Uma História de Amor e TOC - Corey Ann Haydu

Hey pessoal, tudo bem?

Eu raramente costumo fazer resenhas de livros que abandonei, pois penso que como não terminei a leitura não tenho "propriedade" para falar da obra. Contudo, como também raramente abandono um livro, decidi expôr para vocês os motivos pelos quais não consegui passar da página 100 (de 316) de Uma História de Amor e TOC.





Bea foi diagnosticada com transtorno obsessivo-compulsivo. De uns tempos pra cá, desenvolveu algumas manias que podem se tornar bem graves quando se trata de... garotos! Ela jura que está melhorando, que está tudo sob controle. Até começar a se apaixonar por Beck, um menino que também tem TOC. Enquanto ele lava as mãos oito vezes depois de beijá-la, ela persegue outro cara nos intervalos dos encontros. Mas eles sabem que são a única esperança um do outro. Afinal, se existem tantos casais complicados por aí, por que as coisas não dariam certo para um casal obsessivo-compulsivo? No fundo, esta é só mais uma história de amor... e TOC.





O livro conta a história de Bea, uma jovem que recentemente foi diagnosticada com Transtorno Obsessivo Compulsivo - TOC -, e em como ela vive sua vida e lida com sua situação. Ela apresenta para os leitores seu dia-a-dia, suas sessões de terapia individual e em grupo, os momentos em que persegue outros garotos e sua relação com Beck, um outro jovem que possui a obsessão de sempre lavar as mãos - ao ponto de machucá-las - e ir na academia várias vezes ao dia. A relação dos dois, pelo menos até onde li, começa tímida, apresentada de forma lenta e sendo construída aos poucos, o que é um ponto positivo, pois hoje temos muitos livro no mercado com o famoso "amor miojo" (3 minutos e você já não vive mais sem a pessoa). 

Algumas pessoas possuem obsessão em organizar as coisas por cor e tamanho.

Um dos principais motivos pelo qual abandonei a leitura, foi que em 100 páginas, ou seja, praticamente um terço do livro, não consegui me identificar nem com os personagens, nem com a narrativa da autora. Entendo que por ser um livro sobre TOC, as obsessões e compulsões dos personagens precisam ser descritas, mas em certos momentos isso se torna muito repetitivo, o que torna a leitura desgastante. São várias as vezes que Bea fala para o leitor que beliscou a perna, que estava morrendo de vontade de escrever sobre a vida das pessoas ao seu redor em seu caderno rosa com estrela, que ela estava pensando/perseguindo Austin e Sylvia, e por aí vai. 

Outro fator que contribuiu para que eu abandonasses a leitura foram os erros de revisão e um furo na história. O furo se deu em um momento no qual a protagonista está aguardando sua mãe ir buscá-la para levá-la para a primeira sessão de terapia em grupo, pois ela não confiava que a filha iria de livre e espontânea vontade nesse encontro. Pois bem, ela foi com a mãe, mas ao sair da terapia, ela narra que pegou o carro, estava sozinha, e dirigiu para casa, que ficava a quilômetros de distancia. Cadê a mãe? Foi embora à pé?! Quanto os erros de revisão, encontrei erros de digitação - como "ponte" no lugar de "ponto" - diálogos sem travessão e fontes diferentes sendo usadas em momentos errados. Ex: Quando a autora narra que a protagonista está trocando SMS com sua amiga, ela transcreve o que foi enviado/recebido nas mensagem e os dizeres são feitos em itálico, contudo, o efeito na fonte para quando ainda está na conversa, como acabei de apresentar para vocês. 

O que para uns é bonito e estiloso, para outros é um incômodo sem tamanho. 

Repito os nomes mentalmente, porque odeio a sensação de estar perdida quando me esqueço de um nome, em especial de pessoas a quem tenho que revelar meus mais profundos e sombrios segredos. Jenny: sem cabelo; Rudy: espreme espinha, Fawn: dedos tamborilantes; Beck: beija bem.
Pág.: 31

Claro que o livro também possui seus méritos, como apresentar para o leitor mais sobre o mundo das pessoas que sofrem com tal transtorno, bem como os momento engraçados em que a protagonista pensava de uma forma diferente do normal, como quando conheceu Jenny - que arrancava tufos de cabelo quando estava ansiosa - e viu seu cabelo pela primeira vez. 

A edição está bem caprichada: a capa possui dizeres espalhados por toda a sua extensão e é feita em um tom amarelo marca-texto bem chamativo, a fonte não é muito pequena e o espaçamento entre linhas ajuda em uma leitura mais fluida e a diagramação é simples, porém, cada capítulo possui um coração desenhado ao lado da numeração. Não encontrei erros de tradução aparente - pelo menos até a página 100 -, mas encontrei os erros de revisão que foram citados mais acima. Penso que cada um deve ler e tirar as próprias conclusões, mas se me pedissem indicações de livros, essa obra não entraria na lista.