Quadrinho: Bom de Briga - Paulo Pope


Hey pessoal, tudo bem?

Trago hoje a resenha de mais um quadrinho para vocês. Dessa vez estou falando de Bom de Briga, lançado pela Quadrinhos na Cia., selo da Companhia das Letras especializado nesse gênero literário. Confesso que minha opinião sobre a obra ficou bastante dividia, vez que o mesmo apresenta uma história bacana, personagens inusitados e diferentes dos que encontramos em livros do mesmo gênero, mas que acaba sendo ofuscada pela estranheza do traço (desenho), principalmente nas fisionomias dos personagens.






Os monstros tomaram a cidade de Arcopolis, sequestrando as crianças para seu submundo nefasto e instaurando um reinado de terror. Apenas um homem pode salvar Arcopolis: o vigilante Haggard West, um misto de cientista e super-herói que patrulha as ruas da cidade. Infelizmente, Haggard West está morto. Após a morte de seu herói, Arcopolis acorda em pânico. A cidade está desesperada, mas os deuses reagem à altura, enviando o garoto Bom de Briga para salvar o dia e derrotar os monstros. O semideus, que tem apenas doze anos e está tão surpreso quanto a população de Arcopolis, precisará se aliar à filha de Haggard West enquanto descobre seus próprios poderes e se prepara para a batalha final. É hora de conhecer um novo e eletrizante herói.


A história se passa na cidade de Arcopolis, um lugar sombrio, que vive sendo ameaçado por criaturas humanoides de outro planeta, cuja única proteção reside no vigilante Haggard West. Contudo, uma série de acontecimentos faz com que ele seja morto e sua filha assuma seu papel como vigilante. Longe dali, em um lugar habitado por deuses, Bom de Briga recebe a missão de vir para a Terra e se tornar um herói, ato que constitui uma espécie de rito de passagem para seu povo, vez que seu pai é um dos heróis mais conhecidos da galáxia. Com poderes inusitados, que são providos por camisas (você não leu errado, são camisas mesmo), e uma personalidade que pode agradar ou não os leitores, Bom de Briga está para enfrentar um inimigo inesperado. O destino de Arcopolis está em suas mãos. 

Bom de Briga 
"Que tipos de sonhos sonha um Deus-Garoto? Que tipo de Pesadelos?"
Pág. 202

Os personagens são pouco desenvolvidos, mas pelo que pude notar essa obra faz parte de uma série, então penso que o autor fez isso propositalmente para que não assuste o leitor com muitas informações de uma vez só. O protagonista consegue ser cativante e ao mesmo tempo chato. Em alguns momentos ele demonstra uma atitude madura para sua idade, mas em outras situações ele não passa de, literalmente, um "filhinho de papai" que não consegue fazer nada sozinho sem ajuda, mesmo sendo filho de um Deus e tendo poderes sobre-humanos. Gostei muito de Haggard, que apesar de não ter muito destaque, vez que a história gira em torno de sua morte, conseguiu em poucas páginas se mostrar competente e um verdadeiro herói, mesmo não seguindo os padrões da classe. 

Como disse no começo do texto, o traço dessa obra não é bonito, chegando em alguns momentos ser até mesmo grosseiro. Contudo, penso que essa foi a intenção do autor e, mesmo não sendo chamativo, cumpre seu papel ao mostrar seres disformes e monstros de aparência tenebrosa. A edição de uma forma geral está muito bem feita, contendo folhas em papel revista e uma capa em papel cartão com brilho. O tamanho da fonte utilizada não é nem muito grande, nem muito pequena, o que ajuda na leitura. Não achei erros de revisão, ou tradução, aparentes. Recomendo que cada um leia e tire suas próprias conclusões, afinal, mesmo não gostando muito da obra, ela pode ser ótima e favoritada por outros. 

Abraços,
  Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 9º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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