Redenção de Um Cafajeste - Nana Pauvolih {+18}

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Para começar essa resenha vou citar uma frase de Martha Medeiros: “Quem está livre de cruzar com um cafajeste e, pior, se apaixonar por ele?”. Com esse pensamento em mente, gostaria de convidá-los a se aventurar pela obra da autora nacional, Nana Pauvolih.





Redenção de um cafajeste, o primeiro volume da série, conta a história de uma garota simples, que sonha terminar a faculdade e ser professora, e se envolve com um empresário sem escrúpulos. Uma história que mistura doses certeiras de paixão, romantismo e erotismo, tendo o Rio de Janeiro como cenário.
Em Redenção de Um Cafajeste, a autora narra a história de uma garota simples, que sonha terminar a faculdade e ser professora, e que conhece um empresário, dono de uma das revistas masculinas mais escandalosas do país. Uma história que mistura doses certeiras de paixão, romantismo e erotismo, tendo o Rio de Janeiro como cenário.





Maiana cresceu sendo aconselhada por sua mãe que a maneira mais fácil de conseguir uma vida estável era se aproveitando de sua beleza para fisgar um marido rico, porém, ela jamais seguiu esses ideais e se tornou uma jovem responsável, batalhadora e romântica. Já sua irmã, Juliane, virou tudo o que a mãe desejava: uma aproveitadora sem pudor de usar o próprio corpo para agarrar bons partidos, e foi dessa maneira que nossa protagonista acabou conhecendo Arthur e se metendo em uma verdadeira enrascada.

Arthur é um milionário acostumado a ter tudo e todos aos seus pés, arrogante e viciado em sexo, sempre teve as mulheres que queria a sua disposição para usar o quanto quisesse e depois descartar. Quando se deparou com Maiana à sua porta, irritada e procurando entender o que ele tinha feito com sua irmã, ele percebeu que precisava tê-la, não importando o preço. E assim começa a caçada: de um lado, uma moça que sempre sonhou em viver um grande amor; do outro, um cafajeste que só quer usá-la.

Autora

Prefiro perder a faculdade, o trabalho, o amor da minha mãe e da minha irmã, perder tudo, menos meus princípios e minha honra. Odiaria ser apenas uma boba sorridente, usando a beleza para abrir portas, me sujeitando a ser usada por homens e usá-los por benefícios materiais.
Pág.: 53

Logo nas primeiras páginas me vi fisgada e enfeitiçada pela escrita de Nana Pauvolih, desde a escolha do cenário, que tem o Rio como pano de fundo, ao desenvolvimento dos personagens. Ela consegue estabelecer uma ligação com o leitor que faz com que ele se sinta cativado a ponto de se sentir dentro da história, a intensidade como os fatos são narrados provocam uma mistura de sensações maravilhosas que vão de crises de ódio incontroláveis até momentos de melancolia, despertando também o fascínio, alegria e surpresa no leitor.

Confesso que odiei Arthur desde sua primeira aparição, ele é muito arrogante e usa as pessoas como se elas fossem descartáveis, contudo, o ódio que senti por ele foi abrandado quando vi como o relacionamento dele e de Maiana se desenvolvia, mas ainda assim a maior parte de suas atitudes são repulsivas, e acho que ele cumpriu perfeitamente o papel de cafajeste. Em contrapartida, seu par romântico é uma moça incrível, pois é romântica, sonhadora e decidida, e à medida que a história evoluía, me via cada vez mais encantada pelo seu jeito.

Imagem usada na contracapa e capa do livro.

Sorri lentamente, internamente vitorioso. A temporada de caça havia começado. Seria lenta, paciente. Mas ao final eu seria muito bem recompensado. Eu a seduziria até que ficasse completamente apaixonada e não visse mais nada á sua frente, somente a mim. E, quando a fizesse minha, estaria tão louca de paixão que não me negaria nada. E eu cobraria com juros cada vez que me obrigou a esperar.
Pág.: 122

Enquanto pesquisava um pouco a respeito da autora, descobri que ela escreve há vários anos, mas que só recentemente resolveu apresentar ao público seus livros. Em seu blog conheci um pouco a respeito de seus romances, e li um breve resumo sobre os próximos volumes da série Redenção, o que só me deixou ainda mais ansiosa para tê-los em mãos. O final de Redenção de Um Cafajeste não deixa nem um pouco a desejar e é muito bem trabalhado.

Na capa temos a imagem de um homem bastante parecido com a descrição de Arthur, e na contracapa está Maiana, como pode ser cisto pela imagem acima.  Próximo a cada um, contamos com um breve resumo de suas personalidades. O detalhe do qual eu mais gostei foi da borda cor de rosa das páginas, achei chamativo e muito charmoso, essa edição está entre as mais caprichadas que tenho em minha estante, pois não encontrei erros de revisão e a obra possui um belo acabamento. Leitura super recomendada!