Ai, Meus Deuses! - Tera Lynn Childs


Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Hoje vou falar um pouco de uma história que promete arrematar os fãs de mitologia grega. Apesar da grande quantidade de livros e filmes que abordam esse tema, acredito que ele faz parte dos que dificilmente se tornará batido, pois permite abordagens capazes de agradar aos mais variados públicos. Tera Childs traz a imponência dos Deuses gregos ao universo colegial e nos mostra como seria se uma adolescente nothos (terminologia usada para aqueles que são sem poderes) tivesse que se mudar para uma ilha onde todos tem dons extraordinários, exceto ela e sua mãe.






A vida de Phoebe Castro vira do avesso quando sua mãe anuncia que irá se casar com um estranho misterioso. Para completar, as duas terão que se mudar para o outro lado do mundo: a Grécia! Phoebe terá que dizer adeus ao sonho de cursar a mesma universidade que suas melhores amigas... Como se tudo isso não bastasse, ela ainda terá que frequentar uma escola superexclusiva na qual seu padrasto é o diretor. E os alunos são tudo, menos comuns —são descendentes dos deuses gregos e com direito a superpoderes! Se Phoebe achava o ensino médio difícil, ela já sabe que a vida ali vai ser um sofrimento de matar.





Phoebe sempre foi uma ótima atleta e tudo em sua vida era perfeitamente pacato e previsível, seu único anseio era conseguir uma bolsa de estudos na universidade USC para poder cursar Medicina do Esporte e continuar vendo suas duas melhores amigas de infância diariamente, mas tudo muda quando sua mãe viaja para uma reunião de família na Grécia e retorna noiva de um homem.

Agora que será obrigada a se mudar para uma ilha grega, Phoebe percebe que seus planos para o futuro podem sofrer sérias alterações se ela não tirar boas notas na nova escola e conseguir se destacar no time de corrida, contudo, isso não será fácil em um colégio onde todos os alunos são descendentes de Deuses gregos e dotados de superpoderes. Como se tudo isso não bastasse, seu padastro é o diretor, sua nova irmã é uma megera que não mede esforços para tornar sua vida um verdadeiro inferno, o cara de quem ela gosta tem uma personalidade instável, seu novo melhor amigo quer ser um pouco mais que isso, sua nova amiga odeia o cara por quem ela tem uma queda e como a existência de deuses é um segredo inviolável, ela não pode contar com a ajuda das amigas de infância para lidar com tudo o que está acontecendo. Você achava seu dia-a-dia complicado? Espere até conhecer o de Phoebe.

E se eles realmente existissem ?

O cursor fica piscando na tela à minha frente. Não sei o que falar. Quero dizer, Troy está sendo super legal comigo, mas...por quê? Quero que um garoto seja super legal comigo? Claro, ele é bonitinho, gentil e tudo que eu deveria querer num menino, mas eu quero? Quando na história as meninas gostam dos meninos que deveriam gostar?
Pág.: 117

A história possui um enredo simples com uma abordagem focada em conflitos colegiais. A mitologia acaba ficando em segundo plano por diversos momentos, sendo evidenciado somente o fato dos jovens terem poderes. Apesar da hierarquia do colégio ser dividida de acordo com o Deus de quem cada um é filho, ela é muito semelhante a de um colégio normal: populares ( Zeus e Hera), geeks (Hefesto), encrenqueiros (Hades), e assim por diante. Alguns pontos do contexto são pouco trabalhados e nem um pouco convincentes, confesso que no decorrer do livro fiquei esperando o momento em que compreenderia o que levou a mãe de Phoebe a se casar com um estranho que ela conhecia há pouco tempo, e confesso que estou até agora esperando o momento em que vou entender isso.

A personagem principal me agradou muito, apesar de ser a única diferente em um lugar completamente estranho, ela tenta prosseguir com seus objetivos mesmo tendo que lidar com obstáculos como o fato de ser menos resistente que os demais descendentes dos Deuses. Phoebe é uma atleta exemplar e pode ser um incentivo a todos os leitores que gostam de praticar exercícios físicos ou que estão afim de começar, vê-la descrever como essa atividade traz uma sensação boa é capaz de despertar uma vontade de levantar da cama e fazer o mesmo.

Autora

Meus joelhos ficam meio fracos por ficar tão perto dele. Não importa quantas vezes eu tenha dito ao meu coração que aquele cara era uma F-U-R-A-D-A, o mesmo coração ainda bate mais rápido sempre que penso nele. Posso sentir a adrenalina atravessar o meu corpo - preparada para fugir se o nível de constrangimento transbordar até a zona proibida.
Pág.: 148

Apesar de possuir alguns pontos que não me convenceram, este é o tipo de história que você lê em um único dia por ser leve e divertida. Ao abrir este livro perdemos a noção do tempo e, por conter um enredo que não exige muito do leitor, a leitura dele é bastante fluida. Acredito que Ai, Meus Deuses! é o livro perfeito para ajudar a curar uma ressaca literária, para presentear um amigo sem medo de que o final não o agrade, ou para ler enquanto aguarda ansiosamente a compra de livros do mês chegar.

A capa foi a primeira coisa me chamou a atenção, ela é linda e o título que nos remete a uma expressão muito utilizada por todos nós quando percebemos que algo não vai dar certo foi uma jogada de mestre, vez que ela é totalmente voltada ao tema. A diagramação está impecável, as páginas são de um tom amarelado, as letras possuem tamanho mediano e existe um bom espaçamento entre as frases, sem contar que não encontrei erros de revisão. Leitura recomendada.

Abraços,
  Tamires Souza
TAMIRES DE SOUZA
É Resenhista aqui no Vida De Leitor. Desenvolveu sua paixão pela leitura ainda criança através de revistas em quadrinhos e desde então não vive sem um livro dentro da bolsa. Recém formada e sonha um dia cursar uma faculdade de Direito. Seus livros favoritos são: Série Rangers Ordem dos Arqueiros, A Seleção e a Série A Mediadora
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