Oscar Literário 2014


Hey pessoal, tudo bem?

Vi essa TAG no blog Oficina do Leitor - ela foi criada pelo Leandro do Palavras de Um Leitor - e achei um pouco interessante e uma maneira de mostrar para vocês quais obras, personagens e histórias mais me agradaram em 2014. E o Oscar vai para...

1 - Melhor Livro

Essa foi MUITO difícil de escolher, pois apesar de não ter lido muitos títulos em 2014 (apenas 34 livros), a maioria dos que li foram excelentes. Contudo, um deles se destacou mais que os outros e foi Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo - resenha aqui -, com sua narrativa simples e reflexiva, Bejamin Sáenz conseguiu me conquistar logo nos primeiros capítulos. Sem falar que me deixou com uma ressaca literária tão grande que quase nenhum livro que lia depois dele era bom o suficiente. 




Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão.
Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas - e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo.






2 - Melhor Autor do Ano

Apesar de Aristóteles e Dante ter sido eleito o melhor livro do ano, o prêmio de melhor autor vai para E. Lockhart pelo livro O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks  - resenha aqui - (não li Mentirosos e não pretendo ler em um futuro próximo). A narrativa da autora é refrescante e inovadora, saindo daquele padrão batido que temos em quase todos os livros jovem-adulto da atualidade. 


3 - Melhor Protagonista Masculino

O escolhido da vez é Pug, protagonista de Mago: Aprendiz, do autor Raymond E. Feist. Livros com protagonistas masculinos não são tão comuns quanto protagonistas femininas, mas dentre todos, Pug conseguiu se destacar por seu raciocínio rápido e sede de conhecimento.

4 - Melhor Protagonista Feminino

O prêmio de melhor personagem feminino vai para Sidney Sage, a Alquimista da série Bloodlines, da autora Richele Mead. Ela possui todos os atributos de uma ótima personagem: personalidade forte, inteligência, carisma e a capacidade de convencer o leitor com suas atitudes sem deixar aquela sensação de que está forçando a barra. 

5 - Melhor Personagem Coadjuvante Masculino

Como li poucos livros ano passado, são poucas as opções e por isso o único personagem coadjuvante que realmente me recordo e que mais se destacou em 2014 é Adrian Ivashkov, também da série Bloodlines. O que faz dele tão memorável é seu humor ácido e seus vícios indiscretos, ele literalmente ligou o foda-se dane-se e foi ser feliz.

6 - Melhor Personagem Coadjuvante Feminino

Essa categoria foi difícil, contudo, uma personagem se destaca, a Boots da série Gregor. Infelizmente li em 2014 o último livro da série, por isso fiquei um pouco triste em saber que não verei mais as aventuras no Subterrâneo, mas como tudo chega ao fim, deixo aqui meu adeus e o prêmio de melhor coadjuvante para a nossa querida princesa dos rastejantes. 

7 - Melhor Arte de Capa

Houve um empate. Não consegui decidir qual das duas eu colocaria nessa categoria, por isso ambas levarão o prêmio de melhor arte. Olhem só que lindas!


Elas podem parecer um pouco sem graça na forma digital, mas pessoalmente são de tirar o fôlego. Os títulos são em relevo e os detalhes em verniz dão um toque especial a cada uma delas.

8 - Melhor Ambiente Criado

Mundos complexos e paisagens mágicas são mais que comuns nos livros que circulam hoje pelo mercado, por isso decidi dar o prêmio da categoria Melhor Ambiente Criado para Caminhos Incertos - resenha aqui -, não pela magia ou lindos cenários, mas por ser um ambiente que mais se assimila ao que temos no mundo atual e da realidade como a conhecemos. 


Você sabe o que uma pessoa sente ao ser humilhada? Marcos sabe, e é por isso que quando seus pais são transferidos de volta para Lagos – cidade onde sofreu dores no passado e que nunca mais pensou em retornar – seu mundo parece desmoronar. Mas hoje, ele é um adolescente decidido, forte, maduro e que vai poder contar com seus amigos para se readaptar, mesmo que seus desafetos do passado estejam mais cruéis do que nunca. E como se tudo isso não fosse o bastante, em meio a rivalidades antigas e aceitação quanto à sexualidade, um sentimento novo brota em dois corações. Sentimento esse que mudará o rumo de duas vidas que estão ligadas desde sempre, mesmo que ambos ainda não tenham percebido. Uma história que fala de amor em suas diferentes formas, da força das amizades que construímos ao longo da vida, importância da família, auto preconceito, e principalmente, o poder da aceitação.




9 - Melhor Título do Ano

Esse vai para Put Some Farofa - resenha aqui - que, apesar de parecer um tanto quanto sem graça ou não digno de vencer a categoria, passa a ter um sentido completamente diferente quando lemos a crônica que deu origem ao título do livro. Gregorio Duvivier é um gênio, e não há questionamentos sobre isso. 



Dont repair the mess. The house is yours. I make question. Pardon anything. Go with god. Come back always. Publicada em Julho de 2014, a crônica que dá título a este volume, que cria uma conversa imaginária de um brasileiro com um gringo visitando o Brasil durante a copa, rapidamente se tornou um viral de internet, até ser comentada em artigo do Washington Post. Trata-se de uma amostra da verve humorística embebida de zeitgeist, crítica ferina e muito afeto de Gregorio Duvivier, um dos autores mais promissores do Brasil na atualidade. Reunindo o melhor de sua produção ficcional, Put some farofa traz textos publicados na Folha de S.Paulo e esquetes escritos para o canal Porta dos Fundos, além de alguns inéditos. Se Gregorio traz o raro dom da multiplicidade, tendo se destacado no cenário cultural brasileiro ao mesmo tempo como ator, roteirista, comediante, cronista e poeta, também múltiplo é este volume, que transita entre ficções, memórias de infância, ensaios sobre artistas que o influenciaram, artigos panfletários, exercícios de linguagem e outras experimentações.



Bom pessoal, esse foi meu Oscar Literário 2014, espero que tenham gostado e que 2015 traga excelentes leituras para todos nós.

Deixe nos comentários quais os livros que você premiaria em cada categoria, ou faça o post no seu blog e me mande o link, adoraria saber quais foram suas leituras! *__*