HQ Assassinatos na Rua Morgue - Edgar Allan Poe


Hey pessoal, tudo bem?

Todos conhecem o famoso mestre do terror e do macabro, Edgar Allan Poe. Seu poema, O Corvo, foi traduzido para o português por outros grandes nomes: Machado de Assis e Fernando Pessoa, gerando também uma adaptação cinematográfica dirigida por James McTeigue. Eis que a Editora Farol Literário publica uma versão do conto Assassinatos na Rua Morgue em HQ, fazendo com que eu quase tivesse um ataque de tamanha felicidade, afinal, vocês já devem ter notado o quanto esse tipo de adaptação me atrai pelas resenhas dos Mangás das obras de William Shakespeare.





A obra conta a história de dois brutais assassinatos de mulheres na Rua Morgue, em Paris, casos que parecem insolúveis até que o detetive C. Auguste Dupin assume o caso e, usando sua estupenda inteligência, desvenda esse grande mistério.
O detetive Dupin é considerado o precursor de Sherlock Holmes. Os métodos de investigação são semelhantes ao do detetive inglês e, as histórias policiais em que aparece, encontram-se no período da gênese da literatura policial internacional.







Como pode ser visto na sinopse, a obra conta a história de dois assassinatos que ocorreram na Rua Morgue e que, segundo a polícia local, parecem insolúveis. Contudo, para acalmar a população, eles acabam prendendo o homem errado, momento este no qual o detetive Dupin decide assumir as rédeas da investigação e tenta solucionar o caso, utilizando o método dedutivo tão famoso implicado por Sherlock Holmes.

Quem é o verdadeiro assassino?

Ler é o exercício do homem inteligente.
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É um pouco complicado fazer uma análise de personagens em um conto, contudo, pelo pouco que li, pude perceber claramente de onde Arthur Conan Doyle tirou a inspiração para seu mais marcante personagem. A maneira como Dupin resolve os mistérios e usa seus poderes de observação para encontrar novas pistas e fazer as perguntas certas é algo impressionante e assombroso, pois não é fácil acreditar que o cérebro humano seja capaz de tamanha façanha. 

A narrativa não poupa o leitor, muito menos as ilustrações. A linguagem sobre as mortes nas cenas dos assassinatos, como foram encontrados os corpos e as manchas de sangue e imagens presentes na obra, dão um toque de realidade e terror à narrativa, o que é o ponto mais característico de Poe.

Edgar Allan Poe

Não tem como dizer mais que isso sobre a obra, senão acabarei dando spoilers e isso não seria legal para quem vai ler a HQ, mas indico seriamente que leiam o mais rápido possível. A edição feita pela Farol Literário está linda: a capa é feita em papel cartão, as páginas em uma especie de papel couchê e a HQ é toda colorida de uma maneira a deixar as cores bem vibrantes, mas ainda assim preservar o estilo sombrio do autor.