Old But Gold: "E lá vamos nós!"

Hey pessoal, tudo bem?

Estão sentindo este cheio de magia no ar? Então, é que o "Old But Gold" dessa semana é sobre bruxas!! Isso mesmo, essas criaturas que podem ser lindas e charmosas ou velhas pútridas com mais verrugas que um sapo.

"Tá servido?"

Desde que o mundo é mundo as bruxas povoavam as lendas da população. Quando falamos em bruxa, logo vem à nossa mente uma velha corcunda e com uma verruga na ponta do enorme nariz, é ou não é?! Contudo, após a romantização desse ser e com a criação de novas figuras que também são capazes de dar forma ao poder, como os xamãs e sacerdotisas, as bruxas passaram a adquirir uma aparência mais nova e humana.

Na idade média, elas eram caçadas durante a Inquisição (conjunto de instituições dedicadas a erradicar o sincretismo de alguns grupos religiosos que adoravam algumas plantas e animais) e um dos métodos para identificar uma possível bruxa era comparar seu peso ao de uma Bíblia gigante. As mais leves eram consideradas bruxas, pois em suas concepções as bruxas eram dotadas de uma leveza sobrenatural. Outro método que também é relacionado à leveza das bruxas era o de se amarrar em seus pés uma grande pedra e soltar em um rio profundo, se ela afundar e morrer afogada, ela era humana, se não, ela era retirada da água e queimada na fogueira. E imaginem só, todas afundaram, pasmem! ¬¬

Lembra quando disse que algumas versões elas eram dotadas de uma "beleza" pútrida, então...

A aversão a gatos pretos também provém desta época e o motivo deve-se às bruxas estarem sempre acompanhadas desse animal, que era considerado como espírito guardião da arte das bruxas, que habitavam o corpo do bichano. Outras mitologias já tratam que um dos poderes das bruxas era o de se transformar em um gato preto ou na imagem de seu familiar (animal que simboliza o poder de uma bruxa, como a águia que simboliza o poder de premonição pois está associado à sua excelente visão de caça).

Quem nunca assistiu esse clássico episódio do desenho Pica-Pau?

Antigamente, as bruxas eram consideradas e replicadas como seres maus, que voavam em suas vassouras a noite em busca de crianças, que transformavam pessoas em animais, cozinhavam em caldeirões e tinham uma gargalhada horripilante. Elas eram essencialmente más. E realmente essa era a intenção, especialmente pela igreja que objetivava estereotipá-las e construir uma figura apavorante de modo a manter sua soberania religiosa. 

Outro exemplo de que nos séculos passados elas eram estereotipadas, era o fato de que em todas as histórias infantis, as bruxas eram más. Em João e Maria, por exemplo, eram adeptas à antropofagia, na história de "A Branca de Neve", a bruxa faz maldades porque deseja ser bela; As Esquisitonas de Shakespeare, Morgana de Arthur, As Bruxas de Salém e As Bruxas de Eastwick completam a lista das malvadas.

Só que os tempos mudaram e hoje, elas são jovens e lindas, a ponto de fazer com que muitas mulheres e adolescentes desejem, dentre todos os seres sobrenaturais, ser uma bruxa. O que antes era um xingamento "sua bruxa", hoje é visto como símbolo de poder. Quem antes era um ser mau e repugnante, hoje é dotado de beleza, carisma e bondade. Elas não só foram ganhando seu espaço no mundo como também na literatura e o que antes era uma mera dominação da energia natural e habilidade para misturar plantas medicinais para a criação das famosas compressas, passou a ser algo mais verbal e desejável como os bruxos e bruxas da famosa saga Harry Potter, com suas varinhas capazes de transformar seu melhor amigo em um copo ou ceifar a vida de uma pessoa com meia dúzia de palavras em latim.

Bruxa versão 2.0

Mas a pergunta que não quer calar é "Quem fez das bruxas seres amáveis?"

Em nossa memória, tudo começou com a Sabrina, aprendiz de feiticeira, série televisiva que estreou em 1996, onde uma adolescente de 16 anos vive com as tias bruxas e tenta controlar seus poderes para poder viver entre os mortais. Logo em seguida, em 1997 tivemos a estréia de Harry Potter, que semeou a bondade ao mundo e abriu o mercado literário para essa versão bondosa das bruxas, tanto é que temos a série "The Secret Circle", "Hex Hall", "Beautiful Creatures"(tecnicamente conjuradores, mas mesmo assim uma ramificação das bruxas), "Witches of East End", entre outras.

Hoje em dia, na literatura pelo menos, conseguimos manter as duas correntes: a das bruxas más e a das bruxas boas e, listamos a seguir, algumas indicações que possuem o selo Alphabeta (Matheus e Chrys) de qualidade:

Bruxas más:

- As Bruxas de Salem - Arthur Miller

- A Bruxa de Near - Victoria Schwab

- Série Bruxas Mayfair - Anne Rice

Bruxas boas:

- A Descoberta das Bruxas - Deborah Harkness - Diana Bishop é o sonho de consumo do Matheus. Sua maior crush literária de todos os tempos.

- A Colina das Bruxas - Marion Zimmer Bradley

- O Sussurro das Bruxas - Anna Dale

Confira os demais posts da série:
- Old But Gold: O que aconteceu com o vampiro que estava aqui?
- Old But Gold: Quem é um bom Garoto?

Texto por Matheus Braga e Chrys Audi. Selo Alphabeta de qualidade.

Abraços,
  Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 8º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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