Infinity Ring: O Império de Ferro - James Dashner

Saudações, caros leitores, como vocês estão?

Como dito no final da resenha de Atrás das Linhas Inimigas - resenha -, estava ansioso para ler este livro que era tido como o último da saga Infinity Ring, justamente para entender o que levou Matt de La Peña a escrever um oitavo volume. Apesar dos personagens demonstrarem grande amadurecimento, não foi possível deixar passar despercebido certas enrolações e até mesmo diálogos mal desenvolvidos. 



O Império de Ferro - Quando Sera, Dak e Riq começaram a viajar no tempo usando o Anel do Infinito, nem imaginavam que navegariam na caravela de Cristóvão Colombo, defenderiam grandes cidades de ataques vikings e mongóis e encontrariam alguns dos personagens mais célebres da história pelo caminho. Agora, os três jovens finalmente voltam até o momento em que a primeira Fratura começou a alterar o curso da história. Sua última missão é salvar Alexandre, o Grande, e para isso terão de contar com a ajuda de ninguém menos do que o brilhante filósofo Aristóteles. Mas eles não são os únicos viajantes do tempo na Grécia Antiga. Uma batalha épica contra seu maior inimigo os espera… e a história será escrita pelos vencedores.






Como já sabem, cada livro da série Infinity Ring é escrito por um autor diferente. Desta maneira, é possível perceber certa oscilação na qualidade da trama e na escrita dos respectivos autores. Infelizmente, a desenvolvida pelo James Dashner não me agradou  da forma que esperava, até mesmo pelo fato dela contrastar com a presente no primeiro volume, Um Motim no Tempo, que também foi escrito por ele. Isso se deve à presença de alguns diálogos fracos e mal desenvolvidos, além de um pequeno, mas perceptível, enrolamento no desenvolvimento da trama, elementos estes que acabaram por "cansar" um pouco a leitura. 

Será que os nossos viajantes do tempo conseguirão evitar o Cataclismo?

- Isso. Exatamente isso. Por que nós nos dedicaríamos tanto, sacrificando vidas, perdendo tempo e gastando uma imensa quantidade de dinheiro para trabalhar para uma organização que promove o fim do mundo? Que sentido isso teria? Se queremos governar a humanidade, por que destruir o lugar onde ela vive? Seria loucura. É uma ideia absurda, nem um pouco inteligente.
Pág.: 109

A narrativa assume as mesmas características dos volumes anteriores, ou seja, é feita em terceira pessoa e alternando em certos momentos o ponto de vista entre os personagens. Caso não ocorresse os detalhes que citei no parágrafo acima, a leitura teria uma ótima fluidez, até mesmo pelo fato do autor não utilizar palavras de difícil compreensão. Um dos aspectos que me incentivou a continuar a leitura foram as perguntas apresentadas durante o desenvolvimento da trama, tática que até certo ponto funcionou como deveria, mas que em outros acabou se tornando tedioso. 

Algo que venho notando desde A Caverna das Maravilhas, é que o clima das missões passou a assumir uma postura mais severa, intensa e soturna. Isso fica mais visível quando pegamos os primeiros livros onde as missões ainda não demonstravam grandes dificuldades e perigos. De certa maneira isso é até interessante, pois assim podemos perceber os avanços na história, além de expor o desgaste mental e físico do trio. Apesar da previsibilidade, a trama de O Império de Ferro não deixa a desejar. Com muitas reviravoltas, ela colocou seus personagens em complicadas e arriscadas situações, exigindo assim uma certa postura, amadurecimento e equilíbrio emocional. Assim como nos volumes anteriores, o enredo está cheio de lições de moral como trabalho em equipe, amizade, dentre outras. 

Autor

- Eu escolho a morte.
Pág.: 155

O desenvolver, como já era de se esperar, foi previsível. Posso dizer que o final desta obra tem um quê de encerramento da saga, mas as circunstâncias mudam logo no Epílogo, onde está presente o gancho para o próximo e NECESSÁRIO livro, Eternity (Eternidade em tradução livre). 

A diagramação segue os mesmos moldes dos livros anteriores, portanto, encontramos um agradável tamanho de fonte e um ótimo espaçamento entre as linhas. Já na edição temos páginas amareladas, títulos envernizados e uma ilustração na capa que segue o mesmo modelo da estadunidense. Sobre a revisão, encontrei somente um erro, mas nada que mude o sentido da frase. Recomendo que cada um leia para tirar as próprias opiniões.