Até Que Eu Morra - Amy Plum


Hey pessoal, tudo bem?

Morra Por Mim - resenha aqui - foi um dos melhores livros que li em 2014, com sua narrativa poética e mitologia refrescante, Amy Plum conseguiu se destacar em originalidade e estilo de escrita bem desenvolvido e atraente. Contudo, parece que todo o charme foi gasto no primeiro volume da série e Até Que Eu Morra caiu, infelizmente, na "maldição do segundo livro".







Kate e Vincent estão finalmente juntos em Paris, a cidade das luzes e do amor. Mas esse amor carrega uma questão que não pode ser ignorada: como eles poderão permanecer juntos se Vincent não resistir a se sacrificar para salvar outros mortais? A promessa de levar uma vida normal com Kate significa deixar que pessoas inocentes morram? Quando um novo e inesperado inimigo se revela, Kate descobre que há muito mais coisas em risco... e que até mesmo a imortalidade de Vincent pode estar ameaçada.






A história se inicia com o grupo de Vincent e Kate se recuperando dos ataques sofridos no final do primeiro livro, bem como com a preocupação de que agora que os numa estão em silêncio eles estão planejando algo ardiloso e mortal. Ao perceber que está encurralado entre a promessa que fez para Kate e os recentes acontecimentos, Vincent e os revenants pedem ajuda a Arthur e Violette, os mais antigos e sábios seres de sua estirpe. Com tantas ameaças e riscos, o amor de Kate e Vince será colocado à prova. É difícil lutar quando o inimigo é o próprio tempo. 

Ser imortal às vezes é uma maldição 

Agora você está aqui, agora que estamos juntos, não consigo me imaginar voltando à vida que tinha antes. Não sei o que eu faria se perdesse você. Eu te amo, demais. 
Pág.: 95

A narrativa de Amy Plum continua a mesma, poética e sedutora, contudo, a história narrada não possui todo aquele atrativo que o primeiro livro nos apresentou. Ela manteve um foco muito grande no relacionamento entre Vincent e Kate, suas brigas, suas declarações de amor e afins, e acabou não dando a devida atenção à guerra que ocorria de fundo entre os revenants e os numa. Não entendam mal, ela desenvolveu sim essa parte da história, mas não tanto quando seria o ideal, ou seja, o leitor colhia apenas migalhas de tais lutas enquanto o prato principal era apenas um relacionamento entre uma adolescente que perdeu os pais e um ser imortal que quer acabar com sua imortalidade para ficar ao lado de sua amada. 

Os personagens evoluíram um pouco. Kate não está tão mimada e introspectiva quanto no primeiro livro e o acréscimo de Violette e Arthur à história teve grande importância para os acontecimentos futuros, dando um ar mais aristocrático e misterioso à obra, afinal, não é todo dia que você pode ir ao cinema com uma mulher que já estava viva quando as artes cênicas surgiram. 

Até onde você iria para recuperar aquele que ama?

Minha garganta ficou apertada. Ele tinha dito aquelas três palavras mágicas. Em voz alta. Quando percebeu minha expressão atordoada, os cantos de sua boca se curvaram num sorriso.
- Mas você já sabia, não é?
Pág.: 95

O final foi o que realmente me agradou e acabou salvando a obra. Temos cenas de lutas, traições de pessoas que não esperávamos, a perda de um grande amor e acima de tudo, aquela sensação de que o mundo está acabando e que se não conseguirmos colocar as mãos na continuação do livro ele pode realmente acabar. Apesar de tudo que foi dito, estou ansioso para o próximo volume da série, afinal, com esse final é impossível não ficar curioso. Só espero que Amy Plum não cometa o mesmo erro de focar muito no romance e esquecer de contar uma história realmente envolvente. 

A edição está perfeita. A capa possui arabescos em prata, efeito que também é aplicado na lombada e parte traseira. As páginas são amarelas e a diagramação está muito bem feita, contendo um espaçamento entre linhas que facilita a leitura e uma fonte de tamanho médio. A revisão está impecável, exceto por um pequeno errinho de digitação, mas nada que vá atrapalhar a leitura. Recomendo que cada um leia para tirar as próprias conclusões sobre a obra. 

Abraços,
  Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 10º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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