A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista - Jennifer E. Smith

Hey pessoal, tudo bem?

Uma história sobre um amor à primeira vista não é a premissa mais genial de todos os tempos, contudo, o que faz deste livro algo memorável, não é a história em si, mas sim a maneira como ela é contada. No mundo editorial atual o que mais temos são romances de vampiros, lobisomens e até mesmo new adult - a moda atual - e o que difere um do outro é o talento para a escrita, e isso meus amigos, Jennifer E. Smith tem de sobra.








Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.

O dia de Hadley não está indo nem um pouco como o planejado e uma série de acontecimentos fez com que ela chegasse quatro minutos atrasada no aeroporto e, em face ao atraso, ela acabou perdendo seu voo para Londres, local onde ocorrerá o casamento - do seu pai - no qual ela será madrinha. Como não poderia atrasar o casamento, ela imediatamente compra uma passagem para o próximo voo e acaba por conhecer Oliver - um rapaz britânico - e ambos passam as próximas 10 horas conversando sobre tudo, assuntos estes que vão desde um terrível medo de maionese até o amor por patos falantes que usam "sapatênis". Quatro minutos podem realmente mudar sua vida.

Foto do marcador que acompanha o livro

"Nem todo mundo fica 52 anos juntos, e se ficam, não faz a mínima diferença se você faz uma promessa na frente de todo mundo. O importante é que você teve uma pessoa ao seu lado o tempo todo. Até mesmo quando tudo está dando errado."
Pág. 54

O livro não é grande - 223 páginas - então consegui lê-lo em uma noite e confesso que sonhei em encontrar alguém que fosse minha cara metade no aeroporto e ir conversando com essa mulher por horas - sobre livros, claro - até algum país na Europa. Quem nunca!? *__*... HAHAHA. Mas o motivo pelo qual, mesmo após ter acabado o livro, fiquei pensando sobre a história se deve ao fato da narrativa de Jennifer ser simples e encantadora. Ela me lembrou que entre tantas distopias, guerras entre seres fantásticos e thrillers policiais, ainda é possível escrever um livro sobre algo mais tenro como o amor e a afinidade que um ser humano pode sentir por outro, mesmo que o conheça a pouco tempo.

Os personagens são simples e não possuem histórias de vida com fatores impactantes, como é o caso de protagonistas de outras obras, mas isso não quer dizer que não consigam ser carismáticos ou fazer com que o leitor se afeiçoe a eles. Oliver é engraçado, sarcástico e possui umas ideias tão "sem-noção" que em vários momentos tive que para de ler para rir de alguma resposta ou sobre as milhões de coisas impossíveis que ele diz estar pesquisando. Já Hadley apresenta um perfil um pouco diferente. Ela possui ainda aquele ar adolescente de achar que tudo na sua vida está dando errado e acaba por fazer uma tempestade em copo d'água pelo simples fato de seu pai estar se casando novamente - como se divórcio hoje em dia não fosse a coisa mais normal do mundo. Mas, apesar disso, ela ainda é capaz de personificar o lado frágil do ser humano quando lemos trechos da sua história, como no momento em que teve seu primeiro ataque de claustrofobia ou os momentos em que ela "consultava o elefante". Os demais personagens não são o foco da história e por isso não podemos discutir se tem personalidades fortes ou não, apesar de eu ter gostado muito de Violet. 

Capa americana da obra

"As pessoas falam sobre livros como meio de fuga, mas ali no metrô o livro faz o papel da própria linha da vida. Ela passa as páginas e todo o resto vai embora: o tocar de ombros e bolsas, a mulher de túnica, roendo as unhas, as duas adolescentes com música tão alta nos fones de ouvido que todo mundo consegue ouvir. O movimento do trem faz sua cabeça balançar, mas ela se concentra nas palavras como uma patinadora que encara um ponto fixo para girar. E poê novamente os dois pés no chão."
Pág. 146

A diagramação do livro é bem simples e a cada inicio de capítulo é apresentado o horário em que se passa a história, tanto no fuso horário da Costa Leste quanto no de Greenwich, o que nos ajuda a situar um pouco a pois os personagens falam as horas todo o tempo já Hadley tem que chegar em tempo do casamento, então o leitor não estranha muito a diferença de tempo presente na história. Se ficou confuso, imaginem comigo da seguinte forma: Ela saiu dos EUA às 21:00 horas e chegou em Londres às 10:00 horas do dia seguinte, mas o voo só levou 10 horas, ou seja, à medida que eles vão se aproximando do país, há uma alteração no horário. Geografia básica né pessoal!? o/

Como disse mais acima, não é um livro longo e por isso é muito fácil e rápido de ler. Recomendo para quem gosta do estilo ou quer fugir um pouco dos temas mais pesados que são comumente abordados em outros tipos de obras atuais. 

Abraços,
    Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 7º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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