Resenha + Promoção: O Peculiar - Stefan Bachmann

Saudações, caros leitores, como vocês estão?

Desde que li sua sinopse, minha vontade de ler O Peculiar foi só aumentando, pois já vinha mantendo altas expectativas para esse infanto-juvenil que começou a ser escrito quando Stefan Bachmann ainda tinha 16 anos de idade em 2010. Sendo "parte romance gótico, parte mistério e aventura steampunk", essa obra acabou indo além do que eu esperava e o resultado foi excelente e apreciável, superando muito minha expectativa quanto a sua trama. 






Parte romance gótico, parte mistério e aventura steampunk. Após a invasão do mundo pelos seres mágicos, as fadas foram aceitas entre os mortais, mas os mestiços não têm lugar. Os irmãos Barthy e Hettie vivem com medo. Tudo piora quando Peculiares são encontrados, ocos, boiando no Tâmisa. Mas eles estão seguros em Bath, não? Talvez... Se não fosse pela misteriosa dama em veludo ameixa que aparece na vizinhança. Quem é ela? E o que quer?







Nos confins das grandes ruínas da antiga Bath - cidade que havia sucumbido da noite para o dia -, um novo tipo de sociedade havia desembarcado na Inglaterra. As fadas haviam chegado. Assim, um conflito que ficou conhecido como a Guerra Sorridente havia começado - humanos contra seres mágicos, como goblins, sátiros, gnomos, espíritos e os seres brancos. Entretanto, esses seres acabaram perdendo a guerra e algumas foram mortas, outras capturadas e algumas começaram a reerguer uma Nova Bath. Porém, mesmo assim elas seriam controladas pelo Parlamento Inglês, que por sinal, havia classificado a magia como uma doença, assim, como forma de bloquear tais poderes, foi descoberto que sinos poderiam cessá-los, caso tocassem a cada quinze minutos, mas por precaução, ficou decidido o tempo de cinco minutos.

Assim, depois de se instalarem na Inglaterra e em Nova Bath, as fadas já faziam parte das indústrias e  eram forçadas a tal trabalho, porém, as superiores, como os Sidhe, acabaram com cargos altos na sociedade. Depois de algum tempo, acabamos conhecendo Bartholomew e Hettie Kettle, ambos irmãos eram medonhos, ou como alguns dizem, Peculiares: crianças oriundas da união entre mortais e fadas, além de serem conhecidos pela sua feiura latente e visível. Sendo assim, eles viviam em um cortiço das fadas no Beco do Velho Corvo as escondidas, junto com sua mãe que a todo custo os alertavam dos perigos que eles corriam: Não sejam notados e não serão enforcados. Eis que foram encontrados no Tâmisa nove corpos de crianças em estados bizarros, todos ocos, e uma investigação é instaurada, sendo ela liderada pelo Sr. Arthur Jelliby. Quem estava por trás disso? Qual era seu objetivo? 

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Stefan Bachmann, autor da obra
"- Cavalheiros, tais questões são realmente preocupantes. Mas dizer que as fadas estão matando os medonhos? É lamentável. Não vou ficar sentado em silêncio enquanto a culpa por outros infortúnios da Inglaterra recai sobre as fadas. Elas são cidadãs! Patriotas! Já se esqueceram de Waterloo? Onde a Inglaterra estaria sem nossas corajosas tropas de fadas? Nas mãos de Napoleão, com todo o império. E a América? Se não fosse pelo esforço incansável de trolls e gigantes, forjando nossos canhões e produzindo nossas balas de mosquete no infernal calor das fábricas, construindo nossos navios de guerra e armas, ainda seria uma nação rebelde. Devemos muito às criaturas mágicas."
Pág. 36

Por se tratar de um livro introdutório, a narrativa que encontramos em O Peculiar possui esbanjadoras descrições de elementos presentes nos cenários que a trama está sendo desenvolvida. Assim, ela é feita em terceira pessoa e sob os pontos de vista de Bartholomew e Arthur Jelliby, sendo intercalada a cada capítulo até o encontro dos dois personagens. Além disso, pelo fato dela ser bem detalhada - o que pode acabar confundindo alguns leitores -, não encontramos muitos diálogos entre os personagens e alguns parágrafos são muito grandes. Ademais, o autor soube gerar dúvidas no leitor quanto alguns acontecimentos, o que, de uma forma ou de outra, acabou servindo como impulsionadores, uma vez que queremos saber o que vai acontecer nas próximas páginas. 

A trama, por sua vez, foi um dos melhores pontos da minha leitura. Ela é bem receptiva e não passamos pelo "processo de adaptação", como ocorre com alguns livros. A forma como o autor vai mesclando vários gêneros é notável e nada cansativo, mesmo que esta esteja lotada de detalhes. O steampunk presente não é fator exclusivo da obra, ou seja, ele está presente unicamente para dar fundamento ao mundo sob o qual a trama é desenvolvida, servindo apenas como plano de fundo e um complemento a mais para o embasamento dos cenários. Ademais, ele misturou acontecimentos históricos com uma pitada de ficção, como vocês podem perceber no primeiro quote. 

Os personagens são bem construídos e achei interessante como Stefan mostrou o estado que as fadas se encontram, assim como suas diferenças de classe dentro da própria sociedade das fadas. Ademais, eles são bem ousados e repudiam os Peculiares, outro ponto a ser lembrado, visto que é por meio deles que percebemos o preconceito existente, além do medo do desconhecido em ambos os mundos. 

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Capa estrangeira do próximo volume, The Whatnot
"Era uma cidade bem diferente de Bath, isso estava claro, mas Bartholomew não achou que parecia muito alegre. Sua mãe provavelmente só gostava dela porque não havia tantas fadas ali. Mas ele viu algumas - aquelas na iluminação da rua, um duende pastoreando um rebanho de cabras e alguns spriggans* que trabalhavam como domésticas andando depressa pela calçada, com olhos cansados e cestos cobertos com panos. Bartholomew pensou ter visto uma ou duas bengalas mágicas, do tipo que cantam com vozes doces. Mas isso foi tudo. Não havia raízes dançantes ou rostos nas portas, e nada de árvores. Nem mesmo uma videira para se escalar os muros de pedra cobertos de fuligem. A cidade parecia toda feita de máquinas e fumaça."
Págs. 227/228

Por ser um livro pequeno, 272 páginas, alguns devem pensar que o autor pode acabar deixando alguns furos na trama, como explicações de alguns fatos. Contudo, ele soube argumentar e desenvolver a trama muito bem e no final deixou algumas coisas em aberto para que sejam explicadas no próximo volume, intitulado de The Whatnot. 

A diagramação está simples, porém a cada inicio de capítulo há uma ilustração de uma pena. Além disso, a edição está bem trabalhada, uma vez que contamos com páginas amareladas, um tamanho de fonte razoável e uma bela capa com alto-relevo no nome e nos desenhos ilustrativos. Sobre a revisão, encontrei somente um erro, onde a palavra "todo" não estava no plural. Leitura mais que recomendada!

Caso queira ler um trecho de O Peculiar, clique AQUI

*Criaturas lendárias do folclore da Cornualha (Nota do Escritor).

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Abraços,
Gustavo Demétrio
GUSTAVO DEMÉTRIO
É Resenhista e CDC aqui no Vida De Leitor. Um ávido leitor que sonha um dia se tornar um Arquiteto de renome. Admirador do universo e grande fã do Stephen King. Seus livros favoritos são: Série Torre Negra, Sherlock Holmes Sob a Redoma. 
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