Graffiti Moon - Cath Crowley


Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Graffiti Moon é uma obra publicada no Brasil pela editora Valentina. Em outros países essa história ganhou diversas premiações, mas mesmo possuindo um enredo que aborda fatos interessantes, senti que faltou um pouco mais de essência para que esse livro fosse totalmente arrebatador.



Uma aventura emocionante e perigosa como um grafite clandestino. Uma noite de arte e poesia, humor e autodescoberta, expectativa e risco e, quem sabe, amor verdadeiro. Um artista, uma sonhadora, uma noite, um significado. O que mais importa? O ano letivo acabou, aliás, o último ano do ensino médio. Lucy planejou a maneira perfeita de comemorar: essa noite, finalmente, ela encontrará o Sombra, o genial e misterioso grafiteiro, cujo fantástico trabalho se encontra espalhado por toda a cidade. Ele está de spray na mão, escondido em algum lugar, espalhando cor, desenhando pássaros e o azul do céu na noite. E Lucy sabe que um artista como o Sombra é alguém por quem ela pode se apaixonar — se apaixonar de verdade. A última pessoa com quem Lucy quer passar essa noite é o Ed, o cara que ela tem tentado evitar desde que deu um soco no nariz dele no encontro mais estranho de sua vida. Mas quando Ed conta para Lucy que sabe onde achar o Sombra, os dois de repente se juntam numa busca frenética aos lugares onde sua arte, repleta de tristeza e fuga, reverbera nos muros da cidade. Mas Lucy não consegue ver o que está bem diante dos seus olhos.


A história acontece na última noite do Ensino Médio. A única coisa que Lucy, apaixonada por arte, queria era encontrar o grafiteiro Sombra, pois acredita que ele possa ser sua alma gêmea, porém sua amiga vidente, Jazz, tem planos diferentes e ela decide que a melhor forma de aproveitar aquela noite seria indo até um restaurante e conhecendo caras com quem sairiam para curtir.

De todos os garotos do mundo, o que Lucy menos queria encontrar era Ed, mesmo o achando atraente, qualquer aproximação entre os dois estava fora de cogitação, mas para ajudar Jazz a ficar com Leo, ela decide aturá-lo por algumas horas. Daisy também não queria ter que sair com seu ex namorado, Dylan, mas tudo muda quando a pedido de Lucy o grupo decide sair em busca do tão famoso grafiteiro.

É como aprisionar seus sonhos em uma garrafa.
"As três vão e vem com o ritmo da música, Lucy dança como se tivesse uma mixagem própria dentro da cabeça, que só ela consegue ouvir. Olho para Leo, que conversa com Jake, e penso em usar uma das saídas para ir procurar um muro e pintar uma garota envolta em um monte de beats selvagens."
Pág. 86
A narrativa aborda aspectos do passado e do presente dos personagens principais, cada capítulo é sobre o ponto de vista de um deles e conhecemos um pouco de suas histórias enquanto somos apresentados ao mundo da arte. A autora consegue transmitir os dramas dos protagonistas e leva o leitor a imaginar com perfeição cada cor que colore os cenários pintados por Sombra.

Lucy se mostra um pouco ingênua, mas sua personalidade forte faz com seja engraçada e decidida. Apesar de não se gostarem, ela e Ed possuem uma química forte, ele é um garoto cheio de problemas incapaz de encontrar soluções para suas dificuldades, é inteligente e dedicado, mas acaba se mostrando dependente de outras pessoas para seguir seus objetivos. Leo também possui problemas sérios, porém ele e Jazz formam um casal harmonioso; a história deles é descrita através de poemas. Dylan e Daisy acabam ficando um pouco apagados na história, mas não liguei muito pois achei esse casal um pouco sem graça quando comparado com os demais.

É impressionante como a arte consegue mostrar quem você é.
"A gente vai se encontrar, vai rolar uma química. E a gente vai ficar acordado a noite toda, e tudo que sair de mim será para ele e tudo dele virá para mim, e, enquanto estivermos transbordando, a noite vai sumir e o mundo será cor-de-rosa e, nesse rosa, ele vai me beijar. Continuaremos nessa troca até chegarmos juntos ao ponto central, e então, vai rolar, e não vou me sentir estranha, não terei medo."
Pág. 102
Como disse no princípio da resenha, Graffiti Moon tem tudo para ser uma história excelente, conseguimos encontrar cenas cômicas, o drama é comovente, a arte apresentada nos deixa em total sintonia com a narrativa, contudo existem muitas características infantis e pouco convincentes que acabam tornando a história um pouco bobinha em alguns momentos, o vilão amedrontador é um cara que come baratas, e a forma como tudo se resolve é tão simples que não não motiva o leitor a querer saber o que vem depois.

Quando vi a capa pela primeira vez não a entendi muito bem, mas à medida que fui lendo o livro me encantei com a arte presente e contexto presentes nela. A diagramação está perfeita, os nomes que iniciam os capítulos possuem um destaque que orna perfeitamente com a história e a fonte é agradável aos olhos. A revisão está impecável. Apesar de possuir alguns pontos negativos essa história é bastante agradável, por isso recomendo que leiam e tirem suas próprias conclusões.

Abraços,
  Tamires Souza
TAMIRES DE SOUZA
É Resenhista aqui no Vida De Leitor. Desenvolveu sua paixão pela leitura ainda criança através de revistas em quadrinhos e desde então não vive sem um livro dentro da bolsa. Recém formada e sonha um dia cursar uma faculdade de Direito. Seus livros favoritos são: Série Rangers Ordem dos Arqueiros, A Seleção e a Série A Mediadora
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