A Rainha Exilada - Cinda Williams Chima


Hey pessoal, tudo bem?

Quem acompanha o blog sabe que sou fã de carteirinha da autora Cinda W. Chima desde a série Herdeiro, pois acredito que tudo o que essa mulher escreve é de qualidade, e com a série Sete Reinos não poderia ser diferente. Claro que, nem tudo são rosas e aventuras épicas, e esse segundo volume não me agradou em alguns pontos, mas é uma série que recomendo e que estou doido para saber o que acontece no final. Então bora lá conferir mais sobre os Sete Reinos:





Assombrado pela perda de sua mãe e irmã, a jornada de Han Alister rumo ao sul começa com seus estudos na Academia Mystwerk em Vau de Oden. Mas partir de Fells não significa que o perigo ficou para trás. Han é caçado a cada passo do caminho pelos Bayar, uma poderosa família de magos decidida a reaver o amuleto que Han roubou deles. E a Academia Mystwerk apresenta seus próprios perigos. Lá, Han conhece Corvo, um mago misterioso que concorda em ser seu tutor nas artes negras da feitiçaria – mas a barganha que eles fazem pode levar Han a se arrepender. Ao mesmo tempo, a princesa Raisa ana’Marianna foge de um casamento forçado em Fells, acompanhada de seu amigo Amon e seus cadetes. Agora o lugar mais seguro para Raisa é a Academia Wein, a academia militar de Vau de Oden.


Após os acontecimentos de O Rei Demônio, Han e Raisa se encaminham (em grupos separados) para a academia militar Vau de Oden. Ele, por descobrir que é descendente de um dos magos mais temidos de todos os tempos e por precisar de treinamento para controlar sua magia. Ela, por ter sido forçada a quase se casar com um mago e violar um tratado sagrado que remete à Cisão, e também para aprender mais sobre os Reinos que rodeiam Fells, pois assim poderia ser uma Rainha melhor e mais bem preparada. Contudo, a viagem dos dois é tomada por grandes perigos e quando chegam a Vau de Oden, os perigos não ficam para trás e parecem se esconder em cada esquina. O destino de Fells e dos Clãs está nas mãos desses dois jovens e tudo parece desmoronar quando os segredos de ambos estão para serem revelados. Nem sempre conseguimos fugir de nossos passados.

Vau de Oden

Aquela era a questão. No mundo dos sangues azuis, seu inimigo jantava e dançava com você, falava bonito na sua frente enquanto dava a volta para esfaqueá-lo pelas costas.
Pág.: 241

A narrativa de Cinda é muito impressionante, pois ela consegue detalhar cenários e envolver o leitor de uma maneira que poucos autores conseguem; em vários momentos me senti em uma aventura épica igual a de O Nome do Vento, que é um dos meu livros favoritos, e acreditem, não é qualquer um que consegue essa façanha. Contudo, como disse no começo do texto, ela falhou em um pequeno ponto, que foi na enrolação em alguns momentos. Na sinopse nos é informado que o encontro entre Han e Raisa na academia ia ser algo arrebatador e que a atração entre eles seria palpável, mas os personagem levam mais de 100 páginas para CHEGAR na academia e só se encontram oficialmente depois da página 300, ou seja, mais da metade do livro foi basicamente eles tentando chegar na academia e tudo conspirando para que eles não se encontrassem dentro lá dentro até que fosse inevitável. Não se enganem, eu gosto de uma tensão e todo aquele mistério e curiosidade sobre como seria o encontro dos dois, mas acho que quando a autora demora demais para que isso ocorra, ela tira o leitor do "curioso" e vai para o "anda logo!". Entendem?

Os personagens em si me surpreenderam no quesito amadurecimento. Durante todo o primeiro volume, Raisa sempre dizia que não era igual as outras nobres da corte, mas não demonstrava isso; já em Rainha Exilada, ela se esforça para se tornar uma governante melhor, passando por treinamentos exaustivos, acordando cedo para ir para os campos de treinamento e não deixando que os outros lutem suas batalhas. Han também surpreende, parece que a morte de sua mãe e irmã fizeram com que ele tivesse um amadurecimento muito grande e rápido, fazendo com que ele não fosse mais aquele adolescente que só se preocupava em encher a barriga no momento, e passa a pensar no futuro e em como ele poderia ajudar seus amigos e o pessoal de sua cidade natal agora que possui magia.

Corvo

O estalo do trinco a fez erguer o rosto. O cadete tinha entrado e fechado a porta.
Olhando melhor, ele não parecia ser um cadete. Talvez fosse o uniforme com caimento ruim ou o fato de ser mais velho que a maioria dos colegas de Raisa. Talvez fossem seus olhos sem  emoção e a forma como seu nervosismo desapareceu como uma capa que ele usasse para se proteger do tempo. 
Talvez fosse pela maneira como ele se moveu na direção dela, como um predador.
Pág.: 407

No geral, gostei muito da obra e estou ansioso para ler O Trono do Lobo Gris, terceiro livro da série. Contudo, agora que li os dois primeiros volumes, posso afirmar que a autora poderia ter condensado um pouco alguns capítulos e diminuído algumas passagens que a meu ver estavam ali mais para dar um ar mais lírico à obra do que narrando a aventura em si. Penso que ela poderia ter feito uma única obra de 500/600 páginas reunindo os dois primeiros volumes, ou feito duas obras de mais ou menos 300 páginas. Mas não me entendam errado, mesmo com esse pequeno problema, apreciei cada minuto da leitura e não vejo a olha de ter em mãos a continuação, que tem previsão de lançamento para julho desse ano.

A edição segue o mesmo padrão da de O Rei Demônio e a única diferença é que agora, no lugar do amuleto de serpente, temos na capa o anel que Elena deu para Raisa para que ela não sucumbisse à magia de influência dos magos. O que achei interessante é que é nítido no anel a imagem de vários lobos cinzentos, que é a marca da Linhagem Real Lobo Gris. Leitura mais que recomendada.