A Coroa Escarlate - Cinda Williams Chima

 Hey pessoal, tudo bem?

Nunca pensei que iria ficar com um vazio tão grande no peito desde que li a última página de Harry Potter e as Relíquias da Morte, contudo, Cinda Williams Chima provou que ela também consegue tal feito. Ao finalizar A Coroa Escarlate, último livro da série Os Sete Reinos, me vi preso em um redemoinho de sentimentos e questões sobre o futuro dos personagens. Ainda bem que já temos uma série spin-off programada *__*


Há mil anos, dois jovens amantes foram traídos – Alger Waterlow foi condenado à morte e Hanalea, rainha de Fells, a uma vida sem amor.
Agora, mais uma vez, o reino de Fells está à beira de se desintegrar. Para a jovem rainha Raisa ana’Marianna, manter a paz é quase impossível. A tensão entre os magos e os clãs atingiu o limite. Os reinos vizinhos veem Fells como uma presa fácil, e a maior esperança de Raisa é unir seu povo contra um inimigo em comum – mas esse inimigo talvez seja o homem por quem está apaixonada.
Emaranhado em uma complexa rede de mentiras e tênues alianças, o antigo dono de rua Han Alister agora é parte do Conselho dos Magos. Navegar pela mortal política dos sangues azuis nunca foi tão perigoso – e Han parece fazer inimigos por todos os lados. Sua única aliada é a rainha, e, apesar dos riscos, é impossível ignorar o que sente por ela.
Então Han descobre um segredo guardado há séculos, algo poderoso o bastante para unir o povo de Fells. Mas será que ele sobreviverá por tempo suficiente para salvar o reino?

Alguém está assassinando magos e roubando seus amuletos, e o principal suspeito é Han Alister, guarda-costas da Rainha e antigo dono da rua. Por mais que Raisa acredite na inocência daquele a quem ama, as provas apresentadas são irrefutáveis. Entre acusações de traição, navegar no mar político do Conselho dos Magos, enfrentar a desconfiança do povo do Vale e sobreviver à eclosão de uma guerra, Han precisa mais do que nunca da ajuda do Rei Demônio. Segredos guardados por mil anos estão prestes a serem revelados, e o destino do Fells está nas mãos de uma pessoa tida como morta.

Coroa Escarlate

- O que você desejaria de sua rainha - perguntou Raisa - se comandasse o exército?
- Eu desejaria recursos suficientes para armar e equipar as tropas de forma eficaz. Desejaria alguém que me entendesse e entendesse meu mundo e ouvisse o que tenho a dizer. E pediria que confiasse em mim para fazer meu trabalho - disse Dunedain sem rodeios.
Raisa sorriu.
Pág.: 70

A narrativa de Chima sempre me impressiona. Ela consegue, de uma forma única, transportar o leitor para um mundo onde a magia é tão importante quando as decisões políticas tomadas. Não é um livro onde temos os magos como seres soberanos e incontestáveis, muito pelo contrário, o mundo criado pela autora nos apresenta personagens de diferentes culturas, cada um com sua forma de agir e tomar decisões, como é o caso do povo do Vale e Fellsmarch. Há um balanço entre as cenas descritivas e as cenas de ação e magia, afinal, o contexto da história é o reinado de Raisa e é necessário narrar como ela está governando em meio a tantos conflitos e traições.

Outro ponto positivo da obra são seus personagens. Perdi a conta de quantas vezes fiquei com o coração na boca de tanta ansiedade com alguns acontecimentos, como quando Han foi atrás do tesouro perdido dos Reis Magos. Temos também um ótimo desenvolvimento de personagem, como foi o caso de Raisa, pois aos poucos vamos percebendo que ela vai deixando de ser uma menina para se tornar a Rainha do Trono Lobo Gris. Dos novos personagens que foram acrescentados nesse último volume, a que mais gostei foi Dunedai. Sua forma de pensar a agir são bem únicas e isso fez muita diferença no contexto do livro.

Flamecaster tem data de lançamento nos EUA marcada para Abril desse ano.

É a pior coisa do mundo, se arriscar amando alguém. Ao mesmo tempo, é a melhor coisa do mundo... e vale o risco.

O final, como dito no começo do texto, me deixou com um vazio no peito tão grande que levei quase duas semanas para começar outro livro. Entretanto, nem tudo são rosas, e confesso que achei o epílogo um pouco fraco. Penso que essa parte poderia ter sido inserida na história em si, deixando o epílogo reservado para contar um pouco mais do futuro dos protagonistas. Sei que isso será feito na série spin-off, mas mesmo assim penso que a autora já poderia ter dado um gostinho do que está por vir.

O livro possui uma edição simples, mas muito bonita. A capa é em tons escarlate e mostra o amuleto símbolo da Casa Bayar em verniz localizado. A diagramação está simples e conta com um mapa no começo do livro. As páginas são amareladas e a revisão está impecável. Não vejo a hora de colocar as mãos em Flamecaster. Leitura mais que recomendada.