A Guerra dos Fae: Chamado às Armas - Elle Casey

Saudações, caros leitores, como vocês estão?


No começo desse ano eu havia lido As Crianças Trocadas, primeiro volume da saga A Guerra dos Fae, do qual havia gostado, como podem perceber na resenha do mesmo - aqui. Contudo, alguns aspectos quanto a trama não me agradaram em Chamado às Armas, sobretudo, alguns clichês já apresentados em outros livros.


Chegou a hora da guerra no segundo volume da série "A Guerra dos Fae! Em Chamado às Armas", os Fae da luz são convocados a fazer uma importante mudança e treinar seus dons mágicos para enfrentar os Fae das Trevas. Jayne Sparks e seus amigos Spike, Chase, Finn e Becky estão na iminência de uma guerra sangrenta e devem sofrer uma mudança, como crianças trocadas, para serem membros dos Fae da Luz com identidades mágicas. Poderão se transformar em elfos, ninfas, daemons, íncubos, anões e duendes verdes, querendo ou não aceitar suas novas identidades, desapontando-se com elas ou não. Como será resolvida a questão entre os Fae da Luz e os Fae das Trevas? Serão Jayne e seu grupo de amigos capazes de dar conta de uma missão tão espinhosa? Muitas respostas a estas perguntas, e outras tantas que foram provocadas pelo primeiro volume da série, serão respondidas aos leitores. E surgirão novos e fascinantes enigmas.



Continuando exatamente do ponto onde a trama havia parado no primeiro volume, em Chamado às Armas vemos a conclusão da decisão que Tony havia tomado no final do livro anterior, de não se tornar uma Criança Trocada, consequentemente, tendo sua memória apagada e sendo designado a voltar para casa. Depois de alguns falatórios, havia chegado a hora de Jayne, Spike, Chase e Finn descobrirem de qual raça dos Fae eles pertencem. Para isso, foi utilizado um amuleto que interage com o sangue deles, responsável pela ativação de seus lados Fae. Havia um porém, Jayne, que havia emitido uma luz estranha, mostrando que possivelmente ela seja diferente dos demais. Já cientes de quais espécies são, eles serão treinados por representantes de sua respectiva linhagem, para assim poderem confrontar diretamente os Fae das Trevas. Irão eles conseguir?

"O belo penetra por toda parte, mesmo no silêncio e nas trevas." - Helen Keller *
"Aquela que estão procurando? Procurando para quê? Não reconheci a quem pertenciam aquelas vozes, mas deu para notar que uma era masculina e outra feminina. A palavra "eliminar" soava ameaçadora. Estariam se referindo a crianças trocadas? Fae? Será que estou na lista de eliminação deles? Meu coração batia tão alto, que tive medo de que eles ouvissem. Rezei para que continuassem andando e não decidissem, de repente, que precisavam fazer xixi ou algo do gênero."
Pág. 38

Parece maldição, não há mais explicação científica para o fato de quase todo segundo livro de série ser pior que o primeiro! O primeiro volume me conquistou a ponto de colocá-lo como um dos meus favoritos, porém, Chamado às Armas acabou ficando bem mediano quanto a minha classificação. Digamos que alguns aspectos quanto a protagonista deixaram a desejar e não me convenceram. A personalidade de Jayne bipolar em As Crianças Trocadas chegava a ser divertida, justamente por suas falas trazerem um pouco de realismo, afinal, o ser humano nem sempre se mantém em diálogos formais. Mas neste livro percebemos que seus falatórios são oscilantes, ora formais, ora desbocados, deixando transparecer algo forçado, uma vez que isso acontece de uma linha para a outra.

As características narrativas continuam as mesmas, portanto, os fatos são apresentados sobre o ponto de vista da protagonista. Um dos aspectos que chamou minha atenção neste volume foi justamente o aproveitamento e aprofundamento na trama, principalmente o que tange o passado do povo da floresta, expondo mais detalhes e interpretações dos mesmos. Apesar da criatividade, inovação foi uma palavra que faltou nessa trama, venhamos e convenhamos, seria tão louvável vermos um personagem secundário crescer adequadamente durante o decorrer da leitura, assim como aconteceu com Jared no livro anterior, sem tornar tanto o enredo, quanto as personalidades dos personagens, previsíveis demais, afinal, esperamos ser surpreendidos, não levados a coisas dedutíveis.

Elle Casey, autora do livro
"- Não! Você faz o que é certo para você. Ele faz o que é certo para ele. Às vezes, o que é certo os reúne. Às vezes, separa. A única coisa que você tem é a honestidade. Seja honesta consigo mesma agora. Qual é seu desejo mais profundo?"
Pág. 295

Chamado às Armas tem seus pontos fortes e fracos, o que culmina em um livro mediano, porém não deixa de ser uma boa leitura, justamente por termos seres fantásticos. A série A Guerra dos Fae é composta  por quatro livros, dessa forma não temos um final definitivo e comentar sobre o deste seria um grande spoiler. Darkness & Light, em tradução literal: Escuridão & Luz, é o nome do terceiro volume.

A diagramação emprega as mesma características apresentadas no primeiro livro, consequentemente contamos com um tamanho de fonte mediana e um agradável espaçamento de linhas. A edição conta com uma ilustração na capa que a meu ver poderia ter sido mais trabalhada, a obra também possui páginas amareladas e títulos com verniz localizado. Em relação a revisão, não encontrei erros. Recomendo que cada um leia e tire suas próprias conclusões.

*Créditos da imagem por CassiopeiaArt.

Abraços,
Gustavo Demétrio
GUSTAVO DEMÉTRIO
É Resenhista e CDC aqui no Vida De Leitor. Um ávido leitor que sonha um dia se tornar um Arquiteto de renome. Admirador do universo e grande fã do Stephen King. Seus livros favoritos são: Série Torre NegraTigana, Sherlock Holmes Sob a Redoma. 
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