A Caçada dos Elfos - Bernhard Hennen


Hey pessoal, tudo bem?

Fiquei horas encarando a página em branco do editor até finalmente conseguir colocar todos os pensamentos e sentimentos que tive durante a leitura da obra em ordem ao ponto de conseguir fazer esta resenha sem escrever uma semi-monografia. Acreditam que ainda estou um pouco abalado!?

Contendo uma narrativa deliciosa e muito bem elaborada, Bernhard Hennen conseguiu mostrar que os elfos de Tolkien e Paolini não estão mortos, mas sim, apenas à espera de algum autor habilidoso o suficiente de transcrever para o papel a magnitude e exuberância de uma das raças mais belas e letais - depois dos Dragões, obviamente - de todo o mundo ficcional/fantasioso.








Tudo começa quando Mandred, um humano, é atacado por uma besta que aterrorizava seu povoado. Ferido, consegue escapar e acaba adentrando o Mundo dos Elfos. Ávido por vingança, ele consegue que a rainha do povo élfico destaque dois de seus melhores guerreiros para ajudá-lo. A partir daí, começa uma perseguição recheada de aventuras fantásticas, em que lealdade, amizade e coragem serão duramente postas à prova a todo momento. A história é contada numa saga composta por três livros: A Caçada dos Elfos - Volume 1; Elfos - Estrelas do Albos - Volume 2 e Elfos Pedras dos Albos - Volume 3



Ao caçar um homem que é metade humano e metade javali, Mandred, à beira da morte após o ataque da criatura, adentra no Círculo de Pedras e é transportado para a terra dos Albos - para quem não leu a obra, os Albos são os pais dos elfos e são uma raça suprema com um poder similar ao de um deus, contudo, não existem mais Albos no mundo. Lá, sua vida é salvo por um Carvalho (você leu certo, ele é salvo por uma árvore) com Alma e a Rainha Emerelle demanda sua presença na sala do trono real. Ao chegar e contar sua história, Emerelle manda que Mandred lidere uma expedição ao mundo humano na companhia dos elfos Farodin, Nuramon e do centauro Aigilaos. Inicia-se então a Caçada dos Elfos!

Mandred (ele não é descrito assim, mas é assim que eu imagino... Hahahaha)

"Em voz baixa, Mandred rezava para seus deuses. Para Firn, senhor do inverno; para Norgrimm, senhor das batalhas; para Naida, a amazona das nuvens que rege os 23 ventos; e para Luth, o mestre tecelão que, com os fios do destino dos homens, tece uma tapeçaria para as paredes do átrio dourado, aquele no qual os deuses bebem na companhia dos mais valentes entre todos os guerreiros."
Pág. 23

A última vez que li um livro com uma narrativa tão bem elaborada e com uma descrição perfeita do que é a raça dos elfos e Albos, foi no Ciclo da Herança. O autor consegue nos transportar para as campinas verdes e para o castelo de mármore da Rainha dos elfos com uma habilidade fora do comum. Até mesmo as árvores são personagens mais bem elaborados que muitos outros presentes em outras obras que li este ano.

Outro ponto positivo na obra é que ela é bem detalhada, mas não ao ponto de cansar o leitor. Tudo, desde uma das mais ardentes batalhas entre os elfos e o homem-javali até um fruto que cai das Amoreiras das Almas, é minimamente detalhado ao ponto de realmente fazer com que nos víssemos dentro da história.

Aigilaos (O centauro mais legal que já conheci. Sorry, Quiron. Mas ele é!!).

" - O Destino dele será tão cruel quanto o meu, rainha?
 - Algumas coisas vejo com clareza, outras surgem de forma confusa e há também aquelas que não vejo. já revelei demais sobre vosso futuro! - Emerelle levantou a mão num gesto também dirigido à corte. - Ninguém deve conhecer o seu destino de forma precisa demais. Nas sombras do futuro, nenhuma vida é capaz de crescer."
Pág. 228

Os personagens principais, quais sejam, Mandred, Nuramon e Farodin são MUITO bem trabalhados e cheios de personalidade. Os demais como Aigilaos e Emerelle são estruturados, mas são personagens mais rasos por não serem o foco central da história. Dentre os membros da Caçada dos Elfos haviam mais que apenas estes que citei, mas eram personagens que estavam lá só para preencher números ou morrer... Hahaha.

Por mais que eu queira dizer que essa é uma obra com perfeição total, infelizmente não posso fazê-lo. O autor pecou sim em vários momentos e todos eles são sobre a passagem de tempo - qual o problema dos autores com esse quesito hein!? Ele, apesar de narras a história de maneira temporal-linear, em alguns momentos, para justificar determinadas situações, ele simplesmente fala que se passaram 30 anos em um virar de páginas e isso me incomodou muito. Porém, não é algo que vá atrapalhar a leitura, mas estejam avisados que se sentirão pelo menos uns 60 anos mais velhos após terminar a leitura...Rsrsrs. XD

Nuramon e Farodin

Recomendo a leitura de A Caçada dos Elfos para todos. É um livro bem escrito, com uma capa e diagramação belíssimas e acima de tudo, é um livro com conteúdo e uma história para lá de envolvente. Ele é um pouco caro, média de R$49,00, mas garanto que vale a pena comprar. 

Nascente do Lago de Noroelle

Abraços,
    Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 7º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos.
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