Sob o Céu do Nunca - Veronica Rossi

Olá Vintagers, como vão?

Começo a resenha de hoje implorando a vocês que leiam Sob o Céu do Nunca. Digo isso, pois me surpreendi positivamente com esta leitura, com a evolução dos personagens e com a riqueza de detalhes na escrita da Verônica Rossi. Apertem os cintos antes de embarcar nessa aventura. 



Sob o céu do nunca segue a tradição dos romances ambientados num futuro distópico – no caso 300 anos após uma catástrofe que devastou a Terra – dominado por um governo autoritário disposto a manter o poder a qualquer preço. E Veronica Rossi, escritora brasileira radicada nos Estados Unidos, criou um universo apaixonante, um mundo perigoso e cruel, mas ao mesmo tempo belo e digno da tradição de Jogos Vorazes e Divergente. A trama acompanha a saga da jovem Aria, ex-moradora de Quimera, um núcleo de civilização protegido por um domo e sem qualquer contato com o mundo exterior, e Perry, um Forasteiro. Opostos em tudo, seus destinos se cruzam numa improvável aliança pela sobrevivência.






  Resumo

Em um mundo pós-apocalíptico, a população do planeta se dividiu entre os que se escondem dos perigos em cápsulas e complexos habitacionais, e os que sobrevivem do lado de fora em áreas perigosas e se tornaram seres primitivos em função das suas habilidades de sobrevivência. Usando um certo dispositivo, os habitantes dos Complexos são capazes de visitar “Reinos” virtuais e multidimensionais, que são cópias do mundo antes da destruição e uma válvula de escape para que eles não se sintam limitados e isolados.

A vida de Ária era perfeita, porém, a partir do momento em que uma simples aventura adolescente se tornou um acontecimento desastroso, a jovem acabou sendo expulsa de seu lar. Banida para um ambiente onde existem constantes tempestades de Éter, sua falta de experiência fora do Complexo tornam as suas chances de sobrevivência quase nulas. Contudo, em meio ao caos, Ária se depara com Perry, um Forasteiro que vive fora das paredes de sua cidade e todos os seus medos e inseguranças são confirmados. Ele é um selvagem violento, porém sua única chance de sobreviver.

Perry é um excelente caçador e arqueiro habilidoso que vê Ária como uma menina fraca, mimada e frágil. No entanto, assim como a garota precisa dele, ele também precisa dela. Contrários em praticamente tudo, ambos precisarão conviver juntos para alcançarem seus objetivos

Ária, com seus cabelos negros e olhos azuis como o céu.


Opinião
Sou muito fã do estilo Distópico que os escritores vêm adotando para suas tramas, como Jogos Vorazes, Divergente, etc. O que eu mais amo é pegar um livro e ver que ele é ambientado em um universo paralelo, e diferente do que vivemos hoje. Na Trilogia (sim, tem mais *__*) Never Sky: Sob o Céu do Nunca temos exatamente isso. Porém, em uma realidade onde o estilo distópico está saturado (não que isso seja ruim), Verônica se saiu muito bem ao apresentar uma história bastante original.

Preciso confessar que no início da leitura me senti muito confusa, pois a trama envolve bastante tecnologia, e devido ao fato da autora demorar algumas páginas para explicar os termos utilizados e acontecimentos, porém, no decorrer do livro as arestas foram fechadas. Dois pontos que achei bastante interessante foram os Reinos para os quais os personagens podem viajar e materializar qualquer coisa que quiserem, e as tempestades de Éter, que a autora descreve como parecidas com bolas de fogo, porém mais claras, que queimam e deixam cicatrizes. Achei algo bem atrativo e intrigante.

 Imaginei Perry dessa maneira, um “Selvagem” loiro e com o semblante de guerreiro.

Ela ergueu os olhos. Nuvens cinzentas espessas salpicavam o céu. No intervalo, ela viu o Éter de verdade. Os fluxos sopravam acima das nuvens. Eram lindos, como trovões encurralados em correntes grossas e brilhantes. O Éter não parecia com algo que pudesse acabar com o mundo, no entanto, isso quase aconteceu durante a União.
Pág.: 68

Ária é uma garota determinada, tem uma voz divina e adora cantar, e tem como motivação o amor por sua mãe desaparecida. Todos os atos e escolhas da garota são desesperados, porém, compreensíveis quando entendemos suas motivações. Ela me surpreendeu e se mostrou mais forte a cada dia, principalmente quando foi expulsa de seu complexo e forçada a sobreviver nas duras condições de vida fora dos núcleos e em meio às constantes tempestades de Éter.

Conhecemos também Peregrine, ou Perry, que é um “Selvagem” que vive fora dos Complexos. Apesar de seu jeito durão, ele possui um grande coração capaz de salvar qualquer pessoa indefesa. Uma das coisas mais fofas do livro é o relacionamento de Perry com o seu sobrinho, Talon, um amor tão puro que é capaz de fazer qualquer um chorar. Outro ponto que merece a atenção é o estilo de Perry, o cara além de bondoso é muito gato, com suas madeixas loiras, sua barba por fazer e seu estilo viril. Perfeito!

A história é repleta de personagens, porém os mais relevantes são: Lumina, a mãe de Ária; Talon, que é o sobrinho e maior tesouro de Perry; Roar, o amigo lindo e charmoso de Perry, que será muito importante na jornada do casal; Cinder, que é um garoto misterioso com um dom incrível; e Marron, um anfitrião rico e bondoso.

Booktrailer
 
Ela deixou que as palavras fluíssem pelo terraço, passarem pelas árvores; Perdeu-se na Ária, deixando-se levar. Porém, mesmo enquanto cantava, ela sabia que o homem lá embaixo parara de cortar madeira, e o cachorro de latir. Até as árvores pararam de se remexer para ouvi-la cantar. Quando terminou, estava com lágrimas nos olhos. Queria que sua mãe tivesse ouvido. Ela nunca cantou tão divinamente.
Pág.: 226

O romance do nosso casal principal é lindo e se desenvolve ao longo da trama. O que me chamou atenção e, que é diferente das histórias que vemos por aí, é que antes de Ária e Perry se apaixonarem, eles precisaram primeiro se tornar amigos, surgindo assim uma cumplicidade entre os dois e consequentemente o amor. Porém, não pense que isso acontece rápido, esse romance é construído de forma lenta, o que te deixa com muita ansiedade.

O livro é narrado em terceira pessoa e os capítulos vão se alternando entre Ária e Peregrine. Acho esse estilo de escrita bem interessante, pois assim, não cansamos de ver a história somente no ponto de vista de um único personagem. Achei a capa bastante bonita e bem feita e, pesquisando, pude ver outras versões, porém, para mim a nacional é a mais linda de todas. Nela podemos ver Ária com um semblante sério e determinado que nos mostra a dura jornada que ela tem pela frente, e atrás dela podemos ver as tempestades de Éter que se formam.


Recomendo a leitura a todos que gostam de sagas distópicas. Sob o Céu do Nunca é repleto de aventuras, romance e poderes. A combinação perfeita para uma história de sucesso e, como resultado dessa fórmula mágica, a Warner Bros recentemente comprou os direitos de filmagem, então podemos esperar um filme de sucesso, não acham?


Rock kisses e até a próxima!