Desculpe, nos conhecemos de outro livro?


Saudações, caros leitores, como vocês estão?

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que o presente texto nada mais é que minha humilde opinião. Não estou criticando o gosto literário, autores ou religião de ninguém. Estou apenas propondo uma discussão saudável e expondo o meu ponto de vista sobre o assunto. Espero que gostem e participem da discussão nos comentários.

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Alguns podem discordar, mas sabemos que o mundo literário está sofrendo com falta de originalidade quanto aos aspectos da trama, podendo prolongar esse assunto até para o âmbito do marketing, que por sua vez, está diretamente ligado a forma como regemos uma boa parcela da economia. O que acontece quando o que mais temos no mercado editorial, são clichês levemente modificados?

Já é sabido que o visual estético do livro, capa e edição, acabam, de certa forma, influenciando na decisão da compra, dado que a primeira impressão que temos sobre a obra é basicamente decorrente da arte da capa. Contudo, é perceptível a falta de originalidade e da captação da verdadeira essência na mesma, algo que acontece muito em romances - vide os do Tio Nicholas Sparks -, visto que parece que há um padrão a ser seguido, ou seja, um casal com aqueles olhares vidrados um no outro e como plano de fundo uma bela paisagem representando o estereótipo da perfeição; claro que há algumas exceções que não seguem esses aspectos. Contudo, sabemos que o real objetivo é chamar a atenção e, por mais eloquente  que sejam, elas conseguem atingir, sobretudo, o público feminino que muitas vezes é o alvo de tal tipo de livro.


O interessante de um livro, são as imensas possibilidades de esbanjar criatividade, exploração e/ou criação (por que não?) de uma temática. Entretanto, o que acontece é que alguns escritores, assim como seus leitores, acabam virando reféns de um determinado elemento literário, o que conhecemos como "zona de conforto". Tais acontecimentos são muito recorrentes na nossa sociedade, posto que é visível a onda de novos lançamentos carregando seres sobrenaturais obsoletos e que já tiveram seus momentos de glória. Apesar disso, devemos considerar que alguns enredos trazem esses personagens, porém, com um proposta diferenciada, digo, inovadora, o que muitas vezes não acaba conquistando todos. E, é por meio disso, que considero o papel do marketing importante em consequência de sua ampla divulgação, porém, de forma harmônica e convidativa, sem afastar o leitor pelo excesso (vide proposta da Nova Ordem, que de tanto forçarem e exagerarem no marketing acabaram por afastar alguns leitores). 

Outro ponto a ser destacado é o fato do bem sobrepor o mal. Se pensarmos por um lado, esse é propósito de todos os enredos. Porém, se pensarmos por um ângulo mais filosófico, percebemos eles são meras criações mentais que dependem da nossa interpretação de quem é o vilão ou o herói, já que ambos os lados tem ideologias diferentes e, obviamente, conflitantes; uma vez que isso acontece, não podemos definir quem é o bem ou o mal verdadeiro. Além disso, apesar da definição clássica dos seres sobrenaturais serem quase sempre as mesmas, eles sofrem algumas adaptações que fazem com que criaturas que antes eram assustadoras tornem-se amigáveis a ponto de viver entre nós - clique aqui para ver mais sobre a alteração dos seres sobrenaturais ao longo da história. As readaptações são necessárias para dar um novo aspecto às histórias e fazer com que os leitores se sintam mais próximos desse mundo, mas me incomodo com o fato deles perderem algumas características.

Créditos na Imagem

Para não deixar esse texto muito grande, escolhi somente os principais exemplos, tais como escolha de gênero, em que há maiores ocorrências de clichês. Sendo assim, percebemos que o tempo todo somos bombardeados com ideias já pensadas, mas que de alguma forma, conseguem serem desenvolvidas e comercializadas da mesma forma. Uma das características mais marcantes dos seres humanos é justamente sua incrível curiosidade sobre o desconhecido, podendo estabelecer a imaginação, impulsionando a ato da criação. Assim sendo, proponho novas experiências literárias: que tal ler um livro de um gênero que nunca leu? Ou pedir indicação de um livro para um amigo que possui um gosto literário diferente do seu?

*Créditos à cooperação da resenhista Tamires Souza que deu sua opinião em alguns pontos.

Abraços,
Gustavo Demétrio
GUSTAVO DEMÉTRIO
É Resenhista e CDC aqui no Vida De Leitor. Um ávido leitor que sonha um dia se tornar um Arquiteto de renome. Admirador do universo e grande fã do Stephen King. Seus livros favoritos são: Série Torre Negra, Sherlock Holmes Sob a Redoma. 
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