Ender’s Game – O Jogo do Exterminador (FILME)

Saudações, pessoal, tudo bem?

Baseado no premiado Best-Seller, escrito por Orson Scott Card, Ender’s Game – O Jogo do Exterminador ganhou recentemente a sua adaptação cinematográfica e foi lançado diante de diversas críticas dos mais diversos tabloides e especialistas da sétima arte. E, como nós do Vida de Leitor apreciamos um bom filme, decidimos fazer uma resenha dupla (Eu e o Matheus) sobre um dos filmes com os melhores efeitos especiais do segundo semestre de 2013.


Em um futuro próximo, extra-terrestres hostis atacaram a Terra. Com muita dificuldade, o combate foi vencido, graças ao heroísmo do comandante Mazer Rackham (Ben Kingsley). Desde então, o respeitado coronel Graff (Harrison Ford) e as forças militares terrestres treinam as crianças mais talentosas do planeta desde pequenas, no intuito de prepará-las para um próximo ataque. Ender Wiggin (Asa Butterfield), um garoto tímido e brilhante, é selecionado para fazer parte da elite. Na Escola da Guerra, ele aprende rapidamente a controlar as técnicas de combate, por causa de seu formidável senso de estratégia. Com isso, logo se torna a principal esperança das forças militares para encerrar de uma vez por todas com a ameaça alienígena.
O filme é uma ficção cientifica que se passa em uma época futura e um pouco distante da nossa realidade atual, contudo, ele aborda temas que são constantes em nossa história como geopolítica, guerras preventivas, posicionamento de líderes diante as várias tensões diplomáticas, adoção de crianças para treinamentos militares, criação de armas bélicas voltada para a destruição em massa, entre outros.

Antes do filme ser lançado, o escritor Orson Scott havia alegado que esse filme era impossível de ser gravado, pois todo o livro é narrado sob o ponto de vista mental de Ender Wiggin, uma criança, ou melhor, um imã com atração voltada à criação de inimigos e de obstáculos materiais e emocionais que acabam ofuscando toda a sua genialidade sobre as suas estrategias. Entretanto, no decorrer do filme, ele vai começando a superar essas obstruções. Além disso, percebi que os verdadeiros vilões não são os Formics, mas sim a própria humanidade que opta por travar uma guerra preventiva unicamente por sentir medo do desconhecido e do que está por vir, fazendo isso sem provas científicas de que a raça alien irá atacar novamente, afinal, após última vitória da Terra eles se recolheram ao seu planeta e não foram mais vistos próximos ao nosso planeta.

Colônia Formic em seu planeta Natal

Nossos personagens favoritos foram Petra e a Major Gwen. Esta por ter a sensibilidade e consciência de que quase todos naquela nave são, apesar de sua genialidade e habilidades, crianças, conseguindo conter algumas ações do Coronel Hyrum, que tratava-as como meras ferramentas para alcançar seu objetivo, qual seja, a exterminação dos Formics. Já Petra teve seu destaque pois foi ela que pessoalmente treinou Ender no campo anti-gravidade e foi uma de suas primeiras aliadas. Também pelo fato de que é ela quem tem a habilidade única de operar a maquina chamada "Doutorzinho". O que dispensa comentar é que a dublagem está um lixo, tendo vozes de crianças em personagens adultos e vice-versa. Bonzo e Hyrum são os personagens mais odiados, contudo, há quem ainda simpatize com o Coronel. 

Uma coisa que nos decepcionou muito nesse filme foi a falta de momentos de real ação, já que ela é trocada por muitas conversas, sejam elas entre os generais ou os integrantes das equipes da Escola de Guerra, onde eles são treinados para se defenderem e atacarem os Formics. Mas isso é compensado pelo quesito estratégia, o que é completamente justificável já que Ender Wiggin (protagonista) está sendo treinado para ser o comandante das forças de ataque e ele exercerá seu cargo de dentro da nave principal, ou seja, ele não irá para o campo de batalha, mas sim, coordenará todas as tropas de sua sala de comando. 

Petra (esquerda) e Ender (direita) no refeitório da Escola de Guerra

O trabalho de James Horner, criador da trilha sonora, está impecável e agradável aos ouvintes desse estilo musical, como eu (Gustavo). O Matheus já prefere o estilo de trilha presente mais em filmes de fantasia ou aventuras náuticas, como Senhor dos Anéis e Piratas do Caribe.

O final foi surpreendente e impactante, tanto para o Ender quanto para os espectadores, pois foi uma coisa inacreditável e imperdoável, mas ele só elevou as minhas esperanças para uma continuação, visto que o encerramento necessita de uma sequência e espero que eles mudem o meu pensamento sobre a crueldade que fizeram. Já o Matheus pensa que o final foi um pouco decepcionante pois ele foi muito rápido. Achando que poderiam ter cortado algumas cenas de diálogo e/ou treinamento e estendido um pouco e explicado melhor aquele final.


Trailer legendado
Abraços,
Gustavo Demétrio
GUSTAVO DEMÉTRIO
É Resenhista e CDC aqui no Vida De Leitor. Um ávido leitor que sonha um dia se tornar um Arquiteto de renome. Admirador do universo e grande fã do Stephen King. Seus livros favoritos são: Série Torre Negra, Sherlock Holmes Sob a Redoma. 
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