World of Warcraft: Marés de Guerra - Christie Golden

Resenha

Hey pessoal, tudo bem?

Como vocês já devem ter percebido, ultimamente estou em uma onda de livros que foram adaptados de jogos famosos e este não foge ao caso. Trata-se da adaptação de um dos jogos que mais amo, qual seja, World of Warcraft. Confesso que ainda não pude desfrutar do continente de Pandaria em face ao pouco tempo que tenho disponível, mas em breve poderei voltar ao meu char, um Humano/Worgen da classe Mago. *__* 








O romance chega às livrarias logo após o lançamento do aguardado quarto conjunto de expansão para o jogo de interpretação on-line massivo para múltiplos jogadores mais popular do mundo, programado para 25 de setembro. Protagonizado pela renomada feiticeira Jaina Proudmore, que sempre lutou para manter a duradoura paz entre Aliança e a Horda, o livro relata o avanço dos conflitos entre os dois e prepara o palco para a nova expansão do jogo, Mists of Pandaria. Volume 11 da série de histórias independentes dentro do universo de World of Warcraft.
Sempre houveram atritos entre Horda e Aliança (Aliança 4Ever!!! XD) e a pouca paz que a feiticeira Jaina Proudmore conseguiu alcançar está desmoronando agora que Garrosh Grito Infernal é o novo Chefe Guerreiro da Horda. Ele decide que a presença da Aliança em Kalimdor já deveria ter desaparecido e assim da-se inicio a uma guerra sem precedentes. O novo Chefe Guerreiro está tomado pelo ódio e até mesmo os inescrupulosos Orcs Rocha Negra foram convocados para satisfazer seu desejo de dominação. Para ele, não importa se são crianças ou mulheres. O que importa é a vitória da Horda e caberá à Grã-Senhora Jaina salvar seu povo e impedir que Garrosh derrame mais sangue inocente. Para isso, ela contará com a ajuda de Kalecgos, ex-Aspecto da renomada Revoada Dracônica Azul, uma vez que a Iris Focalizadora (objeto de grande poder arcano) foi roubada de seu povo e a Horda é a suspeita de tal feito.
"- Você... precisou de cura?
 - Todos precisamos, quer percebamos isso ou não - retrucou Go'el. - Apenas por estarmos vivos, temos feridas. Mesmo que não tenhamos nem mesmo uma cicatriz física. Ter um companheiro que nos veja por quem somos, verdadeira e completamente... Ah, isso sim é uma dádiva, Jaina Proudmore. Uma dádiva que nos recupera e renova a cada dia, e a que devemos cultivar com cuidado. Esta dádiva me tornou completo, me fez entender meu propósito e meu lugar neste mundo."

Pág. 46
Christie Golden conseguiu fazer uma adaptação fiel e muito bem estruturada deste jogo. Muitas vezes durante a leitura me senti caminhando por Orgrimmar ou Dalaran, observando suas paisagens e estatuas de antigos guerreiros. Ela conseguiu retratar muito bem o conflito entre a Horda e a Aliança, entretanto, acho que ela exagerou um pouco na insanidade de Garrosh e a maneira como ele trata seus fieis aliados, como Beine Casco Sangrento, um Taurem de mais de dois metros de altura mas com um coração justo e leal. Sempre gostei da raça dos Elfos Sangrentos e penso que ela poderia ter dado um destaque maior a tal raça, mas o pouco que fez conseguiu me satisfazer. 

De todos os personagens, que não são poucos, me identifiquei muito com Beine e Kalecgos. O primeiro por acreditar que até mesmo um membro da Aliança merece uma morte digna e justa, ao contrario do que pensa Garrosh que utiliza-se de artimanhas traiçoeiras para conquistar a vitória. Kalecgos me conquistou simplesmente por ser um dragão. De todos os seres mitológicos os dragões são os que mais me fascinam, tanto por sua beleza quanto pelo seu poder mágico arcano. Não preciso nem mencionar que o personagem que menos gostei foi Garrosh. Como já foi supracitado, ele é inescrupuloso e não tem piedade para com o próximo, mesmo que sejam idosos, mulheres e crianças.

O único ponto que me desagradou em toda a obra foi o fato de uma Revoada de Dragões Azuis conseguir perder seu objeto de maior poder e valor, a Íris Focalizadora, para um bando de Horda/Aliança insignificantes. Um  grupo de tamanho poder, mestres em energia arcana e que possuem o tamanho de casas não poderiam ter perdido tal artefato com tanta facilidade quanto a autora narrou, é um pouco ilógico tal ocorrido e creio que o Mr. Spock concorda comigo.

Sem mais delongas, recomendo a leitura de World of Warcraft: Marés de Guerra para todos aqueles que gostam de fantasia. Ao contrário da adaptação de Diablo 3: A Ordem, esta obra não exige do leitor um conhecimento prévio do jogo, embora caso ele saiba, seu proveito da leitura será bem mais emocionante. Já encomendei outros livros da mesma autora que retratam sobre o mundo de WoW e espero em breve conseguir desfrutar de Pandaria com o devido tempo que tal tarefa irá demandar.

Abraços,
    Matheus Braga
MATHEUS BRAGA
É Administrador e Resenhista do Vida de Leitor. Cursa o 6º período de Direito na UNIPEL e sonha em se tornar juiz um dia. É apaixonado por livros e possui em sua humilde coleção títulos que vão de Fiódor Dostoiévski a Cinda Willians Chima. Seus livros favoritos são: O Nome do VentoA Descoberta das BruxasThe Summoning, Hunger GamesWithe Cat e Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos.
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