Daredevil/Demolidor - Netflix

Hey pessoal, tudo bem?

Nunca gostei de séries e filmes de super heróis cujos protagonistas não tinham super poderes, motivo pelo qual abandonei Arrow e nunca fui muito fã do Batman, mesmo gostando dos equipamentos e habilidades de lutas. Contudo, ao descobrir que a Netflix estava produzindo uma nova adaptação de Daredevil/Demolidor, acabei ficando curioso para saber se irial fazer uma adaptação de sucesso, ou se iriam repetir o fiasco que foi o filme homônimo estrelado por Ben Affleck. Posso afirmar que, mesmo não tendo gostado de certas cenas e achado que a série teve um excesso de diálogos um tanto quanto filosóficos demais, a Netflix acertou em cheio ao recontar a história do Demônio de Hell's Kitchen.






Demolidor, a nova série da Marvel, segue a história de Matt Murdock, vítima de um acidente que o deixou cego quando garoto, mas também incutiu nele poderes sensoriais. Matt se forma advogado e abre sua firma na perigosa Hell's Kitchen, onde luta por justiça: de dia como advogado, à noite como o Demolidor, o justiceiro das ruas de Nova York.









A série conta a história de Matt Murdock, um Advogado de Defesa que tenta fazer a Lei ser aplicada durante o dia, enquanto aplica sua própria justiça durante a noite ao colocar uma mascara negra para lutar contra o crime que a cada dia transforma seu bairro natal em um ponto de violência, tráfico e assassinatos. 

O que difere essa série das demais que também possuem vigilantes/justiceiros como protagonistas, é que o personagem principal apanha MUITO! Ele não tem aquela vibe Batman/Arrow na qual o cara é um mestre das artes marciais e só apanha quando encontra uma inimigo realmente poderoso, pois até mesmo um simples ladrão ou um traficante de esquina conseguem dar umas pancadas nele, o que o torna mais humano e dá um ar mais realista à história e ao personagem em si. 

Charlie Cox como Daredevil/Demolidor

Outro ponto positivo da série é que os produtores não tem medo de matar os personagens, ou de colocá-los em situações em que estarão entre a vida e a morte, onde eles devem matar para não morrer, e isso conseguiu despertar muito meu interesse. Estou meio que cansado de séries nas quais já sabemos o destino de vários personagens, quem vai ficar com quem, quem vai morrer, quem vai trair quem, etc. Sem contar que o núcleo criminoso da série também é super desenvolvido e cada um tem um papel a ser desempenhado para ao final termos o golpe perfeito, como é o caso da Mademe Gao, Nobu e Leland. 

Confesso que nem tudo são rosas, e que algumas cenas e diálogos me incomodaram em vários momentos, tanto que não consegui maratonar a série e ver todos os episódios de uma vez (acabei vendo dois por dia). Entendo que era necessário desenvolver histórias paralelas para que o foco não seja só nas cenas de ação do protagonista, mas alguns dos diálogos, principalmente aqueles envolvendo Fisk, eram tão filosóficos e cheios de metáforas que sempre pegava meu smartphone para bater papo com meus amigos no chat até que ele calasse a boca e mudasse de cena. 

Elenco da Série

Como a primeira temporada possui apenas 13 episódios, não posso ficar discorrendo muito sobre a série sem dar spoilers ou revelar nomes e acontecimentos que só ocorrerão do meio da série em diante. Contudo, posso dizer que os atores escolhidos são formidáveis e que Charlie Cox (que também interpretou Tristan em Stardust - O Mistério da Estrela) foi uma escolha de mestre, pois, além de atuar mil vezes melhor que o Ben Affleck, ele é capaz de pequenos gestos que convencem o espectador da veracidade do personagem, como o fato de não piscar muito ou encarar o nada por longos momentos como se estivesse divagando, o que condiz com a situação do personagem, que é cego. 

Minha nota final para a primeira temporada foi 4/5 e o que levei em consideração para dar a nota foi: desenvolvimento de personagem, atuação, cenários, diálogos (esse foi o motivo de não ter sido 5/5) e cenas de ação. As piadas e diálogos entre Foggy e Matt também são um ponto relevante para a série, pois evita que ela fique sombria demais ou violenta demais, por isso penso que o humor usado ali foi em uma dosagem perfeita e em momento corretos. 

PS: Não curti o uniforme final, mais precisamente a mascara. Achei que a parte dos olhos poderiam ser de forma uniforme com o resto da mascara, como ocorre nos quadrinhos.