Cinder - Marissa Meyer


Hey pessoal, tudo bem?

Primeiramente gostaria de pedir desculpas pela ausência nos últimos dias, mas é que prestei concurso para Oficial de Justiça no último dia 13 e logo em seguida caí na semana de provas da faculdade e por isso não tive tempo de ler e resenhar o tanto quanto gostaria. Mas estou fazendo o meu possível para não deixar o blog desatualizado ou vocês sem novidades e resenhas de excelentes livros. Sem mais delongas, vamos ao que interessa

Cinder foi um livro impar em vários sentidos. Contendo uma recontagem GENIAL da famosa história da Cinderela, Marissa Meyer nos apresenta um mundo onde a Gata Borralheira é suja de graxa no lugar de poeira, sua carruagem é um carro movido a gasolina super ultrapassado e no lugar de perder seu sapatinho de cristal, ela perde seu pé robótico ao descer correndo pelas escadas. Isso sem contar que há uma guerra entre o Império de Nova Pequim e os Lunares, uma raça capaz de controlar a bioeletricidade do corpo e que tem sua sede de governo na Lua. Liguem seus aerodeslizadores e embarque nessa aventura conosco.








Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica. Primeiro volume da série As Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.

A obra conta a história de Cinder, uma ciborgue (uma humana que teve algumas partes do seu corpo substituídas por peças robóticas) que vive uma vida simples junto à sua madrasta, duas "irmãs" e um androide com personalidade própria chamada Iko. O que torna Cinder tão especial é que em face à suas partes cibernéticas, ela desenvolveu habilidades únicas e se tornou a melhor mecânica de toda Nova Pequim e foi assim que ela conheceu o Príncipe Kai, que levou sua androide acompanhante para fazer manutenção vez que a mesma havia parado de funcionar. Entre não possuir direitos próprios de humanos, se apaixonar pelo charmoso príncipe e enfrentar um mundo onde uma poderosa doença (Letumose) está dizimando a população da Terra, Cinder terá que provar que não é porque não é 100% humana que ela será apenas mais uma pária.

Capa internacional da obra

"- Então eles não têm espelhos porque não querem se ver?
-Vaidade é um fato, mas é mais questão de controle. É mais fácil induzir os outros a acreditar que você é lindo se você puder se convencer de que você é lindo. Mas espelhos têm um jeito incomum de dizer a verdade."
Pág. 198

Como disse no inicio deste texto, a premissa da história é simplesmente impar e genial. A narrativa da autora é fluida e bem desenvolvida e consegue prender o leitor junto às páginas de maneira que ele sempre terá vontade saber mais sobre o que vai acontecer e quais os mistérios envolvendo os chips de programação inseridos em Cinder. Contudo, como não existe perfeição no mercado editorial, devo ressaltar dois pontos que não me agradaram muito durante a leitura do texto. O primeiro deles é o fato de que mesmo tendo uma narrativa excepcional, Meyer demorou muito para fazer com que a história em si, envolvendo os Lunares e os Terráqueos, se desenvolvesse e isso pode deixar o leitor um pouco impaciente. O outro aspecto que não me agradou é que Cinder é muito manipulável e deixa que sua madrasta faça dela de "gato e sapato". Tudo bem que no conto original da Cinderela é realmente isso que ocorre, mas nessa versão Cinder é uma ciborgue bad ass amplamente conhecida como a melhor mecânica de toda a Nova Pequim e mesmo assim ela deixa que os outros sempre se sobreponham a ela. Desta feita, penso que se na continuação, Scarlet, a autora deixar os acontecimentos um pouco mais dinâmico e a protagonista um pouco mais pró-ativa, este será um livro para ninguém colocar defeito. 


Capa da continuação da obra

"Não havia cama para ela, e de noite, quando ela estava exausta de tanto trabalhar, tinha que dormir perto da fornalha, nas cinzas."
Pág. 99

Os personagens dividem águas nessa obra. Ao passo que uns são extremamente cativantes como Kai e Iko, outros são completamente "sem sal" e conseguem despertar o mais profundo ódio na alma de cada leitor, como é o caso da Madrasta - odeio essa mulher! De todos eles o meu favorito foi Iko, a androide com personalidade própria. Além de ser super divertida - na medida do possível para um robô - ela é muito companheira e está sempre pronta para apoiar Cinder em suas decisões. 

A edição está simplesmente esplendida. O título foi escrito em um material meio metalizado e meio fosco (não sei se há nome específico para esse tipo de tinta) e há verniz localizado no sapato da ilustração, tanto na capa quanto na lombada. A revisão, diagramação, e tradução - esta feita por Maria Beatriz Branquinho - estão impecáveis e a fonte utilizada para escrever, por extenso, o número de cada capítulo é linda. Em suma, uma leitura mais que recomendada. 

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Abraços,
    Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 8º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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