Mago: Mestre - Raymond E. Feist

Hey pessoal, tudo bem?

Mago: Mestre é a continuação de Mago: Aprendiz, cuja resenha pode ser lida aqui. Quando recebi esta obra, estava tão desesperado para saber o desfecho dos acontecimentos que não resisti e li-o em 18 horas. Sério, não parei nem para comer (O_O) e devo admitir que valeu cada minuto de leitura, exceto pelas passagens que contavam a história de Arutha, mas não por ser algo cansativo ou por problema de narração, mas sim, pelo meu eterno desgosto com esse personagem.

Esta resenha pode conter spoilers de Mago: Aprendiz


A saga épica de Midkemia continua… Passaram-se três anos desde o terrível cerco a Crydee. Os três rapazes que eram os melhores amigos do mundo encontram-se agora a quilômetros de distância. Pug, um escravo dos Tsurani, está prestes a se tornar um dos maiores magos que já existiram. Tomas, um grande guerreiro entre os elfos, arrisca-se a perder sua humanidade para a armadura encantada que veste. Arutha, príncipe de Crydee, luta desesperadamente contra invasores e traidores para salvar seu reino. Mago Mestre é recheado de aventura, emoção e ameaças tão antigas quanto o próprio tempo. Com o segundo volume de A Saga do Mago, Raymond E. Feist volta a provar que é um dos maiores nomes da literatura fantástica na atualidade.
A obra dá continuidade aos acontecimentos do livro anterior (Capitão Óbvio mandou lembranças ¬¬), contudo, não é algo imediato como estamos acostumados a ver, vez que se passaram 3 anos desde os acontecimentos do final de Aprendiz. Mas não pense que o autor simplesmente "comeu" esses três anos e deixa a história com buracos. Não, ele narra tudo o que aconteceu, mas na forma de memórias e flashbacks dos personagens, ou seja, Pug se tornou um escravo em um outro universo, Tomas está vivendo entre os Elfos e Arutha - porre de personagem - tenta salvar seu reino a todo custo. Infelizmente isso é tudo o que posso falar sem dar muitos spoilers para vocês. 

Parte da Ilustração da capa feita por Martin Deschambault
"Quando estava na cabana, Pug perguntou:
- Só mais uma coisa: você falou de um inimigo no alto de uma torre. Você o viu bem?
Chogana riu e fez que sim com a cabeça.
- Oh, sim, eu o vi. - Continuou a rir enquanto subia os degraus até a barraca. - É o adversário que a maioria dos homens mais teme. - Olhos semicerrados encararam Pug. - O inimigo era você."
Pág. 25
A narrativa de Feist continua um pouco lenta, mas não tanto quanto no primeiro livro. Ao passo que em Aprendiz ele focava na descrição do mundo e dos personagens, em Mestre ele se preocupa mais em descrever a cultura do novo mundo e as batalhas entre as raças pelo domínio de ambos os universos, então quem gostou da narrativa do primeiro, irá gostar mais ainda da narrativa da continuação (eu fui um desses, afinal, prefiro narrativas mais dinâmicas). 

Confesso que mesmo que a narrativa tenha mantido um pouco o aspecto moroso, fiquei encantado com a capacidade de Feist de, mesmo já tendo criado um mundo rico em detalhes e criaturas mitológicas, continuar a desenvolver seu enredo com criatividade e analogias épicas, como pode ser visto no quote acima que retrata o maio inimigo que um homem pode ser, ou seja, ele mesmo. 


Mousepad que veio junto com o livro*
"- Se o poder dos valheru se unisse à capacidade humana de odiar cegamente, de selvageria e de crueldade, seria um poder a ser temido. Só o tempo nos dirá o que sairá dessa junção."
Pág. 70
De todos os personagens que foram introduzidos nesse livro, os que mais gostei foram os pertencentes à Casa de Shinzawai, especialmente Kasumi, que mesmo sendo criado na tradição tsurani, trata Pug e seu amigo como pessoas e não como insetos, como usualmente são tratados os escravos naquela região. Meu desgosto por Arutha continua o mesmo, principalmente depois do que ele se propôs a fazer no final do livro para com Martin do Arco, sério pessoal, eu queria entrar no livro só para bater com bom senso na cabeça dele (bom senso é o nome de um toco de madeira que tenho aqui em casa para botar na cabeça das pessoas que estão precisando... HAHAHA. Brincadeira).

A edição está impecável como a de Aprendiz, pontos para a Saída de Emergência Brasil nesse quesito. A capa possui uma arte fenomenal, a diagramação é feita com um tamanho de fonte e espaçamento entre linhas que facilita a leitura (como disse, li em 18 horas o livro) e a revisão está impecável. A única queixa que tenho é que dessa vez a editora não fez um mapa do novo mundo (Tsurani) e senti falta disso pois consegui acompanhar a viagem de todos os personagens do primeiro livro pois vinha acompanhado do mapa de Midkemia. Leitura recomendada para todos os fãs de elfos, anões e fantasia em geral.

*Créditos da imagem: Aceita um Leite?

Abraços,
  Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 9º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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