bem?

O primeiro volume da série Fim dos Dias retrata um mundo pós apocalíptico cheio de morte e terror. Um mundo onde os humanos não possuem mais liberdade e são tratados como macacos pelos anjos guerreiros. Apesar de ter gostado muito da narrativa, do desenvolver da história e dos personagens, A Queda dos Anjos traz um conceito já amplamente trabalhado em vários livros do gênero, o que foi uma grande decepção. 



Os anjos do apocalipse chegaram — e vieram para aterrorizar a humanidade e acabar com o mundo moderno. Gangues de rua tomam conta do dia, enquanto o medo e a superstição dominam a noite. Quando anjos guerreiros sequestram uma menininha indefesa, sua irmã mais velha, Penryn, fará o que for preciso para salvá-la. Até mesmo um acordo com um anjo inimigo. Raffe é um guerreiro caído, que perdeu as asas. Depois de eras lutando suas próprias batalhas, ele é resgatado de uma situação desesperadora pela jovem Penryn, que concorda em ajudá-lo — desde que ele mostre a ela como encontrar sua irmã. Viajando por um mundo sombrio e perigoso, eles podem contar apenas um com o outro para sobreviver. Juntos, vão em direção à fortaleza dos anjos em San Francisco, onde Penryn arriscará tudo para resgatar sua irmã, e Raffe se colocará à mercê de seus piores inimigos pela chance de voltar a ser inteiro.



O livro narra a história de Penryn, uma adolescente que tenta sobreviver em um mundo onde os anjos desceram à Terra e estão dizimando pouco a pouco a humanidade. Ao mesmo tempo em que luta por território e comida, ela tem a responsabilidade de cuidar de sua irmã mais nova, pois seu pai as abandonou e sua mãe é sempre acometida por surtos psicóticos onde diz ver e ouvir demônios, motivo pelo qual elas nunca ficam muito tempo em um só lugar. Em uma dessas mudanças, ela presencia um anjo sendo atacado por outros cinco e, ao tentar ajudar, sua irmã acaba sendo sequestrada por um dos atacantes. Sua única esperança é juntar forças com Raffe, o anjo que acabou de ter suas asas arrancadas. Quando o mundo que conhecemos está prestes a ser arrasado, é preciso apostar tudo na redenção.
 
 Asas brancas como a neve.

- Os anjos são criaturas violentas.
- Percebe-se. Eu achava que eles fossem todos doces e gentis.
- Por que você pensaria assim? Mesmo na sua Bíblia, somos os arautos da desgraça, dispostos e capazes de destruir cidades inteiras. Só porque algumas vezes avisamos um ou dois de vocês com antecedência não significa que somos altruístas. 
Pág.: 61

A narrativa da autora é bem desenvolvida e instiga o leitor a sempre querer saber o que acontece no capítulo seguinte, afinal, li o livro em menos de 24 horas. Contudo, meu problema é com o mundo que ela criou e com a forma com que ela apresenta os relacionamentos. Me diga se isso soa familiar: Mundo distópico onde existe uma guerra entre duas facções; uma menina se une com um cara de uma facção diferente da sua para juntos recuperarem algo que perderam; eles aos poucos se apaixonam, mas não podem ficar juntos por alguma motivo que já havia sido previamente determinado. 

Essa é basicamente a formula desse livro. Penryn vive em um mundo que os anjos dominam, e ela se alia a um anjo caído para poder encontrar sua irmã, aos poucos se apaixonam mas não podem ficar juntos pois a lei celestial proíbe relacionamentos entre anjos e homens. Os personagens são cativantes e as interações entre eles possuem uma dinâmica agradável? Sim! Justamente por isso que continuei lendo e quero ler logo a continuação, mas infelizmente o enredo em si traz conceitos clichês e que de certa forma já estão saturados no mercado atual.
 
 O mundo após a queda da humanidade. Os anjos estão no poder.

O final foi bem interessante e confesso que não esperava pelo que aconteceu. A autora inovou muito nesse aspecto, apesar de ter demorado um pouco para ter começado a ser original. Contudo, estou muito curioso para saber o que vai acontecer nos próximos volumes, principalmente se ele possuir uma narrativa dinâmica e bem elaborada como a do primeiro livro. Só espero que agora Susan EE comece a sair um pouco dos temas que ela já trabalhou e comece a explorar mais seu lado criativo. 

A edição é simples, porém bem feita. A capa é toda em tons de azul e branco, os títulos e subtítulos são em verniz localizado e temos a imagem de uma asa branca, que pertence a Raffe. A diagramação poderia ter sido um pouco mais elaborada, mas isso não interfere em nada na leitura. Não encontrei erros de revisão. Recomendo a leitura para quem gosta de livros do gênero e queir embarcar em uma distopia angelical.