Os Três Mosqueteiros - Alexandre Dumas


Hey pessoal, tudo bem?

Recebi esse grande clássico da literatura francesa para resenha em parceria com a editora Generale e devo confessar que, mesmo não tendo um personagem principal muito cativante, a peculiaridades do século XVII bem como as aventuras da belíssima Milady conseguiram me prender do começo ao fim. Embarque também nessa aventura clássica onde amor e traição caminham lado a lado e o seu destino pode estar na ponta de uma espada. 









Os três mosqueteiros estão prontos para defender o rei Luiz XIII. Athos, Porthos e Aramis enfrentam todos os perigos para impedir que o demoníaco Cardeal Richelieu destrua o rei da França. Enquanto isso, o jovem D'Artagnan que sonha ser um Mosqueteiro, coloca sua vida em risco quando resolve agir sozinho e apaixona-se pela Condessa de Winter, a bela espiã de Richelieu. Se D'Artagnnan conseguir escapar das armadilhas da Condessa e tornar-se um Mosqueteiro, ainda assim terá que provar sua lealdade e habilidade de grande espadachim.

O livro conta a história de D'Artagnnan, um jovem destemido - as vezes até demais para o meu gosto - que sonha em entrar para o "batalhão" dos Mosqueteiros - que seria uma espécie de guarda de elite do Luís XIII - mas que, acaba por arrumar confusão com quase todas as pessoas que atravessam seu caminho, incluindo seus futuros companheiros: Athos, Portos e Aramis. Entre proteger Luís, se esquivar das artimanhas políticas do Cardeal e tentar não se deixar enganar pelos trejeitos sedutores de Milady, nossos amigos percorreram um caminho que promete não somente uma grande aventura, mas também o fortalecimento de valores como amizade e lealdade. 

Cena da mais recente adaptação cinematográfica da obra

"- Neste caso, toma cuidado. Se o cardeal não tinha pelo senhor grande admiração, por causa do caso de Londres, tem-lhe agora muito ódio. Mas, como no final das contas, não tem nada que possa reprovar-lhe ostensivamente, e é preciso que esse ódio seja satisfeito, tanto mais que o ódio do cardeal, toma cuidado. Se sair, não saia só, se comer, acautela-se, desconfia sempre de tudo, até de sua sombra."

Pág. 303

Como disse acima, o personagem principal é um grande caçador de confusões e ele se mete na maioria delas por causa de seu temperamento arrogante e sua auto-confiança. Não é porquê você tem uma espada e sabe balança-la que quer dizer que você é o melhor espadachim de todos os reinos e D'Artagnnan acredita veemente que se alguém sequer lhe olha de soslaio, ele deve defender sua honra por meio da lâmina e isso faz com que ele seja um personagem desagradável e muito previsível. Já Milady é completamente o oposto. Mesmo sabendo que ela é a vilã da história e que trabalha secretamente para o Cardeal, suas técnicas de sedução que são utilizadas para concluir suas missões fazem com que qualquer leitor se apaixone, não somente por sua beleza, mas também por sua perspicácia e mente brilhante. 

Esta obra não foi publicada por meio de uma adaptação, mas sim, de uma tradução direta do texto original em francês, o que pode causar uma certa estranheza em alguns leitores em face à forma estrutural de algumas sentenças e o uso de algumas palavras, vez que, como houve uma tradução fiel, faz-se necessário o uso de diálogos mais polidos, como quando os mosqueteiros estão na presença do Cardeal ou de Luís XIII. Fora isso, não achei erros de revisão ou digitação e a diagramação é simples, porém com letras um pouco menores das que estamos acostumadas. A capa utilizada nesta edição foi a do poster da adaptação para o cinema e confesso que pela primeira vez achei que ficou melhor do que se tivesse com a capa original.  


Milady tentando te seduzir! Hahahaha

"- Fraco ou forte - repetia Milady -, este homem tem um lampejo de compaixão em sua alma, deste lampejo farei um incêndio que o devorará. O outro me conhece, tem medo de mim e sabe o que o espera se eu puder livrar-me de suas mãos por acaso, é inútil tentar qualquer coisa em relação a ele. Mas Felton, é outra coisa, é um jovem ingênuo, puro, e que parece ser virtuoso. Esse talvez tenha como perder-se!
E Milady deitou-se e adormeceu com um sorriso nos lábios. Quem a visse diria ser ela uma donzela sonhando com a grinalda de flores que haveria de por na cabeça na próxima festa."
Pág. 406

A única coisa que realmente me incomodou durante a leitura foi o excesso de detalhes e descrições em alguns momentos e penso que isso se deve à narrativa em 3ª pessoa. Não é nada que vá atrapalhar a leitura ou deixa-la muito cansativa, mas é que eu prefiro uma narrativa mais dinâmica e com diálogos mais bem elaborados do que extensas partes descritivas. Recomendo a leitura do livro, pois, além de ser um clássico da literatura, possui ao seu final - na edição da editora Generale - curiosidades, trechos marcantes das adaptações das obras e as inspirações utilizadas pelo autor. 

Abraços,
    Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 8º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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