MAGO: As Trevas de Sethanon - Raymond E. Feist

Hey pessoal, tudo bem?


É com pesar no coração que trago hoje para vocês a resenha do último livro de uma saga tão épica que, em minha humilde opinião, se compara aos mundos criados por Lorde Tolkien. E. Feist trilha o caminho dos grandes escritores de histórias épicas e não poderia estar mais feliz com o desfecho que ele deu para uma série que desde o primeiro livro me encantou e cativou.





Ventos malignos sopram sobre Midkemia. As legiões negras ergueram-se para esmagar o Reino das Ilhas e escravizá-lo com o terrível poder de sua magia. A batalha final entre a Ordem e o Caos está prestes a começar nas ruínas de uma cidade chamada Sethanon. Agora Pug, o mestre conhecido por Milamber, terá à sua frente a incrível e perigosa missão de viajar até a aurora do tempo e lidar com um antigo e temível inimigo. O destino de mil mundos dependerá apenas dele. Enquanto o Príncipe Arutha e os seus companheiros reúnem as suas hostes para a batalha final contra um misterioso demônio ancestral, o temido necromante Macros, o Negro, libertou mais uma vez a sua magia negra. O destino de dois mundos será decidido numa luta colossal sob as muralhas de Sethanon, quando são restaurados os laços entre Kelewan e Midkemia.



Desde o começo da saga, um ser maligno permeia as sombras em Midkemia e com ele veio muita morte e destruição. Os elfos das trevas (moredhel) marcham sobre as terras do reino derramando sangue inocente em nome daquele que comanda as trevas, conhecido como O Inimigo. Nossos heróis foram espalhados pelos quatro cantos do universo, viajando entre os mundos e as fibras do espaço tempo para encontrar as respostas que buscam sobre como derrotar tal ameaça e, infelizmente, todas as respostas apontam para a mesma pessoa, Macros, o Negro. Quando a salvação do mundo repousa na sabedoria do necromante mais temido de todos os mundos, o destino do reino se torna incerto.

Mapa de Midkemia

Asas com mais de três metros de largura se fecharam delicadamente junto a um corpo maior do que o de qualquer outra criatura de Midkemia. Os lampejos prateados do luar dançaram sobre escamas douradas quando um enorme dragão pousou no solo. Uma cabeça do tamanho de um pesado vagão abaixou-se até ficar pairando acima e diante dos dois homens. Olhos gigantescos cor de rubi os olharam, Então a criatura falou:
- Quem se atreve a me convocar?
Pág.: 98

A narrativa de Feist continua tão bem estruturada e dinâmica quanto nos volumes anteriores. Ele consegue, de uma forma única, prender o leitor por horas a fio de maneira que quando percebemos, já estamos na metade o livro. Uma coisa que me incomodou um pouco foi que neste volume, bem como no anterior, o foco principal foi no Príncipe Arutha e aqueles que estavam ao seu redor, e Pug foi usado mais como pano de fundo durante toda a história, mesmo que seu papel fosse de suma importância. Penso que uma série chama MAGO devia ter o mago principal como foco central, mas infelizmente isso só ocorreu nos dois primeiros volumes da série. Entretanto, isso não é algo que vá tirar o brilhantismo da obra, pois ela continua excelente e uma de minhas favoritas.

São tantos personagens que se fosse falar de todos ficaria aqui até amanhã, contudo ,alguns merecem destaque, como é o caso de Jimmy, que mais uma vez se provou não somente alguém de extrema lealdade, como também capaz de cumprir suas promessas e um dia se tornar um nobre. Ao passo que ele ganhou destaque e amadurecimento, outros personagens, como Locky, ganharam uma importância completamente desnecessária na história. Ele é simplesmente irrelevante, pois, a meu ver, Jimmy conseguiria fazer tudo o que fez sem a ajuda dele, tornando a sua presença na jornada mera "encheção de linguiça". Os demais personagens continuaram os mesmos e alguns que pensávamos ter morrido voltaram para nos assombrar nesse volume. 

A Era dos Cavaleiros de Dragão retornou

O final do livro foi completamente satisfatório, embora eu esperasse que a verdadeira identidade do Inimigo fosse algo mais inovador e jamais visto (quem ler vai entender o que estou falando). Fora esse pequeno detalhe, o autor conseguiu atar todas as pontas soltas e responder a todos os questionamentos levantados durante a série. Quando li a última página fiquei muito curioso para saber mais do futuro dos personagens, mas infelizmente tudo o que é bom dura pouco, e só me resta esperar que o autor decida escrever um spin off contando as história de Jimmy e Pug após a guerra. 

A edição está bem caprichada e dessa vez contamos com um mapa de Kelewan, o que foi um pouco desnecessário, pois não temos muitas cenas naquele mundo. Penso que se ele fosse colocado no volume dois da obra, que tem seu foco principal lá, ele seria mais bem aproveitado. Contudo, ele não é de todo desperdiçado, pois podemos acompanhar o trajeto de Pug, mesmo que ele seja muito pequeno. As páginas são amareladas e a diagramação está simples, porém bela. Não encontrei erros de revisão. Leitura super recomendada.