Gregor e o Código da Garra - Suzanne Collins


Hey pessoal, tudo bem?

Quando comecei a ler a série Gregor, depois de ter lido a trilogia Hunger Games, eu esperava algo sanguinário e cheio de mortes, afinal este é o estilo da autora. Contudo, os primeiros livros da série eram mais brandos e sem muitos "assassinatos", tendo um ar mais infanto-juvenil na narrativa. Fiquei muito feliz ao ver que ao escrever "Código da Garra", quinto e último livro da série, ela incorporou novamente o espírito de George R. R. Martin e nos presenteou com um verdadeiro banho de sangue, e uma batalha final pela salvação do Subterrâneo, de tirar o fôlego. Mesmo que para isso ela tenha ousado matar meu personagem favorito (atrevida!).

Este texto pode conter spoiler dos volumes anteriores!






Nesse último volume da série de Suzanne Collins, autora da série de sucesso Jogos Vorazes, Gregor precisa mais uma vez cumprir sua profecia e salvar a cidade de Regália. Porém, desta vez, de acordo com a Profecia do Tempo, o herói do Subterrâneo não sobreviverá à missão. E, conforme o dia da sua provação se aproxima, Gregor acha cada vez mais difícil lidar com tudo a sua volta ao mesmo tempo em que se conforma com o destino. Mas será que ele deveria se conformar?






Após ler a "Profecia do Tempo", afinal, Gregor sem profecia não é Gregor, nosso Guerreiro da Superfície deve enfrentar um dos maiores dilemas da sua vida: voltar para sua antiga vida e deixar que o Subterrâneo pereça nas mãos de Bane e seu exército, ou morrer para salvá-lo. Entre ver de camarote aqueles que uma vez traíram sua confiança e colocaram sua família em risco saírem impunes, e a busca pelo primeiro amor, Gregor deverá buscar a resposta para a seguinte pergunta: "o quão forte será o poder das profecias?"

Uma das edições americanas da série.
"POIS SE A PRINCESA É A CHAVE
PARA DECIFRAR A DESLEALDADE,
ELA NÃO PODE FUGIR DE LUTAR
OU DO ARRANHAR, ARRANHAR, ARRANHAR.
QUANDO UMA CONSPIRAÇÃO É TRAMADA,
NO NOME ESTÁ A CHARADA.
NO QUE ELA VIU ESTÁ A FALHA
DO CÓDIGO DA GARRA"
Pág. 11
Como li o penúltimo livro da série no final do ano passado, algumas coisas me fugiram da memória e por isso a narrativa não me pegou de jeito logo no começo, mas, com o passar das páginas, fui lembrando dos acontecimentos e me situando na obra, podendo então aproveitar um desenrolar de situações alucinantes. A maneira como Suzanne descreve cada plot político, cada jogada e cada emboscada ao exército inimigo é algo fenomenal. Ela nos coloca dentro do campo de batalha e nos mostra a natureza humana de forma crua, onde os personagens devem matar para não morrer. 

Todos os personagens sofreram amadurecimento, inclusive Gregor, que de todos era o mais maduro (apesar de ter tido algumas recaídas nos livros anteriores). O relacionamento do Guerreiro com seu Voador - seu nome é Ares, para quem não lembra - está mais forte que nunca e suas táticas de batalha em conjunto foram lapidadas por Ripred, um dos lutadores mais temidos do Subterrâneo. Boots teve um destaque menor nesse volume, ficando a atenção voltada toda para a outra irmã de Gregor, Lizzie. Os demais personagens continuam os mesmos, inclusive Solovet, que ainda consegue despertar meu mais profundo desprezo e admiração, pois sei que o que ela fez foi pensando no bem-estar da maioria, mesmo que para isso ela tenha que ter reduzido a vida dessa maioria pela metade (O.o)

Não se deixe enganar por esse rostinho bonito. Ela vai matar seu personagem favorito em algum momento!
"PÉ ANTE PÉ, SEM SER DETECTADO
LIDANDO COM A MORTE, POR MUITOS REJEITADO
MORTO PELA GARRA, ENTÃO RESSUSCITADO
MARCADO PELO "X", DOIS TRAÇOS CONECTADOS
DOIS TRAÇOS, ENFIM TRANSPASSADOS
DOIS TRAÇOS QUE SE ENCONTRAM, UM DELES
INESPERADO."
Pág. 289
Não posso falar aqui sobre o final, por motivos óbvios, mas devo dizer que fiquei muito triste com alguns acontecimentos. Primeiro que a autora matou meu personagem favorito, como já foi citado - sério pessoal, eu fiquei com tanto ódio dela quando li esse capítulo que até pausei a leitura -, e segundo, que aquele foi um final necessário, pois sabemos que nem tudo pode terminar com um "felizes para sempre" e que a vida segue seu curso apesar de tudo. Sentirei MUITA falta do Subterrâneo.

A edição segue os mesmos padrões dos volumes anteriores: revisão impecável, diagramação simples, mas com um espaçamento entre linhas que facilita a leitura e páginas amareladas. Prefiro a capa americana que possui a imagem dos Voadores (morcegos) do que essa com Gregor e Ripred (o rato), mas a escolha feita pela Galera Record também é esteticamente agradável e as lombadas, quando juntas na estante, ficam muito lindas. Ainda não começou a ler a série Gregor? Está esperando o que?

Abraços,
  Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 9º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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