As Estrelas dos Albos - Bernhard Hennen


Hey pessoal, tudo bem?

Quem leu minha resenha de A Caçada dos Elfos - AQUI - sabe o quanto fiquei maravilhado por essa série e o quão triste fiquei em saber que ela não é tão conhecida por vocês. É por isso que trago então a resenha do segundo volume da série e espero conseguir então angariar mais adeptos à causa dos Albos e Mandred, o Jarl.













A Rainha dos Elfos fechou todos os portais que conduzem ao Outro Mundo para proteger seu reinado. Mandred nunca mais voltará a rever seus semelhantes, e Farodin e Nuramon temem que jamais encontrarão um caminho para o Mundo Partido, o lugar de exílio de Noroelle.

Após os acontecimentos de A Caçada dos Elfos, Mandred, Farodin e Nuramon estão em busca da salvação de Noroelle, a elfa que foi enganada por uma criatura vil e sem escrúpulos e como consequência foi banida do mundo dos Albos. Contudo, não será fácil se rebelar contra a Rainha Emerelle e embarcar em uma aventura por vários mundos para conseguir reunir os pedaços da única salvação possível para a filha de Albos. Aventuras pelas areias vermelhas, estudos na biblioteca que reúne o maior saber de todos os tempos e o reino de humanos e trolls, são os cenários por onde nosso protagonista tecem seus atos heroicos cujo objetivo final é a salvação de um grande amor.

Deserto de Valemas
"- O que você não vê ainda assim pode acontecer, Alwerich. Só quando aquilo que você vê não acontecer é que deve começar a se preocupar. Agora diga..."
Pág. 260

Quando eu achava que uma escrita que beirava a perfeição não conseguiria ficar melhor, vem o Tio Hennen e me prova o contrário. Sua narrativa está mais envolvente que nunca e seus personagens que antes já eram mais do que cativantes, hoje estão beirando conquistar a mais fiel amizade com o leitor - sim, sou desses que trata personagem como se fossem pessoas do meu convívio diário. Seus diálogos estão mais dinâmicos e em várias partes eles nos colocam para refletir sobre coisas que muitas vezes não paramos para pensar, como é o caso da citação acima. 

Temos como personagens principais os mesmos do livro anterior, quais sejam, Mandred, Nuramon e Farodin, sendo o primeiro filho de humanos e os demais, filho de Albos - nome dado aos elfos. Em várias partes do livro temos a presença dos mais diversos personagens sendo também variadas suas raças e locais de habitação, como os Trolls que moram em uma ilha própria e os Elfos de Valemas, que moram em "seu" deserto particular. Gostei também dos Guardiões do Saber que habitam a biblioteca de Iskendria, apesar de ainda achar Aigilaos o mais legal de todos os centauros.

Palácio de Firnstayn após a era de Alfadas

"- Você não gostaria de agarrar a imortalidade pela cauda, Mandred? Sua história ainda será lida mesmo bem depois de você virar pó. Você não deveria esconder o seu ouro, Mandred. Quem alguma vez já ouviu que dois elfos como Farodin e Nuramon tenha escolhido um humano como você para ser seu companheiro?"
Pág. 155

Nessa história o autor comete o mesmo erro que cometeu em ACdE, qual seja, o de fazer passagens temporais muito grandes, algo em torno de 60/70 anos para mais. A exemplo temos a cidade de Firnstayn que, quando deixada por Mandred no inicio da aventura, não passava de um vilarejo e hoje é a sede de todo o reino com suas construções magnificas e campos verdejantes. Fora esse aspecto, a história em si é envolvente e muito bem descrita. 

Uma coisa que me agradou muito é que, como os guerreiros em determinado ponto passaram a seguir caminhos diferentes, mas ainda buscando o mesmo objetivo, a narrativa ganha um novo viés quando mostrada sob o ponto de vista dos três, cada um vivendo sua própria aventura e, que de uma maneira ou de outra, acabará por entrelaçar seu destino com os dos demais. 

A diagramação e revisão estão impecáveis e não preciso nem dizer o quanto livros que possuem mapas bonitos me agradam. Todo início de capítulo há o título em uma fonte diferente, porém desconhecida por mim, e logo abaixo um símbolo que ainda espero descobrir qual seu significado. Um fato que julgo ser muito interessante é que Iskendria faz alusão a Iskandar, ou Eskandar, que é a versão Persa de Alexandre o Grande, ou seja, a Biblioteca de Iskendria não é nada mais nada menos que a Grande Biblioteca de Alexandria, detentora do maior acervo de todo o mundo.

Abraços,
    Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 7º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos
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