Trono de Vidro - Sarah J. Maas

Hey pessoal, tudo bem?

Quem acompanha o blog sabe que livros cujos personagens principais são assassinos são meus favoritos, como é o caso de Assassin's Creed e A Mão Esquerda de Deus, e apesar de ter uma "assassina" um tanto quanto boazinha demais, Trono de Vidro também entrou para minha lista de favoritos do gênero. Em um mundo onde você mata para não te matarem, uma jovem de 17 anos deve lutar para garantir seu lugar como a favorita do Rei, ou morrer tentando


Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier por seus crimes, Celaena Sardothien, 18 anos, é arrastada diante do príncipe. Príncipe Dorian lhe oferece a liberdade sob uma condição: ela deve atuar como seu campeão em um concurso para encontrar o novo assassino real. Seus adversários são ladrões e assassinos, guerreiros de todo o império, cada um patrocinado por um membro do conselho do rei. Se ela vencer seus adversários em uma série de etapas eliminatórias servirá no reino durante três anos e em seguida terá sua liberdade concedida.
Celaena acha suas sessões de treinamento com o capitão da guarda Westfall desafiadoras e exaustivas. Mas ela está entediada com a vida da corte. As coisas ficam um pouco mais interessantes quando o príncipe começa a mostrar interesse por ela... Mas é o rude capitão Westfall que parece entendê-la melhor.
Então um dos outros concorrentes aparece morto rapidamente seguido por outros... Pode Celaena descobrir quem é o assassino antes que ela se torne a nova vítima? A medida que a investigação da jovem assassina se desenrola a busca por respostas a leva descobrir um destino maior do que ela jamais poderia ter imaginado.

O livro conta a história de Celaena, a mais temida e habilidosa assassina do reino, que após uma traição - que não é explicada em detalhes no primeiro livro da série -, foi sentenciada a cumprir pena em Endovier, o que seria basicamente uma sentença de morte já que as Minas de Sal de Endovier é um lugar onde quase nenhum ser humano conseguiu sobreviver por mais de 1 ano. Contudo, nossa sangrenta heroína não só conseguiu sobreviver por esse tempo como também matou grande parte dos guardas do local ao tentar fugir.

Eis que surge uma oportunidade de ser livre, quando o Príncipe Herdeiro, Dorian, acompanhado de seu amigo e Capitão da Guarda Real, Chaol, fazem a proposta de que se ela ganhasse a competição do Rei e sobrevivesse a todos os seus estágios (mais ou menos como um Hunger Games, mas só que com ladrões e assassinos profissionais) ela serviria como Campeã Real por quatro anos e após isso seria uma mulher livre. O que ela não esperava era que teria que enfrentar homens que eram capazes de controlar demônios forjados no coração do terror e do medo. 

Você mataria alguém para sobreviver?
"Seria bom ver o sangue dele derramar-se no chão de mármore. A assassina já perdera o controle uma vez quando seu primeiro capataz escolhera o dia errado para provoca-la. Ainda se lembrava da sensação de fincar a picareta no estomago dele e do sangue pegajoso em suas mãos e rosto. Celaena podia desarmar dois daqueles guardas em menos de um segundo. Será que o capitão seria melhor que o capataz falecido? Imaginando os possíveis resultados do confronto, ela sorriu novamente."
Pág. 11

A narrativa de Sarah J. foi algo que me cativou e deixou extasiado, mas tenho uma grande critica a fazer no que tange à descrição dos pensamentos da personagem principal. Ela é a assassina mais temida de todo o reino, como nos é lembrado em quase todos os capítulos, contudo, a autora achou que iria nos mostrar isso fazendo a personagem PENSAR o que poderia ou não fazer, e não realmente FAZENDO, ou seja, tirando as poucas lutas que ela teve durante a competição e os relatos de terceiros sobre suas façanhas, ela passa grande parte de seu tempo fingindo ser outra pessoa e andando pelo castelo com seus vestidos e livros. Penso que se a autora queria provar que ela realmente era o monstro cujas lendas aterrorizam as crianças dos vilarejos, ela deveria ter feito isso de uma maneira que a assassina demonstre essas habilidades, e não que ela fique pensando no que pode ou não fazer ou se vangloriando das suas capacidades em seus devaneios, como pode ser visto no quote escolhido acima. 

No que diz respeito à construção de personagens em si, não tenho nada a criticar, tirando o que já foi exposto acima sobre a personagem principal precisar ser mais pró-ativa e parar de se preocupar com vestidos e bailes. De todos os personagens o que mais gostei foi Chaol, pois ele demonstra não só ser um grande espadachim, como também alguém que literalmente veste a honra e os bons costumes, sendo leal e fazendo de tudo para proteger seu amigo e todos os que estão ao seu redor. 

"Tolo. Se quisesse derrubar os competidores um por um, faria de modo rápido e limpo - uma garganta cortada, uma faca no coração, uma taça de vinho envenenada. Aquilo era simplesmente rudimentar. E estranho; as marcas de Wyrd tornavam o assassinato mais que brutal. Ritualístico, talvez."
Pág. 193

Um dos pontos que mais gostei em toda a obra foi a magia do mundo e os primeiros Reis e Rainhas de Erilea. Como pode ser visto logo no começo do livro, por mais que a crença popular seja a de que com o reinado do pai de Dorian a magia havia deixado aquele mundo em face à destruição e conquista causado pelo nobre, ela não abandonou totalmente essas terras e Celaena representará um grande papel nesse quesito, mesmo que ela não tenha poderes mágicos propriamente ditos. Um outro fator que também me agradou foi toda a onda de mistério em volta do assassinato dos pais da protagonista e seu treinamento pelo Rei dos Assassinos. Penso que o segundo volume da série, previsão de lançamento para o segundo semestre desse ano, nos mostrará realmente o que aconteceu e como foi o treinamento que ela recebeu para se tornar essa grande ceifadora de vidas, afinal, o pouco que foi dito nesse volume só serviu para me deixar mais curioso. 

A edição está com um capa linda e o título é feito de um verniz metalizado, que também está presente na lombada. Quem tiver o livro em mãos verá que a orelha traseira é maior e que vem com uma linha pontilhada, ou seja, basta você cortar e terá seu próprio marcador do livro com a imagem da personagem que ilustra a capa (dica para todas as editoras, façam isso!!). A diagramação é simples e encontrei apenas um erro de digitação que já foi reportado à editora. As páginas são amareladas - para o bem dos nossos olhos. Leitura mais que recomendada, mas não para quem tem estomago fraco, pois algumas cenas são bem sangrentas e detalhadas. 

Abraços,
  Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 8º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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