Geek Love: O Manual do Amor Nerd - Eric Smith

Olá, jovens Padawans, tudo bem?

A resenha de hoje é um pouco diferente do convencional, pois o livro em questão não possui uma história propriamente dita, mas sim, um manual de auxílio a todos os nerds/geeks do mundo sobre como achar e cultivar sua tão buscada Player 2. Saiba quais suas skills e quais os atributos melhor se enquadram a todos os tipo de garota nerd, aprenda a identificar se você foi colocado em stand by na friendzone ou se sua guilda está disposta a te ajudar nessa quest




Eric Smith sabe mais do que ninguém que existem prazeres imensos na vida geek. Amigos incríveis, conversas até de madrugada sobre realidades alternativas ou até mesmo o simples prazer de ler aquele lançamento de quadrinhos. No entanto, chega um momento na vida de todo nerd em que o amor bate à porta e daí vem a hora de jogar o xadrez tridimensional que é o mundo dos solteiros.
Não se desespere, jovem Padawan! Deixe Smith guiá-lo por esse caminho e descubra que amar é muito mais do que flores e bombons. Afinal, nada é normal na vida do nerd, e o amor não é senão o mais extraordinário dos fenômenos humanos.





Por meio de várias referências à cultura geek atual, Eric conseguiu cumprir o que promete, que é ajudar o jovem garoto/homem nerd a encontrar uma namorada. O livro em si dividiu minha opinião, pois ao mesmo tempo que achei algumas passagens geniais e a narrativa deliciosamente divertida, em outras o autor pecou pelo excesso. Como o livro é todo dividido em tópicos e categorias, optei fazer  algo que vi no blog KuroNeko, da Yasmin: uma lista descrevendo alguns pontos da obra, como os prós e contras, cabendo a você a decisão de embarcar ou não nessa missão para encontrar a sua Lara Croft/Harry Potter. 


Prós

Referências - As referências são abundantes e muito divertidas. Temos comparações desde o Mario em busca da Princesa Peach até lições de que traição virtual ainda é traição, então não devemos fazer igual Howard e Glissinda, A Troll HAHAHAHA. 

Diagramação - Esse livro tem uma das diagramações mais perfeitas que já vi. Todos os capítulos possuem ilustrações no começo, sendo o título sempre escrito com uma fonte que lembra antigos joguinhos de Atari ou o famoso minigame. Ao longo do texto temos vários tipos de fonte em vários tipos de cores, listas do que pode ser feito e o que não deve ser feito em um primeiro encontro e um pequeno self manual que ajuda o geek a descobrir qual seu tipo nerd: Fã de Quadrinho, O Gamer, O Geek da Apple, O Nerd dos Livros, e muitos outros. Eu me enquadrei em Categoria: Nerd Acadêmico, Subcategoria: Nerd dos Livros. *__*

Linguagem - O autor usa uma linguagem bem jovial, de fácil entendimento, e em vários momento ele conversa com o leitor, seja para avisar de um spoiler de um filme ou game, seja para dar um puxão de orelha para avisar ao Nerd dos Livros que não se deve criticar o gosto literário de sua paquera e achar que todos devem ler só o que você acha ser legal. 

Divisão de Capítulos - Achei a divisão escolhida pelo autor muito bem estruturada. Ele começa ajudando o leitor a descobrir em qual categoria nerd ele se enquadra, para em seguida apresentar os demais capítulos como um passo a passo no estilo: Primeiro Contado: O Encontro, Além da cúpula do trovão: o dia seguinte e além, Nível de chefão: o namoro geek avançado, etc...


Contras

Referências - Ao mesmo tempo que as referências são o ápice da obra, pois garantem uma leitura divertida e interativa para o leitor nerd, achei em alguns momentos que elas foram um pouco excessivas. Alguns parágrafos tinham tantas referências, mas tantas, que às vezes me perdia ou achava enfadonho. Sem contar que muitas delas eram muito específicas em determinados momentos e nem eu, que jogo vários games, vejo séries e leio quadrinhos, entendi. Penso que ele poderia ter, em alguns momentos, cortado pela metade as referências usadas. 

Esteriótipos - É de se esperar que um autor nerd não vá usar de esteriótipos, mas infelizmente em alguns momentos ele o faz, como associar várias vezes o leitor nerd como alguém que não tem muito contato com o mundo real (sai de casa) ou algo do gênero. Entramos em uma era em que ser nerd não é mais algo pejorativo e que existem vários tipos de nerd, pois o garoto popular que faz academia e sai toda noite pode ser nerd na mesma proporção que o que prefere ficar em casa comendo um pacote de Doritos e assistindo Netflix (tipo eu T__T).

Diagramação

Já passei por dias que, como o jogador que está ficando velho e se apega ao seu Game Boy original com tela desbotada, senti saudades de tempos mais simples. Os dias de outrora em que alguém podia entrar numa sala de bate papo em um provedor e digitar "Quer tc?", e imediatamente encontrar sua alma gêmea. Uma época antes dos cutucões no Facebook e DMs no Twitter, na qual para ter atenção da sua paquera era preciso conversar frente a frente ou ao menos mandar um bilhetinho do tipo "Você gosta de mim? Marque [ ] Sim [ ] Não".
Nos meus tempos de garoto apaixonado, sempre enfiava um "Talvez" ali, só para dar uma apimentada nas coisas.
Pág.: 10

Bom pessoal, essas foram as minhas impressões sobre a obra e se você é um garoto nerd, ou quer saber mais sobre o nosso mundo, recomendo sim a leitura. Mas esteja preparado para ser bombardeado por varias referências das quais algumas não irá entender. ^_^