Prodigy - Marie Lu

Hey pessoal, tudo bem?

Demorei um pouco para conseguir ler essa obra, pois infelizmente não estava dispondo de tempo, mas posso dizer que após finalizá-la fiquei extremamente arrependido de não ter concluído antes mais um livro dessa trilogia maravilhosa. Mesmo apresentando alguns aspectos semelhantes a Jogos Vorazes, como é o caso de usarem Day como uma imagem para incitar as massas, ou a guerra entre a República e os rebeldes, posso afirmar que Prodigy não só foi uma excelente continuação, como também deu uma alavancada na história de uma forma geral. 





Considerada pelo público e pela crítica internacional uma das melhores sagas de distopia já publicadas, a trilogia Legend, da chinesa radicada nos EUA Marie Lu, conquistou leitores de diversas partes do mundo ao acompanhar o romance improvável entre dois jovens de origens distintas numa realidade opressora. Depois de descobrir, no primeiro livro da série, as medidas extremas que o governo da República é capaz de adotar para proteger alguns segredos, no segundo volume da saga, Prodigy, June e Day assumem a tarefa de assassinar o novo líder político da nação. Mas será que este é o melhor caminho de levar a cabo uma revolução e dar voz ao povo da República?





Prodigy dá continuidade aos acontecimentos finais de Legend, com June e Day fugindo da República e se dirigindo para a base dos Patriotas, onde iriam solicitar seu auxílio na busca por Éden, irmão caçula de Day. Entretanto, nem tudo é tão fácil como eles imaginam e o preço estabelecido pelos Patriotas é que ambos os prodígios devem matar o novo Primeiro Eleitor. Recheado de cenas de aventuras e perseguições alucinantes, o segundo volume da Trilogia Legend apresenta para o leitor uma nova forma de conflito político, onde as vezes o necessário não é a destruição de seu inimigo, mas sim, fazer com que ele veja a razão e atenda às necessidades de seu povo. Tendo isto em mente, conseguirá a dupla de protagonistas dar cabo da vida de alguém que clama querer mudar sua forma de governo? Ou todos os anos de sofrimento e dor infligidos ao povo falarão mais alto? 


Não vá, imploro em silêncio, mas sinto o adeus nos seus lábios, e agora já não consigo conter as lagrimas. Ele está tremendo. Seu rosto está úmido. Eu me agarro a ele com medo de que desapareça, com medo de ficar sozinha nessa sala escura, de pé no vazio. 
Pág.: 301

A narrativa de Marie Lu possui uma qualidade que não consigo colocar palavras, algo que não só prende o leitor do começo ao fim, como faz com que ele sinta cada momento na pele. Por várias horas senti os medos de June como se fossem os meus; senti o desespero de Day como se algo estivesse para acontecer comigo e não com ele; e me vi com adrenalina nas veias quando testemunhei Kaede pilotando um jato. É isso que faz de uma obra um best-seller, é essa capacidade de conectar o leitor à obra, e M. Lu conseguiu fazer isso com estilo e maestria. Minha única ressalva são alguns elementos muito semelhantes a JV que encontrei durante a narrativa, como já fora dito, mas é algo escusável por se tratar de livros com a mesma temática distópica e ter um "tirano" que precisa ser destituído do poder. 

Os personagens são bem trabalhados e desenvolvidos na medida certa. Como no primeiro livro  já tivemos a introdução dos protagonistas, não temos aquela repetição de informações sobre cada um deles, como é comum em trilogias e séries, e isso algo bom, pois torna a leitura mais dinâmica. Os personagens novos tiveram uma boa introdução e tenho para mim que ainda veremos muito mais de dois deles, que "desapareceram" após certos acontecimentos. 

Patriotas

Penso que o final foi impactante e muito bem colocado dentro da atual situação da República, mas não gostei de uma certa atitude de Day, pois foi um tanto quanto clichê e passou aquela vibe de "deixa que eu sei o que é melhor para você", e isso é algo que me irrita profundamente. Tirando esse pequeno fator, tudo se encaixou de forma perfeita e a autora não deixou aquele monte de pontas soltas, ficando para o último volume da trilogia somente aquelas questões mais importantes e relevantes para a história como um todo. Não vejo a hora de começar a leitura de Champion *__*. 

A edição segue o mesmo padrão da anterior, mudando apenas a capa e os efeitos das páginas, que agora estão um pouco mais escuras nas bordas, como se tivessem manchadas de fuligem. A diagramação está simples, contando com um espaçamento mediano entre linhas e uma fonte agradável aos olhos. Não encontrei erros de revisão e/ou tradução aparentes. Leitura mais que recomendada!