Assassin's Creed: A Cruzada Secreta - Oliver Bowden



Hey pessoal, tudo bem?

Com uma narrativa rápida (as vezes um pouco demais) e bem detalhada, Oliver Bowden conseguiu intensificar minha fé no Credo dos Assassinos ao mostrar que para se alcançar o topo devemos ser justos e, acima de tudo, ter fé em nós mesmos.




Nicollo Pollo, pai do explorador Marco, finalmente revela a história que manteve em segredo durante toda a vida: a história de Altair, um dos primeiros e mais extraordinários assassinos do Credo. É o curso da aventura de Altair em Constantinopla que irá selar o destino dos Templários e de sua saga na Europa.A história da vida de Altaïr é contada aqui pela primeira vez: uma viagem que vai mudar a história; a sua batalha interminável contra a conspiração dos Templários; uma herança que é tão trágica como chocante e a mais profunda traição de um velho amigo. Altaïr embarca numa missão formidável que o levará pela Terra Santa mostrando-lhe o verdadeiro significado do Credo dos Assassinos. De modo a provar o seu empenho, Altaïr terá de derrotar nove inimigos mortais, incluindo o líder dos Templários, Robert de Sablé.
Ao ser mandado em uma missão, para recuperar um artefato na Terra Santa, Altair é consumido por sua arrogância e, por ser um Mestre Assassino (alto posto dentro do Credo), acaba violando a principal regra  de sua Irmandade (não matar um inocente) colocando assim seus "irmãos", Malik e Kadar em perigo, sendo que tal deslize custou a vida do segundo. Após retornar, o Mestre do Credo decide punir Altair retirando seu posto e fazendo-o voltar a ser um simples aprendiz, devendo então matar nove pessoas que, segundo seu superior, estão violando a paz e governando algumas das principais cidades da Europa em conjunto com os Cavaleiros Templários, inimigos mortais dos Assassinos. Será que os pilares da Irmandade estão mesmo ruindo? Conseguirá Altair completar sua Cruzada Secreta?
"- O que é verdade?
- Nós colocamos fé em nós mesmos - retorquiu Altair, ansioso para agradá-lo, querendo lhe mostrar que havia mudado de fato. Que sua decisão de mostrar piedade foi correta. - Vemos o mundo como ele realmente é, e esperamos que um dia toda a humanidade talvez possa ver a mesma coisa.
- O que é o mundo, então?
- Uma ilusão - respondeu Altair. - Uma ilusão à qual podemos nos submeter, como faz a maioria, ou transcendê-la."
Pág. 146
Quando comecei a leitura desse livro fiquei com um grande pé atrás pois a história de Ezio Alditore, personagem principal de Renascença e Irmandade, não foi finalizada e quando vi que o livro três iria contar a história de Altair já comecei a amaldiçoar o autor por não dar continuidade ao que começou. Contudo, ele conseguiu encaixar muito bem os pontos soltos e percebemos então a relação dessa história com a de Ezio, o que me deixou completamente desesperado para ler Assassin's Creed: Renegado.

Em alguns momentos achei que o autor correu muito com a narrativa. Ele usava mais ou menos um capítulo para cada uma das nove vidas que Altair deveria ceifar e quando chegamos nos capítulos finais ele começa com um estilo mais arrastado, deixando o leitor com os nervos à flor da pele. Sério, eu estava quase mandando para ele uma daquelas cartas com ameaças feitas de recortes de revistas se ele não revelasse o segredo do tesouro da Terra Santa logo. ¬¬

As cenas de ação estão mais empolgantes que nunca. Acho que dos três livros este foi o que mais me deixou tenso quando o Assassino estava espreitando sua vitima ou quando ele dava o beijo da morte e tinha que escapar de um salão cheio dos mais habilidosos espadachins. Contudo, muitos dos problemas enfrentados pelo Sr. Altair se davam pelo fato de, mesmo já causado a morte de amigos em face a sua arrogância, ele ainda subestimava seu inimigo e colocava suas próprias habilidades como sendo as melhores do reino, achando assim que era invencível. 

Oliver não cria personagens inutilmente e consegue dar papeis importantes a todos, mesmo que seja o de "cara que vai morrer para seus amigos escaparem". No inicio eu tinha ódio mortal de Abbas e Malik, contudo, com o passar das páginas, fui entendo aos poucos Malik e fiquei emocionado com sua capacidade de perdoar e acolher seu "irmão" Assassino mesmo depois de tudo o que aconteceu. Abbas continuou um personagem desprezível e inescrupuloso até o final do livro, o que só me fez ficar com mais ódio ainda de suas atitudes e a ingenuidade com que seus amigos o tratavam sem perceber que ele seria a ruína de todos.

Em suma, este livro está mais que aprovado, apesar da narrativa apressada. Não encontrei erros gramaticais. Entretanto, achei alguns errinhos de digitação como a repetição da ultima letra da palavra (Ex: cruzadaa, precisoo). A diagramação é simples e o espaçamento entre as linhas facilita a leitura, ao contrario de alguns livros que li recentemente que me faziam ficar perdido, pois voltava na mesma linha ou pulava uma devido à falta de espaço. O Submarino está fazendo promoção do Box desta série. Está esperando o que para comprar? ^_^

Abraços,
    Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 7º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos.
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