A Guerra dos Fae: Luz e Trevas - Elle Casey

Saudações, caros leitores, como vocês estão?

Apesar de Chamado às Armas, segundo volume da série, ter suas qualidades, ele é quase um nada comparado a Luz e Trevas. Já era quase certeza que não iria dar continuidade à leitura da série, mas busquei forças na Força para continuar. Assim sendo, pude perceber um grande avanço na trama que não via desde a finalização do primeiro volume, As Crianças Trocadas.

Essa resenha pode conter spoilers dos volumes anteriores da série.






Jayne Sparks está mais destemida, engraçada e rebelde do que nunca, tendo que enfrentar os problemas causados acidentalmente pelo duende Tim, aprender a manipular melhor seus poderes com O Verde, conhecer traições de um grande amigo e descobrir quais são os motivos secretos pelos quais há uma guerra incessante entre Faes das Trevas e Faes da Luz. Seus poderes podem torná-la vulnerável às manipulações dos Fae das Trevas, e ela poderá torna-se prisioneira de forças inimigas. Mas sua astúcia sempre estará lá.





Depois de ter ciência do seu sangue Fae, Jayne terá que lidar com sua nova vida condicionada a treinamentos e aprendizagens dos seus poderes como Elemental, além de lidar com as perdas e injúrias. Ao término do segundo livro, vemos ela e seus amigos enfrentando Ben, que até esse ponto estava persuadindo Tony a acolher e escolher as Trevas como lar. Depois de garantido a volta de Tone* ao complexo dos Fae da Luz e se assegurar sua aceitação neste local, uma vez que ao recusar a transformação em criança trocada ela não terá uma segunda chance segundo, ela terá que enfrentar um grande problemas que aos poucos irá desencadeando pequenas, mas não menos importantes, complicações no desenrolar da trama. 

Capa norte-americana no Goodreads

Se eu fosse colocar em uma imagem visual tudo que sentia quando eu tocava O Verde, seria como um novelo de cordas emaranhadas sem começo nem fim, voltando-se sobre si, por vezes se tocando, por vezes apenas passando por outra parte de si mesmas. E todas as coisas vivas neste planeta são uma parte dessa cadeia. Nós somos as cordas. Eu nunca pude entender a teoria das cordas na aula de física, ia além de minhas capacidades mentais. Mas minha própria teoria das cordas verdes era fácil. Baseava-se em uma premissa simples: todos nós somos parte de uma mesma coisa. Somos todos parte do Um - uma bola gigante e cósmica de coisas enroscadas.
Pág.:319
 
A trama é narrada em primeira pessoa, apresentando o ponto de vista da protagonista e suas emoções, que neste volume foram bem aproveitados, o que foi um ponto positivo dentro do contexto onde a história esta inserida, pois é justamente isso que a direciona a um essencial amadurecimento na distinção de quem é inimigo e amigo. Luz e Trevas é basicamente um livro movido exclusivamente a perguntas e suspenses que colocam o leitor a par com questionamentos ligados às filosofias empregadas por ambos os lados neste conflito, além de passarmos a ter mais conhecimentos do plano mobilizado pelos Fae das Trevas quanto ao mundo humano. 

Apesar dele ter sido melhor que o volume anterior, vale ressaltar que a série é composta por quatro livros e que até o momento o que podemos perceber foram algumas enrolações que poderiam encurtar a trama, o que talvez não causaria um desgaste físico e mental dos leitores. Ainda assim, Luz e Trevas apresenta algumas falhas que a longo prazo pode incomodar alguns leitores, como o fato do excesso de treinamentos dos Fae e detalhes que poderiam ser descartados sem prejudicar a linha temporal da história. 

Elle Casey, autora do livro

Puxei O Verde para mim, mais do que jamais havia puxado antes, e senti as refrescantes boas-vindas e o amor que ele sempre trazia. Meu coração disparou com uma experiência que eu nunca fora capaz de sentir em minha vida humana regular. Nem a amizade, nem o abraço de nenhuma mãe, nenhum gatinho fofinho ronronando jamais inspirou esse tipo de conexão com o mundo antes. Mas agora não era hora de chafurdar na maravilha. Eu tinha que mostrar a essa árvore com quem ela estava mexendo.

Pág.: 336

O encerramento segue o mesmos aspectos que a autora aplicou nos dois volumes anteriores, ou seja, interrompendo-o em um momento intrigante, o que acaba instigando o leitor a ler o próximo livro. Fora isso, Luz e Trevas consegue recuperar todas as forças que foram, infelizmente, jogadas ao ar com Chamados às Armas. Para mais, fica a minha recomendação aos que acompanham a série e àqueles que não tenham gostado do segundo volume. 

A diagramação tem as mesmas características dos livros anteriores, um tamanho de fonte mediano e um agradável espaçamento de linhas. Na edição, a ilustração da capa ganhou melhores tratamentos em comparação a anterior, além da obra possuir páginas amareladas e títulos com verniz localizado. Quanto a revisão, encontrei alguns erros que não interferem na compreensão dos fatos. 

*Apelido usado por Jayne para se dirigir a Tony 

Abraços,
Gustavo Demétrio
GUSTAVO DEMÉTRIO
É Resenhista e CDC aqui no Vida De Leitor. Um ávido leitor que sonha um dia se tornar um Arquiteto de renome. Admirador do universo e grande fã do Stephen King. Seus livros favoritos são: Série Torre NegraTigana, Sherlock Holmes Sob a Redoma. 
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