O Livro da Vida - Deborah Harkness

 Hey pessoal, tudo bem?

O Livro da Vida foi uma obra que conseguiu me fazer passar por uma montanha-russa de sentimentos. Amor pelos personagens; ódio pelos vilões; incerteza sobre o futuro dos protagonistas; e o pior deles, uma sensação de vazio ao ler a última página de uma série que tenho como minha favorita. Deborah Harkness é uma autora cujo trabalho lembrarei por toda a minha vida.

Considerada pela crítica nos Estados Unidos “uma ponte entre Harry Potter, Crepúsculo e a série Outlander”, a Trilogia das Almas, de Deborah Harkness, chega ao fim com O livro da vida, uma perfeita fantasia para adultos, que alcançou o topo da lista dos mais vendidos do The New York Times em seu lançamento. Depois de A descoberta das bruxas e Sombras da noite, a autora entrega aos leitores informações surpreendentes sobre o manuscrito Ashmole 782 e sua conexão com bruxas, vampiros e demônios que vivem entre os humanos, além de selar o destino da cientista e bruxa Diana Bishop e do geneticista e vampiro Matthew Clairmontt, com sua bem-sucedida combinação de magia, história, amor e ciência.


Após retornar de sua viagem ao passado, Diana e Matthew se encontram no centro de uma batalha que colocará em risco a existência de todas as espécies: a busca final pelo Ashmole 782, também conhecido como O Livro da Vida/O Primeiro Grimório. Em meio ao caos, nossos protagonistas ainda precisam resolver problemas como: ataques e traições dos membros da Congregação, uma paixão não correspondida e o retorno de um dos monstros mais temidos de toda a história dos vampiros, pois a Ira do Sangue o levou à loucura. Contudo, ainda há esperança, pois família e amizade passam a ter um novo significado na finalização dessa aventura.

 Tudo começou com um manuscrito.
Tudo começou com a Descoberta das Bruxas.

[...] Enquanto tiver fôlego no meu corpo nem mesmo Matthew poderá prejudicá-los. Esse é o meu trabalho... e faço isso muito bem.
- Quando me reencontrar com Philippe de Clermont... e sem dúvida alguma ele estará tostando os pés na fogueira do demônio, ele terá que me explicar por que pediu isso para você. - Fernando sabia que Philippe gostava de estabelecer decisões para outras pessoas. Mas no caso em questão ele deveria ter assumido uma atitude diferente.
Pág.: 380

A narrativa de Deborah está mais bem trabalhada que nunca, a maneira como ela conduz o leitor, mesmo em cenas mais tranquilas e descritivas, faz com que a leitura seja fluida e dinâmica. Os dados históricos e descrição de cenários demonstram muitas horas de pesquisa, o que para ela deve ter sido bem divertido, afinal, ela é historiadora com especialização em História da Ciência, mais especificamente a evolução e separação da Alquimia da Ciência. Agora tentem imaginar como é ler um livro cuja autora não inventa dados, mas sim, apresenta ao leitor o fruto de sua pesquisa de maneira a acrescentar o elemento sobrenatural. Conseguiram? Quando me falaram dessa obra eu não acreditei que seria algo sensacional e, felizmente, paguei a língua.

Os personagens são detalhados e bem construídos, sendo que cada um deles, até mesmo os secundários, possuem personalidades únicas e distintas, o que colabora muito para o desenvolvimento da história, afinal, todos precisam representar seu papel na batalha que está por vir.  De todos, meus preferidos são: Cora, o dragão de fogo, por suas características protetivas, e claro, o fato dela ser um DRAGÃO; Ysabeau, por toda inteligência e mudança que sofreu ao longo dos três livros (sério, ela era uma vampira caçadora de bruxas que hoje está disposta a dar sua vida para protegê-las); e por último, mas não menos importante, Diana Bishop, por todo o seu esforço, poder e inteligência. Não sei como vou viver sem esses personagens na minha vida T_T.

A Autora fala sobre Vampiros e Vinhos

O final da trilogia foi simplesmente perfeito, uma conclusão digna de toda a expectativa que construí ao longo dos anos. Contudo, mesmo que a autora tenha atado todas as pontas soltas e respondidos todos os questionamentos, não gostei muito do que aconteceu com a Diana quando ela finalmente completou o Ashmole 782. Isso não interfere em muita coisa na história, pois foi uma mudança física na personagem, mas acho que foi um pouco exagerado. Por fim, deixo aqui minha súplica à autora para que escreva mais livros sobre a série, mais especificamente: a história de Philippe; a mesma história, mas narrada pelo ponto de vista de Gallowglass; ou a época em que Ysabeau era mais jovem e caçava as bruxas. A Trilogia All Souls ainda tem muito material que pode ser trabalhado em livros paralelos e é justamente por isso que é uma das minhas trilogias favoritas.

A edição segue os mesmos padrões dos livros anteriores e a única mudança é que na divisão de alguns capítulos a autora nos apresenta pequenos textos referente aos signos do zodíaco de maneira que só quem está lendo a história consegue entender. A capa desse volume é a mais linda das três, pois é feita em tons de verde com efeitos em tinta dourada que, por incrível que pareça, não se desfez com o manuseio do livro (nos livros anteriores foi utilizado tinta prata e ela foi se desgastando com o tempo). A diagramação está simples e a obra possui folhas brancas. Recomendo a leitura da Trilogia All Souls para todo mundo. Acreditem quando digo que não vão se arrepender.