O Despertar do Príncipe - Colleen Houck

Hey pessoal, tudo bem?

Logo no começo da obra já é perceptível a evolução na qualidade da escrita da autora, bem como a sua construção de personagens e capacidade de transmitir para o leitor toda a sua pesquisa sobre a mitologia empregada nessa nova saga. Contudo, apesar de ter adorado cada momento da leitura sobre esse novo mundo envolvendo deuses egípcios, confesso que achei desnecessário ter transformado essa história em mais uma série. Abaixo vocês vão entender o motivo. 




Quando a jovem de dezessete anos, Lilliana Young, entra no Museu Metropolitano de Arte certa manhã, durante as férias de primavera, a última coisa que esperava encontrar é um príncipe egípcio ao vivo com poderes divinos, que teria despertado após mil anos de mumificação.E ela realmente não poderia imaginar ser escolhida para ajudá-lo em uma jornada épica que irá levá-los por todo globo para encontrar seus irmãos e completar uma grande cerimônia que salvará a humanidade. Mas o destino tem tomado conta de Lily, e ela, juntamente com seu príncipe sol, Amon, deverá viajar para o Vale dos Reis, despertar seus irmãos e impedir um mal em forma de um deus chamado Seth, de dominar o mundo.





Lilliana Young sempre teve tudo o que sempre quis: dinheiro, uma cobertura com vista para o Central Park, bolsas de marca e a melhor educação que o dinheiro pode comprar, e em troca ela só precisava abrir mão de sua liberdade e ser a filha perfeita. Contudo, ao visitar a recente exposição sobre o Egito no Museu Metropolitano de Arte - MET - ela se depara com nada menos que uma múmia, descobrindo então que na verdade se tratava de um antigo Príncipe do Egito que despertava a cada mil anos para impedir que um mal ancestral mergulhasse a Terra em caos e destruição. Contrariando tudo o que sempre acreditou, e questionando sua própria sanidade mental, juntos embarcam em uma busca pelos irmãos do príncipe na antiga terra dos Faraós. O que acontece quando você se apaixona por alguém cuja estadia no mundo dos vivos será breve? 

Amon-Rá / Anubis

- No meu país, a esfinge em geral é representada como homem, mas os gregos acreditavam que a esfinge era fêmea: metade leoa, metade humana. Gosto mais dessa versão. Uma leoa tem coragem e inteligência. É uma caçadora que provê os filhos de comida. Todos os animais que ela caça tem potencial para matá-la, mas ela os caça mesmo assim, porque há outros seres que dependem dela. Ter um coração de esfinge significa ter um coração de leoa. 
Pág.: 86

Como disse no começo do texto, a narrativa de Houck melhorou bastante. Temos cenários mais bem desenvolvidos e diálogos mais dinâmicos, o que tornam a leitura bem mais agradável. Não me entendam mal, sou apaixonado pela Saga do Tigre, mas é inegável que a narrativa encontrada em O Despertar do Príncipe é bem mais cativante e envolvente. As descrições dos cenários do antigo Egito são tão incríveis - não, lá não tem só areia HAHAHA - que me senti frente a frente às Pirâmides de Gizé e contemplando o Vale dos Reis. 

Os personagens dividiram minha opinião, assim como aconteceu na outra série da autora. Lily é bem mais interessante que Kelsey, pois não fica pelos cantos reclamando ou achando que tudo na vida dela está errado, mas sim, aceita seu destino e dá o seu melhor para cumprir seu objetivo com dedicação. Já Amon não me agradou nem um pouco. Ao contrário de Ren, ele não conseguiu me cativar em nenhum aspecto, achei-o um tanto quanto arrogante e imperativo, principalmente quando usava de seus poderes para fazer Lily se submeter à sua vontade ou decidia o que era melhor para ela sem sequer ouvi-la. O ponto alto da construção de personagens foi Asten, que apesar de convencido apresentava essa característica de uma forma cômica e divertida. Finalmente achei alguém tão convencido quanto eu HAHAHAHAHA. 

Diagramação

Eu conseguia distinguir as cores das estrelas a olho nu, algo que sabia ser impossível. Identifiquei os anéis de Saturno, uma estrela binária e uma galáxia distante. Então, de repente, o mundo se modificou.
As estrelas caíram. 
Pág.: 338

O final foi simplesmente sensacional, pois a autora conseguiu finalizar tudo de uma maneira impecável e emocionante, e é por isso que iniciei a resenha falando que achava desnecessário ter transformado essa história em uma série. Durante toda a narrativa a autora nos apresenta uma missão a ser realizada pelos protagonistas e ao final ela encerra essa história sem deixar pontas soltas, contudo, em uma página e meia de epílogo ela decide acrescentar um plot twist que abre uma porta para o próximo livro. Quando um livro deixa coisas inacabadas ao londo da narrativa e você vê que pode haver uma continuação, é algo bacana e balanceado, mas encerrar a história e decidir colocar o gancho para a continuação em uma página e meia, é forçar a amizade com força. Contudo, só poderemos saber se realmente valerá a pena, ou ocorrerá a "maldição do segundo livro", quando Coração da Esfinge for lançado. 

A edição não poderia ser mais linda. A capa em si já apresenta elementos muito bonitos, como as cores utilizadas no título, a imagem do Olho de Horus e os hieroglifos egípcios que o contornam. Por dentro temos lindas imagens que separam o livro em três partes e pequenos círculos que numeram os capítulos, como pode ser visto na imagem acima. Não encontrei erros de digitação ou revisão. Leitura mais que recomendada. 

                                                                                                               

Normalmente coloco apenas os dois quotes que mais gostei nas resenhas, mas achei tão interessante a palavra Hakenew, usada por Amon, que decidi colocar abaixo a citação com a definição dada pelo príncipe. 

- Hakenew, Lily.
- Isso quer dizer "obrigado", não é?
- Quer dizer mais que um simples obrigado. Expressa um profundo sentimento de gratidão por outra pessoa. É um agradecimento pelo calor e pelo conforto duradouros que se sente na companhia de alguém especial. Não estou agradecendo a você, Lily. Estou agradecendo por você.
Pág.: 114