Infinity Ring: Atrás das Linhas Inimigas - Jennifer A. Nielsen

Saudações, caros leitores, como você estão?

Quem me acompanha aqui no blog sabe que tenho uma relação de altos e baixos com a série Infinity Ring. Felizmente, desde A Caverna das Maravilhas - resenha aqui - pude perceber um amadurecimento no desenvolvimento da trama, justamente pelo fato de já estarmos quase encerrando a saga. Trazendo em seu enredo aspectos dos volumes anteriores, Atrás das Linhas Inimigas conseguiu me agradar até mesmo nos pequenos detalhes, como o progressos nas missões e nas dificuldades que o trio vem enfrentando, além do desgaste físico e psicológico que eles têm que lidar com cada viagem no tempo. 



Sera, Dak e Riq têm a simples missão de corrigir falhas históricas que podem comprometer o futuro da humanidade, e era de se esperar que em algum momento tivessem que fazer uma parada num dos eventos mais marcantes de todos os tempos — a Segunda Guerra Mundial. Transportados pelo Anel do Infinito até a Europa de 1943, os três viajantes aterrissam num momento do conflito em que as potências do Eixo e os Aliados estão em pé de igualdade. Para evitar que a SQ se aproveite da destruição mútua desses dois blocos inimigos e tome o controle do mundo, os aventureiros mirins precisam dar um empurrãozinho para que os Aliados abram vantagem e vençam a guerra. Mas, para isso, terão de se envolver em uma das missões de espionagem mais arriscadas de toda a história… E além dos nazistas, a SQ também está no encalço dos três.





Depois dos acontecimentos de A Caverna das Maravilhas, nossos viajantes partem para mais uma aventura, desta vez, com destino à Europa no ano de 1943, exatamente no meio da Segunda Guerra Mundial. Como sorte é um termo que não faz parte de seus vocabulários, eles acabam desembarcando no início de um bombardeio aéreo que mais tarde mataria o Guardião da História e destruiria o SQuare. Sem este dispositivo, Dak e Sera foram forçados a voltar para o futuro com o intuito de pegarem um novo aparelho. Eis que enquanto retornavam a 1943, acabaram descobrindo que uma das mais temidas líderes da SQ, Tilda, havia voltado também. Atuando secretamente neste conflito, o trio terá que convencer o Eixo sobre um acontecimento, ajudando assim os Aliados a vencerem a guerra com maior confiança. 

Autora

De quem você tem mais medo? - Anton questionou. - De Tilda ou do führer?
Pág.: 97

Um dos aspectos que mais me espantou durante a minha leitura foi o clima soturno da trama. Isso é até entendível, uma vez que a missão se passa em meio a Segunda Guerra Mundial e o contexto da história demanda certo equilíbrio entre o humor e a seriedade. Além disso, neste livro os personagens demostraram um maior amadurecimento em suas atitudes e relações interpessoais, levando até mesmo Dak a dar uma "pausa" em suas piadinhas provocativas. Riq e Sera não sofreram demais alterações, entretanto, as crises de reminiscências da Sera diminuíram. Em relação aos valores empregados no enredo e transmitidos aos leitores, a autora conseguiu demonstrar que devemos confiar no próximo e que coragem é uma palavra que pode "mover montanhas".

Se há uma coisa que adoro nesta série é essa alternância de autores, pois assim podemos apreciar vários tipos de escritas. Por assim dizer, posso afirmar que a escrita da Jennifer conseguiu me agradar devido a sua fluidez e objetividade, deixando a leitura mais agradável e rápida. Isso também se deve ao fato da trama ser mais eletrizante e por conter dificuldades que o trio jamais esperava, causando curiosidades no leitor. A narrativa ainda continua sendo feita em terceira pessoa e sob o ponto de vista de todos os personagens. 

Capa estadunidense do sétimo volume 

Sera arriscou uma olhada para Riq, que ergueu as sobrancelhas em resposta. Era um jogo de gato e rato perigosíssimo. Tanto os alemães como os britânicos acreditavam estar enganando o inimigo. Na batalha seguinte, um dos lados descobriria que estava com razão, enquanto o outro sofreria uma derrota que custaria milhares de vidas. 
Pág.: 137

Acredito que isso já seja natural dos livros da série, mas achei o final um tanto quanto previsível. Mas isso não distorce a minha opinião sobre a trama, já que estamos caminhando para o fim da saga e é o encerramento definitivo que aguardo. A editora Seguinte ainda não tem uma previsão para o lançamento de The Iron Empire, em tradução livre, O Império de Ferro, mas confesso estar ansioso para ler esse volume que era tido como último, mas a Scholastic, editora estadunidense, lançou um oitavo livro intitulado de Eternity,  Eternidade em tradução livre.

A diagramação segue os mesmos parâmetros dos livros anteriores, com um tamanho de fonte agradável e um ótimo espaçamento entre linhas. Já na edição contamos com páginas amareladas, um mapa retratando uma parte da Europa para exemplificar a movimentação do trio e a capa ainda segue o modelo da comercializada nos Estados Unidos, além de ter verniz localizado nos títulos e ilustração. Leitura recomendada!

- Caso queira ler um trecho do livro, clique aqui.