Princesa Mecânica - Cassandra Clare


Hey pessoal, tudo bem?

E finalmente concluímos mais uma saga da nossa querida e ilustríssima Cassandra Clare, conhecida mundialmente por sua série Instrumentos Mortais. Na conclusão de mais uma história sobre o universo dos Caçadores de Sombras, temos a iminente ameaça do Magistrado, o conflito que existe dentro do coração de Tessa (não me matem por dizer isso, mas ela estava meio biscate nesse livro, pelo menos essa foi a impressão que tive) e a tão aguardada resposta para a pergunta: O que ela é?! Feiticeira? Caçadora? Fada? Revendedora Jequiti?






Continuação de Príncipe Mecânico, “Princesa Mecânica” é ambientado no universo dos Caçadores de sombras, também explorado na série Os Instrumentos mortais, que chega agora ao cinema. Neste volume, o mistério sobre Tessa Gray e o Magistrado continua. Mas enquanto luta para descobrir mais sobre o próprio passado, a moça se envolve cada vez mais num triângulo amoroso que pode trazer consequências nefastas para ela, seu noivo, seu verdadeiro amor e os habitantes do Submundo.





Como disse no começo, a iminente ameaça de um possível ataque do Magistrado deixa a história com um "quê" de eletricidade no ar, pois você nunca sabe se ele vai atacar ou não, e quando você menos espera tem um autômato batendo na sua porta querendo arrancar sua cabeça. Jem continua indo de mal a pior, pois subitamente todo o carregamento e estoque de yin fen (a droga que ele é viciado) da cidade de Londres foi comprado por um comerciante misterioso, deixando nosso amigo à beira da morte. Como se não bastasse, Will luta contra seu desejo para com Tessa, ao passo que tenta não deseja-la em respeito a Jem, seu parabatai. Contudo, nem tudo é decepção na vida do jovem Will, afinal, finalmente foi comprovada a existência de Varíola Demoníaca... HAHAHAHAHA.

Fan Art de Jem e Will. Créditos na imagem. 
"Sabe aquela sensação - disse ela -, quando está lendo um livro, e percebe que vai acontecer uma tragédia? Você sente o frio e a escuridão se aproximando, vê a rede se fechando em torno das personagens que vivem e respiram nas páginas. Mas está preso à história como se fosse arrastado por uma carruagem, e não consegue largar nem mudar o percurso?"
Pág. 61

Primeiro ponto que devo ressaltar é sobre a narrativa da obra, que conseguiu ficar empatada com a de Cidade de Vidro, meu livro favorito da série original. Contudo, ao passo que em CdV temos uma guerra acontecendo, em Princesa Mecânica ficamos com uma angústia inigualável durante toda a narrativa, pois sabemos que as chances de recuperação de Jem e o amor impossível entre Tessa e Will não terão um "felizes para sempre" na última página. Mas mesmo assim não se deixem enganar pelos fatos apresentados, pois estamos falando de Cassandra Clare e ela sempre, eu digo SEMPRE, consegue surpreender o leitor de uma maneira deliciosa, mesmo que para isso ela faça a protagonista quase explodir com fogo celeste. O.o

Os personagens continuam os mesmos, exceto por Gideon e Gabriel Lightwood, cuja aliança nunca parecemos saber onde resite, vez que em um momento eles estão lutando para tirar Charlotte da posição de Diretora do Instituto e em outro estão morando com ela e lutando a seu favor. O Cônsul Wayland também se mostrou outra pessoa, com seu jeito machista ele aparenta ter sido cegado pelo poder que o cargo que ocupa lhe proporciona e tenta de todas as formas conquistar seus objetivos, colocando seu interesse pessoal à frente do interesse da Clave e do Enclave. Tessa continua indecisa, Will continua sendo sarcástico e meu personagem favorito, depois de Magnus, obviamente, e Jem continua meio vivo/meio morto. 

Colar que Tessa usa. 
"Ela respirou engasgada. O sangue havia formado bolhas em sua boca. Will sabia o que isso significava: os pulmões estavam perfurados ou se dissolvendo, e ela estava se afogando no próprio sangue."
Pág. 168

Lembra quando disse, logo acima, que a Cassandra consegue surpreender seus leitores? Então, foi exatamente isso que ela fez com o final desse livro. Quando pensava que tudo estava seguindo por um caminho, ela consegue fazer uma reviravolta de acontecimentos e muda completamente o trajeto da história. Claro que temos muitas mortes, mas isso não quer dizer que o final de alguns personagens não tenha sido feliz, ou pelo menos interessante, e digo isso como um grande mérito para a autora, pois li o livro todo já sabendo o final da saga (obrigado pelo huge spoiler da série Nilad!! ¬¬), e ainda assim ela conseguiu me surpreender com algumas coisas, ou seja, foi apenas Cassandra sendo Cassandra... HAHAHAHAHA. 

Eu parei de acompanhar a série Instrumentos Mortais após o lançamento de Cidade de Vidro, já que, por motivos pessoais, eu simplesmente ignoro a existência dos três outros volumes que foram lançados após este, mas penso que o final de Princesa Mecânica tem ligação direta com a nova série que será lançada pela autora, The Dark Artifices, contudo, não posso afirmar com absoluta certeza pois, como disse, não li o final da saga original. 

"Elenco" principal da série. 
"- Charlotte? - Henry soou confuso. - O que está havendo?
- De fato. - Will deixou os talheres caírem sobre o prato. - O Cônsul? Interrompendo nosso café da manhã? Qual será a próxima surpresa? O Inquisidor vem tomar chá? Piquenique com os Irmãos do Silêncio?"
Pág. 108
A edição estão tão linda quanto as demais da série. A capa possui efeitos furta cor (aqueles pedacinhos de papel que ficam brilhando em várias cores dependendo de onde a luz "bate") e a revisão está impecável. A diagramação é simples, mas o tamanho da fonte e espaçamento entre as linhas facilita a leitura, sem contar que a cada começo de capítulo existe alguma citação de um autor famoso. Leitura mais que recomendada!

PS: Normalmente eu escolho apenas dois quotes para colocar em cada resenha, mas esse livro é tão bom e engraçado em alguns momentos que não resisti e selecionei mais. Confira abaixo os dois remanescentes. 

"É muita gentileza dizer isso, Sophie. Sei que sou um Caçador de Sombras e que nós não temos uma transição muito fácil para a outra vida. Lutamos até o fim. Viemos do reino dos anjos e, no entanto, nós o tememos. Mas eu acho que a pessoa pode encarar o fim e não ter medo, sem ter se curvado à morte. A morte jamais vai me governar."
Pág. 225

""Em uma terça-feira se casaram,
Antes de sexta, morreram,
Foram enterrados no cemitério da igreja lado a lado,
Oh, meu amor,
E foram enterrados no cemitério da igreja lado a lado."
- Desvencilhando-se de Gideon com alguma relutância, Sophie se levantou e espanou o vestido.
- Por favor, perdoe-me, meu querido Sr. Lightwood... digo, Gideon... mas preciso assassinar a cozinheira. Já volto."
Pág. 289

Abraços,
  Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 9º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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