Distopia: Realidade Oculta?

Saudações, caros leitores, como vocês estão?

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que o presente texto nada mais é que minha humilde opinião e que não estou criticando o gosto literário de ninguém. Estou apenas propondo uma discussão saudável e expondo o meu ponto de vista sobre o assunto. Espero que gostem e participem nos comentários. o/

Com o lançamento da adaptação cinematográfica do primeiro volume da série de Veronica Roth - Divergente - se aproximando, resolvi embarcar em um grandioso gênero que vem sendo empregado em muito livros. Para começarmos precisaremos de uma definição para que haja um esclarecimento quanto o que é a Distopia

Fazendo críticas ao totalitarismo e autoritarismo político - em sua maioria -, as distopias empregam diversos elementos que podem satirizar algo da nossa realidade, como vemos em Jogos Vorazes, onde podemos relacionar a Capital com os Estados Unidos, e consequentemente, os Distritos como os países produtores de matérias-primas para o país citado. Além disso, é comum percebemos um elevado nível do avanço tecnológico, como os aparelhos futurísticos e avanços na medicina e modelação física. 

As distopias são recentes? Quando relacionamos essa pergunta com as subdivisões desse gênero, a resposta se encontra inexata, já que algumas tiveram as suas aplicações a pouco tempo. Porém, temos um exemplo clássico para demonstrar que os livros distópicos são antigos, sendo ele uma das obras mais audaciosas de George Orwell, 1984 ou Nineteen Eighty-Four, publicado em 8 de junho de 1949. 


Assim como outros gêneros, as distopias tem seus clássicos da literatura, sendo eles: Fahrenheit 451, de Ray Bradbury; Laranja Mecânica, de Anthony Burgess; Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley; Não Verás País Nenhum, do escritor brasileiro Ignácio de Loyola Brandão. 

Apesar de alguns trazerem algo mais ficcional e geralmente voltado para o público jovem, outros acabam por trazer uma denúncia a nossa sociedade, interpretados muitas vezes como duras críticas relacionadas à política, como percebemos em A Revolução dos Bichos, novamente do brilhante escrito George Orwell, que utilizou animais que vivem em uma fazenda para satirizar o governo de Stalin, juntamente com os ideias comunistas. 

Tornando-se algo rentável tanto para os escritores quanto para as editoras, as "utopias negativas" parecem ter caído no gosto popular, já que a cada dia vemos novos livros sendo lançados, empregando esse gênero que acabou se tornando o favorito da maioria dos leitores. Obras como o Legend (Marie Lu), Never Sky (Veronica Rossi), Starters (Lissa Price), Jogos Vorazes (Suzanne Collins), Divergente (Veronica Roth), entre outras, acabaram agradando fãs por diversas áreas, principalmente na internet onde podemos encontrar fanpages relacionados aos mesmos.

Empregando um enredo voltado para as histórias interestelares, a distopia Off-World nos apresenta um novo mundo, onde há a possibilidade de fazer viagens interplanetárias, conhecer novas civilizações que habitam outros mundos e geralmente veem acompanhadas com alguma guerra galáctica, como vemos em Star Wars e Star Trek, por exemplo. Além dessa subdivisão, temos o Cyberpunk, uma imagem do nosso mundo real refletida em um espelho distorcido, apresentando agressivos traços exagerados da nossa realidade, habituando tecnologias com alto grau de avanço e aperfeiçoamentos dos mecanismos artificiais que substituem alguns membros do corpo humano, como pode ser visto na série de TV, Fringe.


Quem nunca quis fazer uma mirabolante viagem no tempo que jogue a primeira pedra. Por incrível que pareça, essa é uma das subdivisões que mais gosto, pois ela envolve diversos elementos que comungam com a Física, como a teoria do caos, mais conhecida como o efeito borboleta, sendo esse um fragmento da teoria onde relatamos a icônica frase "O bater das asas de uma borboleta aqui, pode gerar um furacão no outro lado do mundo". Ademais, as Distopias podem ter as seguintes divisões: Apocalíptica, Pós-Apocalíptica, Alienígena, Pseudo-Utopia e a Totalitária.    

Como já perceberam, o gênero distópico apresenta vários segmentos que ainda podem ter um enorme aprofundamento na literatura contemporânea, não ficando somente a mercê de uma única subdivisão. Além disso, creio que a distopia é de fato, em alguns pontos, uma realidade oculta, empregando toda uma metáfora para camuflar uma possível critica a nossa forma de viver e ao destino que nos aguarda.

Espero que tenham gostado e que participem nos comentários. \o/ 

Abraços,
Gustavo Demétrio
GUSTAVO DEMÉTRIO
É Resenhista e CDC aqui no Vida De Leitor. Um ávido leitor que sonha um dia se tornar um Arquiteto de renome. Admirador do universo e grande fã do Stephen King. Seus livros favoritos são: Série Torre Negra, Sherlock Holmes Sob a Redoma. 
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