Promoção + Resenha: Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo - Benjamin Alire Sáenz


Hey pessoal, tudo bem?

Quem acompanha o blog sabe que tenho uma certa dificuldade em resenhar livros que gostei, então imaginem o aperto que estou passando para conseguir colocar em palavras o que senti durante a leitura desse livro. Aristóteles e Dante... é um livro que conseguiu despertar em mim quase todas as emoções inerentes ao ser humano. Benjamin Sáenz, por meio de sua narrativa, conseguiu me fazer amar seus personagens, odiar certos conceitos, sentir medo quando nos deparamos com acontecimentos impactantes e, acima de tudo, ele conseguiu me fazer torcer por um final feliz. Façanha que nenhum autor conseguiu atingir em um bom tempo.

É extremamente recomendado que esta resenha seja lida ao som de La Bamba  :)




Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão. Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas - e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo.






O livro conta a história de Aristóteles - Ari - e Dante, dois jovens de 15 anos que possuem personalidades completamente opostas e se tornam amigos inseparáveis. Ari é um adolescente introspectivo que acha que nasceu para viver uma vida que não era dele, pois, como ele mesmo diz, "o problema da minha vida é que ela tinha sido ideia de outra pessoa". Conturbado pelo passado de sua família e com saudades do irmão mais velho que está preso, ele não se enquadra em nenhum grupo na escola e não possui amigos, tendo como passatempo favorito a solidão. Dante já é completamente oposto. Sorridente e de fácil conversa, ele consegue conquistar todos ao seu redor com seu jeito leve e extrovertido, o que foi fator determinante para que conseguisse quebrar todas as barreiras que Ari criou em torno de si.

Como o próprio título do livro diz, a história - que se passa em 1987 - mostra como dois garotos descobrem, juntos, os segredos do universo e, ao contrário do que muitos pensam, para eles, os segredos estão nas pequenas coisas do nosso dia-a-dia, como um abraço de sua mãe, segurar a mão de alguém, o primeiro beijo, a aceitação de sua sexualidade, caminhar na chuva ao lado de uma pessoa que ama e, por último, mas não menos importante, que não se deve ter vergonha de amar.

Quem já sentiu vergonha de amar? Ou se sentiu como se estivesse vivendo a vida de outra pessoa? 
"Era engraçado, focado e impetuoso. Quer dizer, podia ser impetuoso. E não tinha nenhuma maldade. Eu não entendia como alguém podia viver em um mundo mau e não absorver um pouco dessa maldade. Como um cara é capaz de viver em um pouco de maldade?"
Pág. 28

Como disse no começo deste texto, a narrativa de autor conseguiu me conquistar mais do que a história em si. Ele possui um jeito leve e despretensioso ao mesmo tempo que nos coloca para pensar em coisas que acontecem o tempo todo, mas que nunca reparamos ou paramos para ponderar sobre. Outro fator que contribuiu para a excelência da obra foram os diálogos, o que chegou até a me surpreender um pouco, vez que o autor trabalha com um diálogo mais rápido e sentenças curtas, sendo que prefiro parágrafos e conversas mais desenvolvidas. Mas foi justamente isso que me surpreendeu e cativou, pois ele conseguiu me envolver e me fez imaginar todas as cenas e diálogos de forma rica e detalhada por meio de um texto simples. Sinceramente? Não é qualquer um que consegue fazer isso.

Os personagens são muito bem trabalhados - achei dois deles um pouco irrelevantes para a história, mas entendo o papel de cada um -, principalmente Ari, vez que toda a história é narrada sob seu ponto de vista. Me identifiquei MUITO com a visão de mundo desse personagem, principalmente no que tange à solidão do ser humano. Muitas pessoas pensam que só porque alguém está sozinho, quer dizer que está solitário, e essa é a concepção mais errada que já vi. Claro, algumas pessoas sentem uma necessidade incompreensível de estar sempre em um relacionamento para que sejam felizes, mas isso não quer dizer que todo mundo precisa estar para alcançar tal status. O que há de errado em ir ao cinema sozinho ou passar um tempo com você mesmo, pensando em coisas esporádicas ou refletindo sobre a vida?

Benjamin Alire Sáenz
"Ao me ver vasculhar o céu através das lentes de um telescópio, Dante cochichou:
- Um dia vou desvendar todos os segredos do Universo.
Achei graça.
- E o que você vai fazer com esses segredos, Dante?
- Saberei quando chegar a hora - respondeu. - Talvez mudar o mundo.
Acreditava nele."
Pág. 54

A única critica que tenho para com a obra é uma determinada cena quando um personagem (não lembro o nome e não anotei, pois ele é completamente insignificante para a história) vai à casa de Ari para oferecê-lo heroína. O que me incomodou tanto nessa cena foi que ela é completamente desnecessária e sem nexo. Um personagem que até então não tinha relevância nenhuma para a história bate na porta dele, oferece a droga e depois some e não é mais citado no livro. Não sei o que o autor quis transmitir com essa passagem, mas a meu ver, foi bem sem sentido. Contudo, é o que sempre digo, minha opinião não é a verdade absoluta e cada pessoa que leu ou lerá a obra terá uma opinião diferente. 

A edição está simplesmente perfeita. A arte da capa é muito bem elaborada e os tons utilizados estão em perfeita harmonia, dando um ar um tanto quanto abstrato, o que é completamente condizente com a história, já que ela retrata a autodescoberta. As páginas são amarelas e a fonte utilizada é mediana, tendo um espaçamento entre linhas que facilita a leitura. A revisão está impecável. Acreditem quando digo que essa é uma leitura que considero quase obrigatória!

"Naquela tarde, aprendi duas palavras novas. "Inescrutável"... e "amigo"."
Pág. 42
Promoção


Depois de tantas recomendações, seria quase cruel não colocar no ar uma promoção de um livro tão perfeito! *__* 

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"Que a sorte esteja sempre a seu favor!!"

Abraços,
  Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 9º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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