Infinity Ring: A Maldição dos Ancestrais - Matt de La Peña


Saudações, caros leitores, como vocês estão?

Amor e ódio são as melhores palavras para definir a minha leitura. Apesar de gostar bastante da série infanto-juvenil Infinity Ring, A Maldição dos Ancestrais, escrito pelo Matt de La Peña, acabou não me conquistando. Porém, percebemos um avanço na trama, que por sinal, tornou-se mais pessoal e sentimental, e ao mesmo tempo enigmática. Confira as resenhas dos anteriores a este clicando AQUI.


Quando Dak, Sera e Riq chegam ao próximo destino em sua jornada para consertar falhas históricas, são recebidos por uma tempestade. Eles estão na península de Yucatán, lar dos antigos maias, na época da chegada dos colonizadores espanhóis -ou pelo menos deveria ser assim. Sera tem certeza de que programou o Anel do Infinito corretamente, mas eles parecem estar séculos adiantados. Enquanto tentam descobrir o que aconteceu, os três jovens desconfiam que talvez exista um motivo para estarem ali: bem naquele momento os anciãos da aldeia estão escrevendo um códice importantíssimo, que travaria o destino daquele povo para sempre. Na escola, Dak e Sera haviam aprendido que os maias eram uma civilização violenta e cruel, mas talvez a história e a cultura daquela sociedade tenham sido mal interpretadas...





Afim de corrigir várias fraturas na linha temporal da história, Dak, Sera e Riq partem em uma aventura arriscada, cujo objetivo é prevenir o cataclismo, uma destruição sem igual que poderia assolar a Terra. Assim sendo, depois dos acontecimentos em O Alçapão, os viajantes do tempo acabam desembarcando em terras maias, porém, sem ter ciência de qual ano estão e até mesmo o porque de estarem ali. Em meio a um desastre que deixou Dak calado inconsciente por alguns dias, Sera e Riq terão o árduo trabalho de solucionar um complicado enigma que foi mostrado no SQuare quando o trio havia chegado ali, além de terem que estabelecer bases fortes para o surgimento da filosofia empregada pelos Guardiões da História no continente Americano, uma vez que, como eles haviam desconfiado, ainda não existiam nessas terras.  

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Matt de La Peña, autor do livro

"Ele nunca tinha falado sobre aquilo com os outros. E talvez nunca falaria. O fato era que a visita ao ano de 1850 tinha sido complicada demais para Riq. Ele fora obrigado a interferir na própria árvore genealógica, o que podia significar que sua família no presente não existia mais. Ele mesmo poderia deixar de existir se voltasse ao século XXI. Riq não conseguia nem imaginar qual das duas possibilidades era mais assustadora."
Pág. 64

Ao contrário dos volumes anteriores, em A Maldição dos Ancestrais encontramos uma trama mais centrada nos problemas pessoais do trio, sobretudo, nos da Sera, uma vez que em uma das suas viagens sozinha, ela acaba vivenciando o Cataclismo. É sobre essa base que o enredo vai sendo desenvolvido, com uma seriedade absurda e inacreditável, impondo o que ela viu nesse acontecimento e o que isso pode resultar como um dos longos mistérios apresentados durante o desenrolar dos fatos. Fora isso, deparamos com uma eminente desistência de Riq em relação as missões, dado que após os acontecimentos em O Alçapão ele não vê mais uma significância em continuar diante de um futuro incerto, estabelecendo que as pessoas e seus amigos são mais importantes que as viagens. 

Como nunca havia lido nada do autor, fiquei impressionado com a fluidez que encontramos em sua escrita, posto que é bastante cativante. Narrado em terceira pessoa, nessa trama nos deparamos com uma certa evolução quanto as atitudes de certos personagens. Contudo, Dak ainda continua sendo aquele bebezão brincalhão de sempre, chegando até certo ponto, irritar tanto os seus amigos, quanto nós leitores. Entretanto é inegável dizer que ele ainda é uma importante descontração usada para não deixar a história muito séria, já que mesmo ele sendo irritante em uma parte, em outra nos pegamos dando risadas de suas tiradas. Ademais, o Códice de Pacal tem uma suma importância durante todo o enredo (claro que não irei entrar em detalhes para não soltar spoilers).

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Capa estadunidense do quinto volume | Tudo indica que a editora continuará usando esses modelos

"– Acredito que tudo o que existe vem da terra. Inclusive eu e você. Até a mais complexa invenção humana existiu em algum momento no nosso solo. Ninguém tenta fazer nada a partir do ar. Nós usamos os elementos já existentes, nascidos da terra, e os combinamos de outras formas. O progresso é uma simples questão de organização e criatividade."
Pág. 79

Achei o final um pouco previsível, tanto que desde o meio do livro já podemos ter um vislumbre do desfecho. A obra é pequena, 208 páginas ao todo, o que juntamente com a escrita do autor, faz com que a leitura seja feita em apenas um dia, como aconteceu comigo. O quinto volume, A Caverna das Maravilhas, de Matthew Kirby, tem seu lançamento previsto para agosto de 2014, assim sendo, fico no aguardo.

A diagramação segue os mesmos moldes dos livros anteriores, portanto, encontramos uma fonte com um agradável espaçamento entre as linhas e bom tamanho. A edição conta com páginas amareladas e os títulos e ilustração presentes na capa seguem o mesmo modelo da estadunidense, ou seja, envernizados. Sobre a revisão: não encontrei nenhum erro.

- Caso queira ler um trecho do livro, clique aqui.

Abraços,
Gustavo Demétrio
GUSTAVO DEMÉTRIO
É Resenhista e CDC aqui no Vida De Leitor. Um ávido leitor que sonha um dia se tornar um Arquiteto de renome. Admirador do universo e grande fã do Stephen King. Seus livros favoritos são: Série Torre NegraTigana, Sherlock Holmes Sob a Redoma. 
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