A Guerra dos Fae: As Crianças Trocadas - Elle Casey

Saudações, caros leitores, como vocês estão? 

A Guerra dos Fae: As Crianças Trocadas, da Elle Casey, era uma leitura que eu vinha cobiçando a muito tempo e confesso que todas minhas expectativas quanto a ela foram quebradas e superadas. Conquistando seu devido local na minha estante, esse livro acabou se tornando um dos meus favoritos, apesar de ser um pouco infantil



Jayne Sparks, rebelde e língua afiada de dezessete anos e seu melhor amigo, tímido e estudioso Tony Green tem uma existência muito típica de escola secundária, até que vários incidentes aparentemente não relacionados convergem, causando uma cascata de eventos que mudam suas vidas para sempre. Jayne e Tony, junto com um grupo de adolescentes em fuga, são sequestrados e enviados para uma floresta, onde nada e ninguém são o que parecem. Quem sairá triunfante? E o que eles serão quando o fizerem?

Jayne Sparks tem 17 anos e é uma adolescente como qualquer uma, sempre reclamando das aulas e literalmente viajando nos seus pensamentos durante as mesmas. Imatura e divertida, através das zoações e apelidos como Tones e Panetone, ela acabou fazendo amizade com Tony Gree, uma pessoa que é completamente o inverso dela, já que ele era dotado de muitos conhecimentos e se importava muito com a escola. Depois de alguns acontecimentos, os dois acabam embarcando em um ônibus para Miami.

Desembarcando na rodoviária de Miami, os dois são surpreendidos com a insistência de Jared em ajudar, julgando-os como perdidos. Como não tinham nenhum plano, eles foram até o jovem e aceitaram a ajuda. Perguntando se havia algum lugar para eles dormirem com apenas 20 dólares, Jared lhes ofereceram abrigo em um armazém onde dormiam mais 5 adolescentes (claro, já que não tinha nada de estranho nesse cenário ¬¬), sendo eles: Samantha, Finn, Chase, Spike e Becky. Sem dinheiro e com pouca comida, eles veem um anúncio de um grupo chamado One Eleven oferecendo 500 dólares para quem concluir alguns experimentos. Após todo o processo seletivo, alguns irão para o tão mistérioso experimento,  porém eles só não sabiam o que lhes aguardavam.

As mais belas amizades são aquelas onde a sinceridade reina.

"-Pessoas diferentes interpretam as questões de modo diferente, o que às vezes resulta em respostas diferentes. Você tem uma consciência, não tem?"
Pág. 69
O que mais chamou a minha atenção nesse livro foi justamente a sua narrativa. Elle Casey arquitetou sua história perfeitamente, deixando a leitura rápida e compreensível. Apesar disso, a linguagem que ela usou é muito jovial (até demais), porém, ela contém algumas palavras de baixo calão, fato que acontece quando a Jayne está nervosa e começa a utilizar esse linguajar, o que pode incomodar alguns leitores. Ademais, ela conseguiu me arrancar boas risadas, principalmente quando a Jayne comentava da amizade que ela tinha com Tony. 

O desenvolvimento dos personagens foi o apogeu da minha leitura. A autora soube desenhar harmonicamente as suas características, colocando uma pitada de realidade, algo que não vemos na maioria dos livros. A personalidade da Jayne foi a que mais destacou, um pouco rebelde e descolada em certo momentos, ela acabou me conquistando com o seu jeito de ser, vivendo fora do limite e sempre feliz. Isso sem contar da sua interação com a floresta, mostrando seu poder, algo que não havia visto em nenhuma das minhas leituras. 

Os personagens presentes nessa obra podem ser resumidos em uma única palavra: cativantes. Cada um tem uma característica marcante. Tony é um nerd que vivia sendo atormentando com as piadinhas da Jayne, Samantha é uma pessoa que se irrita com qualquer coisa, Spike é um talentoso músico que tocava na Avenida 54 para conseguir comida, Chase vive calado e quase não fala, Finn é um estranho, Jared era o líder que comandava o grupinho e, por último, a queridinha e simpática Becky.

Elle Casey, autora da obra 

"-Enquanto, é? Aposto que o Walt Disney nunca imaginou essas merdas acontecendo nas florestas encantadas dele. Talvez alguns anõezinhos, mas não gnomos de dentes afiados. E vampiros? Duvido muito. Cai na real, Tony, a vida nunca vai voltar ao normal depois dessa. Vimos coisas que não devíamos ter visto, sentimos a conexão entre as árvores. A Floresta Verde está viva e tem consciência disso. Não sei se vou ser capaz de ver o mundo do mesmo jeito que antes."
Pág. 159
Fôlego foi o que faltou quando minha leitura adentrou a parte mais eletrizante e mágica do livro. Como já perceberam, estou falando da floresta onde os jovens irão enfrentar os incríveis seres sobrenaturais, mostrando desde os mais insignificantes aos mais agressivos. Além disso, eles terão que conviver com vários obstáculos durante a disputa. Ainda não sei a situação dos próximos volumes, mas espero fortemente que a editora lance as obras restantes. 

A diagramação está considerável e a edição é linda, apresentando uma bela arte gráfica na capa. Além disso, as páginas são amareladas e o tamanho da fonte é mediano, tornando a leitura rápida em face ao espaçamento. Obra mais que recomendada! 

Abraços,
Gustavo Demétrio
GUSTAVO DEMÉTRIO
É Resenhista e CDC aqui no Vida De Leitor. Um ávido leitor que sonha um dia se tornar um Arquiteto de renome. Admirador do universo e grande fã do Stephen King. Seus livros favoritos são: Série Torre Negra, Sherlock Holmes Sob a Redoma. 
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